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Frases de João Batista de Mello Neto

14 frases

Passe Livre Sabe bem, tira de mim esse abraço Sabe bem, tira de mim esse retrato
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Passe Livre Sabe bem, tira de mim esse abraço Sabe bem, tira de mim esse retrato Sabe bem, tira de mim esse estrato Sabe bem, engula esse rato De fato, não é fato Que meu ódio é moldado De fato, não é fato Que seu falso retrato agora já é barato Entre todos os continentes Uma mulher ainda não é empoderada Esse desespero audível Me deixa desesperado e empoeirado Essa sua falsidade tem fim? Vamos tomar um sorvete! Banhado em vinho Vinho em rim Mulher deixa de ser trouxa E torne-se o mais potente rugido Não sucumba ao arrependimento do molestador Pois o seu caráter ele rouba Agora um irmão de verdade Vitima da agressão Sucumbiu a pensão Tenho pena dessa sua bondade Admiro a sua gentileza Ou repudio essa sua gentileza A ilusão de amizade Fez de você uma prisioneira Agora de forma rasteira Seu irmão de verdade Não se arrepende de seu pecado Não caia na armadilha novamente mulher

A dor em suas costas De modo nenhum deve subestima-la De forma que não veio de lá
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A dor em suas costas De modo nenhum deve subestima-la De forma que não veio de lá Ela é um poço de mistério De forma estéril Seu cantar seduz obliquamente os homens De modo nenhum deve subestima-la De forma que não veio de lá Ela é um poço de bondade e aqueles que interferem, somem Não deseja ser reverenciada Muito pelo contrário, é mulher digna de ser beijada Que seu cantar seja o abrir de um novo horizonte E que sua batalha continue, incomodando os montes Suas costas doem Dor de garras Dor de trabalho Dor de faxina Que a deixem cantar Sem interrompê-la De modo nenhum deve subestima-la De forma que não veio de lá Que a sua canção Seja o abrir de um novo horizonte Que seja o abrir Da alvorada de uma nova era

Fedor Eu não tenho nenhum cheiro Meu medo vai muito além do receio
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Fedor Eu não tenho nenhum cheiro Meu medo vai muito além do receio Eu tinha um amigo porém agora ele me odeia Acabou a hora do recreio E o futuro me mata Me consome além da conta E eu ainda não sei sobre o que se trata Eu tinha um amigo porém agora ele me odeia O conflito já não é mais o bastante Quero saciar minha sede delirante Quero romper a barreira da moral Criar minhas próprias regras no meu mundo ideal E se isso não te agradar Quero que se foda Pois no meu mundo Apenas eu vou repousar E não importa o quanto eu estudar Esse vermes continuaram comendo meus tendões Apesar do pesar Eu sinto prazer sendo atingido por esses ferrões Ser um adolescente é ser ingênuo Se meu caráter não se moldar até os 19 Posso declarar minha vida acabada Pois se depender de mim, minha índole será resumida a punk rock

Atlântico Do sul ao leste Do oeste ao sudeste
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Atlântico Do sul ao leste Do oeste ao sudeste O mar repele Poesia de Nova Iorque até Budapeste Do oceano eu saio invicto Escrevendo poesias até entrar no recinto Está na hora de deixar as coisas confusas Para escrever linhas que não façam sentido O sol ilumina E do seu útero saí o que a lua traz consigo De Cthtulhu até Azazoth De Jesus a Sabbaoth Meu braço se estende Ao crepúsculo infinito De uma pintura apressada Surge o trabalho definitivo Uma poesia sem sentido Com sentimento até demais Daqui saio satisfeito Por ter feito uma ótima obra de arte

