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Frases de Joni Baltar

2.069 frases

De caos em caos vou até onde a loucura me alcançar.
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De caos em caos vou até onde a loucura me alcançar. E aí construo um amor à prova de lucidez.

Desjejum Virginal da Poesia A metodologia de braços abertos anota a edição narrativa do silêncio
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Desjejum Virginal da Poesia A metodologia de braços abertos anota a edição narrativa do silêncio pautando-se pelo som das ideias. O desjejum virginal da poesia alimenta-se dos meus dedos e do prurido dos meus pensamentos. O estrume das amórficas palavras arranha o suor ébrio da memória e aconchega-se ao sintético sonho. A urgência de transbordar o Sol ultrapassar os limites do Amor para sentir o peso da inexistência.

Alcançámos as Nossas Almas Faremos um poente numa porção de mar
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Alcançámos as Nossas Almas Faremos um poente numa porção de mar e de braços abertos deixaremos entrar a canção desenhada no alaranjado céu. O luar de boca aberta narra a melodia das amoras, deitados na cristalizada areia de jasmim os nossos desnudados corpos amaram-se até as estrelas adormecerem e entre o céu e a terra alcançámos as nossas almas.

Se Pudesse Estar Dentro do Poema Se pudesse estar dentro do poema apagaria a vegetação rochosa
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Se Pudesse Estar Dentro do Poema Se pudesse estar dentro do poema apagaria a vegetação rochosa que alimenta o meu caminho. Ouviria a canção anárquica do vento a soletrar o íntimo alecrim dos versos. Se pudesse estar dentro do poema inalaria os reflexos do teu perfume esquecidos na polpa estanhada do luar. Dedilharia os acordes derramados do mar no solfejo telúrico das aves. Se pudesse estar dentro do poema naufragaria nos porosos cristais da tua pele beijaria o subúrbio umbilical das tuas palavras. Resvalaria no declive das diluídas metáforas e não seria o que sou: um poeta sem poema.

A Matéria das Palavras Na rua do teu peito caminha a minha
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A Matéria das Palavras Na rua do teu peito caminha a minha enfurecida paixão permitida e condenada por uma mácula de sal no exílio de uma lágrima caída e despida por ti. Nessa deriva em riste como uma ilha crua vertida no hino de pedra que carrega no rosto a velhice corrosiva nos endereços da memória. No caderno aberto do passado à distância de um destino no lado desfiado da carne na rescisão do pacto com o tempo desce a matéria das palavras e na rua do meu peito movem-se por sílabas as artérias do teu nome.