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Frases de Joelton Silva

32 frases

Posso ser cúmplice, mas não assassino! As pessoas cometem suicídio em minha memória, eu apenas me livro dos corpos...
Cuidado com o que deseja! - Dizia a fábula, como aviso de que devemos ter primeiro responsabilidade antes de ousar querer qualquer coisa que não nos pertença. Sentimentos, assim como gênios, são etéreos, invisíveis; e mesmo assim materializam sonhos. O querer reconhece fronteiras…
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Cuidado com o que deseja! - Dizia a fábula, como aviso de que devemos ter primeiro responsabilidade antes de ousar querer qualquer coisa que não nos pertença. Sentimentos, assim como gênios, são etéreos, invisíveis; e mesmo assim materializam sonhos. O querer reconhece fronteiras, mas o sentir... Ah, esse é indomável.

Concordavas com meus soluços mais por impotência que por frieza. Descascava a intenção com os olhos, e me envergonhava de não poder calar o choro para dar alento a tua imobilidade. Foi assim que aprendi a engolir dificuldades - como quem come uma refeição ruim calado, porque naq…
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Concordavas com meus soluços mais por impotência que por frieza. Descascava a intenção com os olhos, e me envergonhava de não poder calar o choro para dar alento a tua imobilidade. Foi assim que aprendi a engolir dificuldades - como quem come uma refeição ruim calado, porque naquela casa se é apenas uma visita.

Lá, causando mais perda que danos, a inquietude de meus anseios se mostrava como bailarina; dançava sob a lua por entre as carcaças do já extinto. Lá naquele vale onde minha infância conhecera a morte, restavam aqueles grandes monstros de outrora, ossadas gigantes do que um dia f…
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Lá, causando mais perda que danos, a inquietude de meus anseios se mostrava como bailarina; dançava sob a lua por entre as carcaças do já extinto. Lá naquele vale onde minha infância conhecera a morte, restavam aqueles grandes monstros de outrora, ossadas gigantes do que um dia foram memórias e mágoas. Hoje, fossilizados e desfigurados no solo frio, não causavam mais medo, apenas espanto; ainda eram um lembrete de que caminharam em outra época - seres que não podiam coabitar com outros sentimentos mais leves que hoje em mim se acomodaram.

Ame com discrição. Com os olhos. Na boca apenas um sorriso. Ame com estrondos. Com gargalhadas. Nas fanfarras uma necessidade. Ame sem ser notado.
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Ame com discrição. Com os olhos. Na boca apenas um sorriso. Ame com estrondos. Com gargalhadas. Nas fanfarras uma necessidade. Ame sem ser notado. Ame aos berros. Mas ame! Pior é aquele que critica o amor, fingindo amar a si mesmo, e não ama ninguém.

Das maçãs despistamos as sementes, o que nos interessa é o sabor, a textura, o prazer. Guardadas em meio à densa carne está o bem mais precioso, aquele que irá gerar novos frutos. A beleza foi feita para a destruição. Bem guardadas em seu interior a verdadeira natureza das coisa…
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Das maçãs despistamos as sementes, o que nos interessa é o sabor, a textura, o prazer. Guardadas em meio à densa carne está o bem mais precioso, aquele que irá gerar novos frutos. A beleza foi feita para a destruição. Bem guardadas em seu interior a verdadeira natureza das coisas - O que é eterno e mais importante não pode ser visto, nem sempre é compreendido e pelos tolos é descartado.

Será que não me esqueceste entre os velhos brinquedos deixados no pátio? Não fui apenas um jogo que, depois de muito jogado, tornou-se enfadonho? Que parte minha quebrou-se para que agora julgues impossível o conserto?
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Será que não me esqueceste entre os velhos brinquedos deixados no pátio? Não fui apenas um jogo que, depois de muito jogado, tornou-se enfadonho? Que parte minha quebrou-se para que agora julgues impossível o conserto? Foi das entranhas o dano, na peça mais chave, ou na casca das aparências? Achas justo, depois de inventares tantas regras, ser apenas brincadeira? Agora, guardo os pedaços nas devidas caixas - e o coração quebra-cabeça.

É poesia o meu silêncio, dos olhos marejados, da boca seca e do peito escancarado. É poesia o que resta, os dias contados, o valor que me emprestam, meus poucos trocados. É poesia essa minha calma, dos gritos calados, da desesperança de estar acordado.
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É poesia o meu silêncio, dos olhos marejados, da boca seca e do peito escancarado. É poesia o que resta, os dias contados, o valor que me emprestam, meus poucos trocados. É poesia essa minha calma, dos gritos calados, da desesperança de estar acordado. É poesia o meu passo, os espinhos tirados, e o alívio da dor dos meus pés machucados.