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Frases de JOANA DE OVIEDO

341 frases

⁠Eu, olhando a vida! E a vida olhando para mim cada qual com suas indagações:
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⁠Eu, olhando a vida! E a vida olhando para mim cada qual com suas indagações: Quem é? Para que veio? Por que? E nós nos entreolhando perplexas!

⁠ DEVOLVA-ME (E foi assim que um poeta virou livro. Inspirou outro poeta)
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⁠ DEVOLVA-ME (E foi assim que um poeta virou livro. Inspirou outro poeta) __Devolva-me as palavras doces e as mais puras gargalhadas... que te tocaram-lhe os ouvidos! __Devolva-me ! __Devolvam-me os beijos que com sofreguidão te dei. __Devolva-me! As carícias que só eu soube (ou não soube), mas que desenhei em seu corpo as marcas da felicidade efêmera. __Devolva-me! E se quiseres, te devolverei também os beijos e os abraços. __Conceda-me uma noite apenas! E daquela estrada, peço que me retornes de onde parti contigo, Pois não sei mais voltar, estou perdida. __Devolva-me! __Devolva-me a direção do caminho!

⁠Fotografia no túmulo Oh, quanto eras bela! Chegaste à formosura
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⁠Fotografia no túmulo Oh, quanto eras bela! Chegaste à formosura da juventude E em uma aquerela pousaste, feito asas de borboletas resequidas aos ventos! Os olhos ainda é da juventude. Paraste o tempo em plenitude e recortaste o olhos de sua mãe a pele do teu pai sobre as narinas! E então pousou-se sobre um sepulcro onde as aves revoam em vultos cantoralando, quase um cordel de rimas que se alcançam o céu. Eras, pois a formosura da irmã que antes de envelhecer te oferecias o afã. da música sepulcral a oferecer-te sob o véu. E foi assim o tempo com teu lamento de pássaros em arrulhos, diferente do teu barulho que agora deixa-te no silêncio.

⁠Eu sou a louca. A que coleciona borboletas transparentes e pretas na gaiola mágica
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⁠Eu sou a louca. A que coleciona borboletas transparentes e pretas na gaiola mágica Sou a ninfeta que cortou os cabelos de Maria Antonieta, para ouvir de mansinho o tic tic da tesoura trágica. Sou a desgraçada Que veio ao mundo sem nada, assim como Jó que veio do pó e, ao mesmo pó hei de regressar, sem tempo para re-pensar. Eu sou a ostra da sereia que hospedou areias e devolveu-lhe pérolas belas! Eu sou a descomedida, a vida, ou a morte que leva quem está desprovido de sorte. Eu sou! O que voou nas asas do serafim ao encontro do seu próprio fim. Mas também o que pousou nas entranhas e de uma forma estranha decolou. Eu sou a sina que assina tal sorte! A vida vivida... A morte!

⁠Caixa de pó Seguro a caixa de pó de arroz Como se guardasse prata, ouro e só.
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⁠Caixa de pó Seguro a caixa de pó de arroz Como se guardasse prata, ouro e só. Na falta do cheiro que inexiste Ficou triste o tempo agora. Apesar de as nuvens fazerem No céu os mesmos desenhos Tingem em nossas mentes Momentos felizes de outrora Em que os rostos pintávamos De juventude Mas o tempo e sua amplitude Vai apagando nossas glórias Fazendo da memória uma caixa Vazia de pó e só.

⁠Não sabes quem sou e eu não sei quem és. Talvez nunca saberemos, e fica a ruminação do quem será, como seria?
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⁠Não sabes quem sou e eu não sei quem és. Talvez nunca saberemos, e fica a ruminação do quem será, como seria? E isso remete a nós mesmos, do quanto não sabemos que somos, cada qual perguntando de si próprio, se deslocando ao outro. Seria uma forma de projeção em busca da nossa real essência, da qual nem sobre ela temos o poder do verdadeiro encontro?

⁠Sono Não perturbe o sonos dos que dormem Porque talvez amanha mesmo há de acordar.
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⁠Sono Não perturbe o sonos dos que dormem Porque talvez amanha mesmo há de acordar. Nina-os com uma flor e um pequeno sussurro Do teu falar. Não derrame sobre a tumba a lágrima Quente dos teus olhos Em que faz nascer abrolhos No recôndito berço a descansar. As sombras! Bastam-lhes as sombras De arvores antigas e as raízes das urtigas Tateando-lhes o rosto! Nada é preciso senão a entrada triunfal Do paraíso. Deixem-nos dormir em paz.

⁠Você tocou profundamente Meu coração Feito vulcão.
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⁠Você tocou profundamente Meu coração Feito vulcão. Aqueceu... E depois? Feriu. E depois ? Queimou e deixou O peito gelido Lá atrás, na casinha pequenina Onde só o nosso amor cabia. Hj não há mais o batente coração O vulcão? Dormiu suas lavras Na nota da melodia, onde não mais O coração batia... A nota Dó e só. Lá!