De caos em caos vou até onde a loucura me alcançar.
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De caos em caos vou até onde a loucura me alcançar. E aí construo um amor à prova de lucidez.
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De caos em caos vou até onde a loucura me alcançar.
De caos em caos vou até onde a loucura me alcançar. E aí construo um amor à prova de lucidez.
Há noites que, antes de adormecemos, dentro de nós chove imenso.
Por vezes, é importante escrever o que se sente, não adianta descrever, não se consegue. As palavras estão inertes.
A conversa mais intensa do mundo é: o abraço.
Há poemas, infinitamente, vivos, enquanto outros poemas são mortalmente publicados.
Porosidade Fervilham as artérias da nossa cama desvendam, morosamente, os nossos beijos,
Porosidade Fervilham as artérias da nossa cama desvendam, morosamente, os nossos beijos, inesperadamente, surge o hálito da manhã e ouve-se o dia a salivar.
Em mim mando eu, na minha alma manda o destino.
Ouve o meu silêncio: é o barulho intenso do Amor.
O paladar da tua existência tem diversos sabores: dilatam os poros da minha existência.
É assim que eu quero estar contigo a contemplar o nada
É assim que eu quero estar contigo a contemplar o nada e atordoados pelo amor, do nada, construímos o nosso interno mundo.
Sinto este apocalíptico amor cerzido em carne viva no tecido transparente do osso
Sinto este apocalíptico amor cerzido em carne viva no tecido transparente do osso submetido a formas anatómicas irremediavelmente inviolável.
Três coisas que quero fazer contigo: escrever no teu nu corpo,
Três coisas que quero fazer contigo: escrever no teu nu corpo, ouvir os gritos dos teus poros, e silenciá-los com a minha boca.
Onde é que o teu coração estava antes dos teus olhos começarem a escorrer Amor em estado líquido?
Paciência e perseverança universal iremos descoroar este maldito vírus da Humanidade.
Acredita no teu lado selvagem.
A certeza do Amor é: o coração encontrar alguém que nunca procurou.
Desjejum Virginal da Poesia A metodologia de braços abertos anota a edição narrativa do silêncio
Desjejum Virginal da Poesia A metodologia de braços abertos anota a edição narrativa do silêncio pautando-se pelo som das ideias. O desjejum virginal da poesia alimenta-se dos meus dedos e do prurido dos meus pensamentos. O estrume das amórficas palavras arranha o suor ébrio da memória e aconchega-se ao sintético sonho. A urgência de transbordar o Sol ultrapassar os limites do Amor para sentir o peso da inexistência.
A forma de beijar-te em pensamento:
A forma de beijar-te em pensamento: escrever.
Alcançámos as Nossas Almas Faremos um poente numa porção de mar
Alcançámos as Nossas Almas Faremos um poente numa porção de mar e de braços abertos deixaremos entrar a canção desenhada no alaranjado céu. O luar de boca aberta narra a melodia das amoras, deitados na cristalizada areia de jasmim os nossos desnudados corpos amaram-se até as estrelas adormecerem e entre o céu e a terra alcançámos as nossas almas.
O meu dia só começa depois do teu beijo.
Se Pudesse Estar Dentro do Poema Se pudesse estar dentro do poema apagaria a vegetação rochosa
Se Pudesse Estar Dentro do Poema Se pudesse estar dentro do poema apagaria a vegetação rochosa que alimenta o meu caminho. Ouviria a canção anárquica do vento a soletrar o íntimo alecrim dos versos. Se pudesse estar dentro do poema inalaria os reflexos do teu perfume esquecidos na polpa estanhada do luar. Dedilharia os acordes derramados do mar no solfejo telúrico das aves. Se pudesse estar dentro do poema naufragaria nos porosos cristais da tua pele beijaria o subúrbio umbilical das tuas palavras. Resvalaria no declive das diluídas metáforas e não seria o que sou: um poeta sem poema.
Somente Tu e Eu Somente tu consegues ver as minhas tempestades.
Somente Tu e Eu Somente tu consegues ver as minhas tempestades. Somente tu consegues ouvir o meu silêncio. Somente tu consegues decifrar o Amor. Somente tu e eu.
Tenho sede: quero um gole da tua presença.
A Matéria das Palavras Na rua do teu peito caminha a minha
A Matéria das Palavras Na rua do teu peito caminha a minha enfurecida paixão permitida e condenada por uma mácula de sal no exílio de uma lágrima caída e despida por ti. Nessa deriva em riste como uma ilha crua vertida no hino de pedra que carrega no rosto a velhice corrosiva nos endereços da memória. No caderno aberto do passado à distância de um destino no lado desfiado da carne na rescisão do pacto com o tempo desce a matéria das palavras e na rua do meu peito movem-se por sílabas as artérias do teu nome.