Seu Favorito Posso ser seu favorito? Te segurar nos meus braços
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Seu Favorito Posso ser seu favorito? Te segurar nos meus braços Juntos olhar o infinito Mandar todos se foderem no recinto Viver contigo uma aventura prazerosa Levar nossos corpos ao limite numa dança de risco Entrelaçados em seda, imersos em maciez Poderia você me tornar favorito? Poderia você valorizar meu romantismo? Poderia você valorizar meu romantismo? Poderia você me dar sua mão? Poderia você tirar de mim esse martírio? Tenho medo de expressar como me sinto Tenho medo de fazer meus medos te afastarem de mim Você quer um brinco? Posso te dar meu coração em formato de brinco Seria a mulher mais elegante do continente Curvar iam-se a sua vontade, por ser tão obsoleta Porém todos chorariam ao encarar seus brincos Após saberem que são feitos de coração de poeta

Uma cor inestimável É uma cor simples De tinta barata
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Uma cor inestimável É uma cor simples De tinta barata De preço baixo E de coloração triste É uma cor invisível Porém maravilhosa quando se sabe ver É vista nos olhos de quem você ama E sentida no coração de quem não sabe temer É uma cor indescritível É uma cor inestimável Que percorre a linha tênue da vida E que estende os conceitos do que realmente é bonito Que brilhe cada vez mais Para eu apreciar o brilho Desta cor que por tanto tempo busquei Busquei chorando e rindo Que cresça cada vez mais Esta cor impalpável e indestrutível Que deixe estar Esta cor que eu chamo de amar

Gymnopédie Erik Satie criou em suas músicas a mais pura harmonia Harmonia de mestre, harmonia de melancolia
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Gymnopédie Erik Satie criou em suas músicas a mais pura harmonia Harmonia de mestre, harmonia de melancolia Fico triste de saber que Erik Satie não é reconhecido mundialmente Pois suas músicas merecem permanecer na história por séculos remanescentes De música anti-romântica e estrutura simples Aqueceu meu coração gélido e me fez lavar a alma com lágrimas tristes Deu a mim a oportunidade de entender parte da complexidade do amor Deu a mim a oportunidade de entender parte da complexidade do pudor Suas músicas me ensinaram que um dia uma garota havia de aparecer Uma garota tão bela, que sua beleza não sumiria nem ao anoitecer Seria uma garota calma e inteligente, capaz de domar meu ser E sedutora capaz de ascender em mim às chamas do querer Suas músicas me acomodaram como um abraço melancólico na noite escura e fria Como um abraço melancólico e frio, que me fazia suar mesmo embaixo de cobertas Agora este sentimento, embora parecido, mudou radicalmente Pois agora sinto uma euforia gigantesca ao dormir ansiosamente Lembro de suas músicas e de seus abraços tristes, que agora são abraços calorosos Abraços de amor, e não de tristeza, que me acolhem como se ela estivesse comigo É um sentimento enlouquecedor, uma epifania inacabável, mal chego a sentir o perigo O perigo da noite desaparece, pois sei que você está lá comigo me vigiando com seus olhos Graças a Erik Satie, eu entendi a complexidade do amor Outrora triste Outrora feliz Graças a Erik Satie, eu entendi que eu amo por me importar, eu amo simplesmente por amar Obrigado por me ensinar a amar Dedico esta poesia a ti Satie.

Vinho Tiro da adega um vinho branco Requintado e empoeirado repleto de encanto
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Vinho Tiro da adega um vinho branco Requintado e empoeirado repleto de encanto Ametista liquida digna de contradição Pairando sobre minha mente, efeito da concepção Quero extrair do meu coração Esse liquido amniótico Usurpa a minha mente Essa pura podridão De sentimento retorico E simplicidade duvidosa O pensamento do poeta Esse entorpecente inexplicavelmente simplório Deveria extrair esse ciúmes E fazer dele uma bebida Seria o pior wiskey que já existira Deveria fermenta-lo um pouco mais E passaria a vender vinho ciumento Vinho em garrafa Garrafas cheias de podridão

Eu sou bom o bastante? Para fazer você sorrir Para fazer você cantar
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Eu sou bom o bastante? Para fazer você sorrir Para fazer você cantar Para fazer você dormir Para fazer você dançar Eu sou bom o bastante? Para mover montanhas Para quebrar trovões ao meio Para dobrar pestanas E cortar a moral do errado e do direito Eu sou bom o bastante? Para ressuscitar aqueles que se perderam Para tornar vivo aquele que já morreu Para te livrar de teus devaneios E para resgatar-te das dividas em que se meteu Eu sou bom o bastante? Para me fazer feliz Para te fazer chorar Para me fazer dormir Para te fazer sonhar Eu sou bom o bastante? Para dividir a sociedade em três quartos Para manter a sanidade dos loucos do internato Para matar a tua paixão com um palmo Para estourar seus olhos em uma finitude abaixo do horizonte Eu sou bom o bastante?

