Por que prometer voltar, Se o tempo não se compromete a esperar?
Frases de JOANA DE OVIEDO
341 frases
BORBOLETA Vá borboleta voa à toa sobre teu
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BORBOLETA Vá borboleta voa à toa sobre teu campo de jasmim. Brancos! Deixa-me aqui a tecer Teu vôo nos olhos... Singrando... sangrando! Traz-me o casulo de ti para quando a saudade doer eu possa dizer que deixastes a essência aqui.
Ninguém notou a flor azul na noite escura. Ela era negra!
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Ninguém notou a flor azul na noite escura. Ela era negra! naquele momento crucial de sua tempestade.
És o meu poema, e a distância, a pena!
Entendi há muito o seu adeus. Só não consigo
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Entendi há muito o seu adeus. Só não consigo pronunciar o meu.] _____________ Balbucio... Mas pronuncio em êxtase o nome seu.
O que tiver de ser já é, Nós que ainda não Sabemos.
Há três dias eu estou naqueles dias... triste, nervosa, aflita de poesia.
IN-TERVALO A mim me basta O primeiro e o último ato.
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IN-TERVALO A mim me basta O primeiro e o último ato. Os demais são intervalos, Da pose para um retrato do retrato que não tiramos E a tinta a perecer, a escorrer Sobre o papel borrado Depois... Sob um branco véu De bolinhas brancas. Teu rosto desfigurado No papel do retrato. É a vida um papel Em sua complexidade de atos.
Cada um defende A sua verdade, E isso não significa
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Cada um defende A sua verdade, E isso não significa Que o outro não pensa. Só não pensa como vc pensa Porque ele não é vc.
De uma pequenina estrela sou o estilhaço.
E lá se foi o vento da esperança com outras lembranças
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E lá se foi o vento da esperança com outras lembranças causar outros desalentos. Esse vento que leva um tempo não só bate as portas fende-se janelas e arrombam telhados de sofrimento. Mata a esperança que já não é mais tão viva. __E daí? o que se atenta? É a vida! E tudo fica certo depois, em seu devido lugar onde deveria estar. Fecham-se a abóboda e as cortinas de um espetáculo monossilábico, sem prosa... Ninguém fala! Para que? E logo ali na casinha branca uma rosa amarela se escancara, linda e bela. sem medo de nuvens, sem temer o tempo e o vento que talvez um dia retornará.
Não sei quando finda Uma ou outra estação Mas sei que é primavera
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Não sei quando finda Uma ou outra estação Mas sei que é primavera Quando muros se cobrem De Heras e um botão de rosa Aparece na janela. E minha alma ri Porque tão logo Estará ali. _Saudade das horas em que as heras violam nos muros Todos os espaços vazios Então, vem me traz, outra vez a primavera!
Uma força contrária nos retiram um do outro. E está tudo bem, sem choro nem "amém".
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Uma força contrária nos retiram um do outro. E está tudo bem, sem choro nem "amém". A força do Universo sabe de todos os porquês. Então, calo-me e saio a ouvir as canções das folhas secas ao vento. Sabendo que assim posso ser feliz outra vez, e de outras formas.
Mãe Da minha alma o primeiro cobertor. Minha primeira casa.
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Mãe Da minha alma o primeiro cobertor. Minha primeira casa. Eterno habitat do meu amor. .
Por vezes ela ouviu Que era louca... Louca, desvairada
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Por vezes ela ouviu Que era louca... Louca, desvairada E para que fosse ouvida De louca se fez e gritava: louca não sou! Louco é quem deixa o amor Envelhecer e morrer.
O amor perguntou para os meus braços o porquê de tanta dor...
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O amor perguntou para os meus braços o porquê de tanta dor... E a resposta: é de tanto "carregar" e tentar "segurar" o amor.
Hoje Já escrevi meus poemas. Que pena!
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Hoje Já escrevi meus poemas. Que pena! Ainda quero viver.
Todas as noites trazem seus encantos: Amanheceres sucessivos
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Todas as noites trazem seus encantos: Amanheceres sucessivos Que chamam vida.
Nas águas profundas d'um mar fiz meu barco de poemas
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Nas águas profundas d'um mar fiz meu barco de poemas lancei frágeis remos afundei-me. Às vezes é preciso te guardar comigo junto à algas azuis. No escuro e sombrio Oceano ciano.
Muitos buscam o mistério, São fascinados
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Muitos buscam o mistério, São fascinados pelo Desconhecido Ainda que valha tão pouco Ou nada.
A VIDA A vida? A vida.
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A VIDA A vida? A vida. A vida! Há vida. Ávida Havida. A vida! Ávida! Havida!
TRANSLUCIDEZ Era uma rosa amarela, Translúcida
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TRANSLUCIDEZ Era uma rosa amarela, Translúcida Mas não lúcida Era trans versus lúcida E de tão lúcida! Que escolheu dentre todas A cor que desejava ser. E não podendo, Preferiu morrer. De sede, sem cor, de amor.
BEM NATURAL Quisera a vida E suas quimeras.
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BEM NATURAL Quisera a vida E suas quimeras. Feito flor de primavera Quisera encontrar um canto Num canto guardado Só para eu achar e ouvir Nas entrelinhas das canções Um sorrir desenhado __Tudo imaginação. Quisera esse pensamento Ser feito de vento que toca as folhas E as fazes nas árvores dançar Como filho pequeno que quer nos braços De sua mãe baloiçar. Eu seria essa flor de primavera Pintada, as vezes de amarelo Qual o girassol. Ou mesmo esse canto Saído de um piano secular __Alguém está dentro dele Parece um precioso lar Eu quisera lá guardar, nossos segredos. Moldar nossos medos. Ou mesmo, ser aquelas folhas que dançam Sem cor e sem nenhum pudor, Sem nenhum poder sobrenatural Mas naturalmente Bem natural!
Busco ser atemporal Em ciclos onde se medem A vida com ponteiros
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Busco ser atemporal Em ciclos onde se medem A vida com ponteiros E calendários construídos pelo próprio ser humano Que inventou o tempo para Medir sua própria finitude. Sou eterna em cada dia Que rompo o anoitecer.