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Frase de John Keats

NO MAR Ele sustém eternos murmúreos Nas praias desoladas, e com soberbas cristas Inunda vinte mil cavernas, até que o sortilégio De Hécate as deixe com seu velho e assombroso som. Muitas vezes se encontra tão tranqüilo, Que até a menor das conchas permanece dias imóvel Desde o desenlace dos ventos celestiais. Vós, cujos olhos se enchem de tormento e tédio, Regozijai-os com a imensidão do mar; Vós, cujos ouvidos estão atordoados pelo rude ruído, Ou enfastiados pela música melosa - Sentai-vos na boca de uma velha caverna, e meditai Até que escuteis, como se cantassem, as ninfas do mar!

John Keats

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com | Fonte: KEATS, J. Nas invisiveis asas da poesia. São Paulo: Editora Iluminuras Ltda, 1998. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.

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A poesia nos deve surpreender pelo seu delicado excesso e não porque é diferente. Deve tocar nosso irmão como se fosse suas próprias palavras, como se ele fosse se lembrasse de algo que, na noite dos tempos, já conhecia em seu coração. A beleza de um poema não está em deixar o le…
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A poesia nos deve surpreender pelo seu delicado excesso e não porque é diferente. Deve tocar nosso irmão como se fosse suas próprias palavras, como se ele fosse se lembrasse de algo que, na noite dos tempos, já conhecia em seu coração. A beleza de um poema não está em deixar o leitor contente. É sempre uma surpresa capaz de nos tirar a respiração. Ela deve ser como o pôr do sol: milagroso e natural, ao mesmo tempo.