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Frases de João Batista do Lago

87 frases

ALMA DE SÍSIFO De João Batista do Lago A noite é fria…
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ALMA DE SÍSIFO De João Batista do Lago A noite é fria… Gélida! O espelho esfumacento não me revela nesta fria noite… fria. Algo dentro de mim grita feito besta fera. Ouço-o. O lamento é lúgubre e lúgubre é o meu lamento! Feito Sísifo desço a montanhosa noite refazendo meus pensares. Amanhã terei que rolar a rocha até o topo! Renascerei ou mais um dia morrerei?

DESPERTAR DO SER De João Batista do Lago Sinto o desespero dos sujeitos
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DESPERTAR DO SER De João Batista do Lago Sinto o desespero dos sujeitos que se desgraçam em seus desejos, que se perdem no lodo de suas verdades, que se encavernam em suas culpas, que se morrem sem a possibilidade do renascer! Esses garimpeiros de desejos são profetas cosmológicos insanos, enclausurados em suas distopias seculares; pouco sabem da potência da força que lhes podem transformar em demiurgos! Plenos de suas verdades seculares subjugam o outro sob o canto do amoral, arrastando massas para o sepulcro abismal sob o em riste da espada ditatorial, que degolará qualquer mente que não se pretenda igual! Ó irmãos de culpas várias e impostoras, Não vos acomodeis com o jugo opressor, Não aceiteis as sombras como realidades únicas, há, por certo, força luminosa em vosso corpo capaz de livrá-los dos proféticos grilhões (Aí, então, sabereis do novo renascer e aprenderás que a única liberdade possível é a liberdade que te permitirá demiurgo do ser.)

ANTIALEXANDRINO De João Batista do Lago Inclino-me a quebrar
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ANTIALEXANDRINO De João Batista do Lago Inclino-me a quebrar todas tuas santas regras Não há coisa mais ve- lha que tê-las presente Todas as suas amar- ras são paletas negras Que prendem o pensar livre em virtual corrente A tua linguagem sô- frega afasta o ser jovem Espírito sui ge- neris... indiferente… Avesso do teu ver- so tão insignificante Que nada faz sentir… pois é tudo desordem Deixa-me aqui liberto trovador vetusto Toma teu veludoso fardão nobre bardo Mortalha ele será para tua pobre lira Não me queiras tu indicar novos caminhos Seguirei os meus com os meus pergaminhos As pedras do meu caminho eu mesmo as tirarei

VIGÉSIMO SEGUNDO HEXÁSTICO o que importa a educação… o saber… a cultura? vencedores desejam o subjugar da ideia
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VIGÉSIMO SEGUNDO HEXÁSTICO o que importa a educação… o saber… a cultura? vencedores desejam o subjugar da ideia desejam degolar a nação sem paideia formar a juventude sem qualquer arete castrar a atitude da ética e da política daí produzirão em toda nação a desvirtude

DIAFANEIDADE De João Batista do Lago Essa vontade de potência rege a vida
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DIAFANEIDADE De João Batista do Lago Essa vontade de potência rege a vida Transmigrando almas para novas essências Transgredindo toda a inútil moral servida Nos banquetes de vetustas inconsciências Essa moral enfatuada por certo é morte Da sublime nobreza que sempre te reluz Deseja enganar-te… quer ser litisconsorte Oferecer-te a alcova que a tudo reduz Foge de tão loucas e insensatas promessas Jamais te deixará alcançar toda virtude Roubará por certo o vigor da juventude Corolário supremo de toda verdade Que te premia a carne-vida desde o princípio Alma pura retornarás se te cuidares

LABAREDAS De João Batista do Lago Minha poética ‒ chama eterna que arde! ‒
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LABAREDAS De João Batista do Lago Minha poética ‒ chama eterna que arde! ‒ Movimento são de vívidas labaredas Inquietas procuram todas as consciências Seja nos casebres ou salões das nobrezas É flecha mortífera que fere a destreza Miserável luz de toda dominação Capaz da subjugação sobre qualquer néscio Incapaz de perceber sua escravidão É bala de ouro matando a servidão Do fiel encantado pelo vil discurso Hóstia de fel ofertada como pão Alimento de toda opressão miserável Que mascara de toda vida o amargor Encarcerando o ser na história de dor

CANTO DA ESPERANÇA De João Batista do Lago A sinfonia da insensatez em toda pressa
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CANTO DA ESPERANÇA De João Batista do Lago A sinfonia da insensatez em toda pressa Reverbera o prenúncio de toda guerra Imanência de estados totalitários Sujeitando a honra de povos na terra A nota colonizadora é a dó maior Gerando mortandade com seus fuzis Prostrando sobre a pátria todos os civis Famélicos soldados do vão ouro negro Até quando os senhores donos do mundo Plantarão toda infinda desgraçada sorte Subjugando toda uma nação até a morte? Há de chegar o dia da nova esperança Há por certo de se compor sinfonia nova O mundo será jardim de almas crianças