Teologia De onde viemos? Para onde vamos?
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Teologia De onde viemos? Para onde vamos? Porfiemos em seu nome Mesmo que não o disséssemos De existência intemporal De embasamento banal Esbanja sua onipotência Que nós faz ir além da própria moral Desperta no humanoide Seu mais puro desejo megalomaníaco Desperta no humano Seu mais puro desejo demoníaco Seu nome é manchado com inveja Seu nome é manchado com cobiça Um pandemônio se estabelece na igreja E quem não concordar, por favor, se retira Ainda há aqueles que duvidam Ainda há aqueles que criticam Mesmo de argumentos retóricos Sua existência desperta no humano, seu lado mais ontológico

Nada perante o vácuo Você não é nada Não representa nada
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Nada perante o vácuo Você não é nada Não representa nada Não faz diferença alguma O universo pouco se importa contigo Do nada você veio Ao nada retornará De tudo que você criou Nada te restará Tudo que construiu Tudo que prosperou Tudo que desenhou Tudo que destruiu Não faz diferença na vastidão do universo Um espaço tão grande Por que você acha que essa vastidão se importa com você Seus desejos, sonhos, ambições e pecados Todos se perderão no vácuo Então viva sua vida, sem medo e sem restrições Pois se nada mais importa Então por que se importar com tudo?

Te acho bonita Olhos castanhos, tão profundos quanto o mais puro oceano Pele macia, feita e refeita por anjos no fundo paraíso
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Te acho bonita Olhos castanhos, tão profundos quanto o mais puro oceano Pele macia, feita e refeita por anjos no fundo paraíso Cabelo cacheado, com voltas mais complexas que a mais complicada equação Beijo doce, mais doce do que o mais bonito caramelo Eu te amo Personalidade forte, mais forte que o mais bravo cavalheiro Inteligente, mais astuta do que aqueles que admiram cobras Rica, rica de compreensão, rica do que ninguém jamais teria coragem de estimar Eu te amo Te amo pois me deu coragem Te amo pois me ensinou Ensinou a amar a mim mesmo Ensinou a ter coragem de me expressar Ensinou a me controlar Me deu amparo sem nem mesmo amparar Mas o sentimento me consome Anseio por mais Eu preciso de mais Me de mais Eu te amo? Ou amo apenas A luxuria da sua paixão?

Valles Marineris Prometi a marte Diante de Fobos e Deimos
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Valles Marineris Prometi a marte Diante de Fobos e Deimos Com a ajuda de Vênus Antes que fosse tarde Da Terra, sinto-lhe distante Me seduzindo de mercúrio Tão irritante Mas eu recuo Do lado me sufoca Essa anã branca A nebulosa do seu corpo Ainda me é estranha Plutão continua insistindo No meu comportamento abusivo Quero parar de senti-lo Destruir esse sentimento e reprimi-lo Antes que fosse tarde Me esconder desse ataque Diante de Fobos e Deimos Com a ajuda de Vênus, prometi amar-te

Céu apático sobre mim Um vislumbre finito no azul marinho E com excesso de carinho
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Céu apático sobre mim Um vislumbre finito no azul marinho E com excesso de carinho Estrelas morrem assim Céu quebrado sobre mim Contanto que eu viva Serei parte de ti Mesmo que eu perca o que eu tinha Céu retrátil sobre mim Não me tire esse privilegio Você mergulhada em jasmim Não me reduza a tédio Céu apático sobre mim, eu lhe peço Não me julgue como réu Não pense que eu sou o único culpado Pois dividimos o mesmo céu