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Frases de JOANA DE OVIEDO

341 frases

É debaixo de suas asas que me escondo quando estou com medo de que não me leves ao mesmo infinito para onde tu viajas, se estás longes. Portanto, não me arremesses aos ventos em pleno voo, acaso eu, repentino, tomar teus pensamentos. Lembre-se que sou o vento que te levanta as as…
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É debaixo de suas asas que me escondo quando estou com medo de que não me leves ao mesmo infinito para onde tu viajas, se estás longes. Portanto, não me arremesses aos ventos em pleno voo, acaso eu, repentino, tomar teus pensamentos. Lembre-se que sou o vento que te levanta as asas e as sustém para a imensidão.

QUIMERA Nascem as flores nas floreiras Cheiram os pés de laranjeiras
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QUIMERA Nascem as flores nas floreiras Cheiram os pés de laranjeiras Breve é a primavera e da vida a alegria é apenas quimera Pois logo desce o triste inverno Na imensidão do frio que à noite tece. Assim também é o nascer: As floreiras são o berço que nos acolhe; E a estação das flores, a juventude. Enfim tudo é solicitude, é um morrer Que se faz no úmido frio sepulcral.

BOBAGEM O tempo vai passando e nos conscientizamos de que nada é tão importante e tudo não passa de ilusão.
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BOBAGEM O tempo vai passando e nos conscientizamos de que nada é tão importante e tudo não passa de ilusão. As coisas vão perdendo o seu gosto pueril... vai deixando de ser importante e necessária... Deixando de ter aquele gosto de coisas refinadas, e, de que tudo vai se transformando em mera bobagem.

POR TI Por ti eu vivo doidamente Por entre as vielas e becos da vida
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POR TI Por ti eu vivo doidamente Por entre as vielas e becos da vida Busco guarida em qualquer sorriso Que a mim parece seu gosto fremente. Envolvi a alma de antigas auroras E nas calmarias da noite quando a vida chora. Abro a janela em busca de uma sombra. E de manhã vou em busca de suas passadas nas alfombras. Nada há, portanto, só na memória. As penas de te ver saindo a toda hora É como visões de um pesadelo que se repete. E choro minhas ilusões perdidas, com que Sua lembrança tece... Eu também vou indo. Espere-me! Também estou eu partindo. JOANA DE OVIEDO - Direitos Reservados do livro Caminhos na face.

Assim é esse meu amor Esse amor que é meu E me alimenta de versos, anelos e ternura
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Assim é esse meu amor Esse amor que é meu E me alimenta de versos, anelos e ternura Esse... que um dia saí a procura-lo, A chama-lo de alma minha... Há eternidades já habitava-me em sonhos a sua voz macia E um sorriso terno... Suas mãos pequenas de pérolas! Assim seria esse meu amor! Os negros olhos a mirar os meus! Esse amor! Seria todo meu paraíso! E ele me amaria por tudo e também por nada. Talvez até pelos meus olhos arroxeados... Olhos feito flor de violetas: Rara flor no seu jardim! Assim é esse meu amor. Eu o amaria por tudo e também por nada.

DIÁLOGO Eu falo com vc que fala comigo... Falo com quem nem fala comigo ou me vê. Vou indo... Vendo vcs... A todos um pouquinho! Por um ponto, ou um emogi. Amo-os, amo sozinha, mas amo e nem é preciso que me ames, e nem que queira meu amor. Amo-os infinitamente por vcs o meu pr…
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DIÁLOGO Eu falo com vc que fala comigo... Falo com quem nem fala comigo ou me vê. Vou indo... Vendo vcs... A todos um pouquinho! Por um ponto, ou um emogi. Amo-os, amo sozinha, mas amo e nem é preciso que me ames, e nem que queira meu amor. Amo-os infinitamente por vcs o meu próprio amor. Iguais as borboletas que não se conhecem mas voam em bando e se cumprimento em cada vôo, uma a uma.

UM DIA... Amarás as coisas que amei... as coisas mais simples e que não gostava.
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UM DIA... Amarás as coisas que amei... as coisas mais simples e que não gostava. Quererás encontrar dentre os guardados, meus rabiscos de poesias que dizia não entender. Procurarás no quarto de despejo o vestido roto e pendurarás no cabide ao lado de sua camisa... mas será só um vestido. Dentre meus discos... não acharás a minha música (nunca foi a nossa). Eu sei que por entre as trilhas que passei seus pés tentarão adivinhar onde marquei minhas pegadas, mas os ventos se assopraram e as apagaram. quando vires uma mulher de olhar triste a vagar olharás tão forte para ela e tentará me reconhecer nesses olhos. Não. não! Eu não estarei naquele olhar sofrido. Tentarás adivinhar e amar as coisas que eu amei. Mas será noite , e a noite terá apagado toda minha imagem e os caminhos por onde passei. Amarás as coisas que eu amei, mas amarás em vão porque por certo estarei dormindo e nada mais amarei eu.

NOVO DESENHO Não são meus olhos que choram, é a primavera que não mais perfuma.
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NOVO DESENHO Não são meus olhos que choram, é a primavera que não mais perfuma. Não são meus lábios que não mais sorriem, é o novo desenho do arquiteto tempo! Esculpiu-os assim, VA GA RO SA MEN TE! Um rosto não se transforma, muda-se a expressão diante do mutável exterior. É o novo do arquiteto tempo!] 18/02/04

UM POEMA COMO MEDALHA Era um menino pobre, pequenino. Não sei se teve pipa de papel azul,
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UM POEMA COMO MEDALHA Era um menino pobre, pequenino. Não sei se teve pipa de papel azul, Nem barquinho na enxurrada. Não sei se viu papai-noel na chaminé, Ou se alguém lhe contou estórias encantadas. Era um menino... Que cresceu e cresceu... Contou-me estórias e se vestiu de papai-noel por tanto tempo na minha memória. As estórias que ele me contou, eu não sei quem lhe ensinou. Esse menino tão pequenino! Cresceu e cresceu... Hoje, herói de tantas batalhas! Porém, sem medalhas.

Linda é a vida que se abriga numa enorme barriga! Linda é a vida
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Linda é a vida que se abriga numa enorme barriga! Linda é a vida de mãos dadas, nos parques na lida... afora na vida! Linda é a vida! Nos olhos tristes d’alma ferida... No vagar sozinho, ainda assim de lábios risonhos por qualquer caminho... Linda é a vida no compasso dos passos: apressados ou lentos em busca de sonhos! Linda é a vida, na lida: a vida!

A FORÇA DE UM SONHO Era um rebento frágil... Mas um dia ele viu
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A FORÇA DE UM SONHO Era um rebento frágil... Mas um dia ele viu as flores das cerejeiras: tão lindas! E quis perfumar e quis florir. Era um rebento estéril... Nem tinha folhas Nem tinha vida. Dormiu e sonhou ser ao menos uma solitária flor mas que tivesse cor. Amanheceu abotoado de pomos exalando o suave perfume das cerejeiras.