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Frases de John Keats

28 frases

Oh, se eu ao menos pudesse ter uma vida de sensações em vez de uma vida de pensamentos.
A poesia nos deve surpreender pelo seu delicado excesso e não porque é diferente. Deve tocar nosso irmão como se fosse suas próprias palavras, como se ele fosse se lembrasse de algo que, na noite dos tempos, já conhecia em seu coração. A beleza de um poema não está em deixar o le…
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A poesia nos deve surpreender pelo seu delicado excesso e não porque é diferente. Deve tocar nosso irmão como se fosse suas próprias palavras, como se ele fosse se lembrasse de algo que, na noite dos tempos, já conhecia em seu coração. A beleza de um poema não está em deixar o leitor contente. É sempre uma surpresa capaz de nos tirar a respiração. Ela deve ser como o pôr do sol: milagroso e natural, ao mesmo tempo.

Endymion O que é belo há de ser eternamente Uma alegria, e há de seguir presente.
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Endymion O que é belo há de ser eternamente Uma alegria, e há de seguir presente. Não morre; onde quer que a vida breve Nos leve, há de nos dar um sono leve, Cheio de sonhos e de calmo alento. Assim, cabe tecer cada momento Nessa grinalda que nos entretece À terra, apesar da pouca messe De nobres naturezas, das agruras, Das nossas tristes aflições escuras, Das duras dores. Sim, ainda que rara, Alguma forma de beleza aclara As névoas da alma. O sol e a lua estão Luzindo e há sempre uma árvore onde vão Sombrear-se as ovelhas; cravos, cachos De uvas num mundo verde; riachos Que refrescam, e o bálsamo da aragem Que ameniza o calor; musgo, folhagem, Campos, aromas, flores, grãos, sementes, E a grandeza do fim que aos imponentes Mortos pensamos recobrir de glória, E os contos encantados na memória: Fonte sem fim dessa imortal bebida Que vem do céus e alenta a nossa vida.

NO MAR Ele sustém eternos murmúreos Nas praias desoladas, e com soberbas cristas
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NO MAR Ele sustém eternos murmúreos Nas praias desoladas, e com soberbas cristas Inunda vinte mil cavernas, até que o sortilégio De Hécate as deixe com seu velho e assombroso som. Muitas vezes se encontra tão tranqüilo, Que até a menor das conchas permanece dias imóvel Desde o desenlace dos ventos celestiais. Vós, cujos olhos se enchem de tormento e tédio, Regozijai-os com a imensidão do mar; Vós, cujos ouvidos estão atordoados pelo rude ruído, Ou enfastiados pela música melosa - Sentai-vos na boca de uma velha caverna, e meditai Até que escuteis, como se cantassem, as ninfas do mar!

AS ESTAÇÕES HUMANAS Quatro estações se sucedem no decurso do ano; quatro estações tem o homem na vida;
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AS ESTAÇÕES HUMANAS Quatro estações se sucedem no decurso do ano; quatro estações tem o homem na vida; tem ele sua Primavera ardente, quando a fantasia absorve toda a beleza com facilidade; tem seu Verão, quando voluptuosamente rumina os doces pensamentos juvenis da Primavera e, assim, sonhando alto, aproxima-se do céu; grutas quietas tem a alma em seu outono, quando as asas ele fecha, satisfeito em contemplar as brumas, indolente, deixando as coisas belas passarem imperturbadas como um riacho veloz. Tem também seu Inverno, desfigurado e pálido, sem o qual se veria privado de sua natureza mortal.