Serpente encantada
É pura transformação
Hora homem, hora cobra
Dominou meu coração.
O meu caminho quem guia
É o rastro dessa serpente.
Ela, quem transformou minha vida
Que mudou minha sina e me libertou.
Logun é guia.
Estava eu perdido
Em meio aquela mata
Não sabia de nada
Era tudo confusão.
A mata era fechada
Nada eu enxergava
Nem pássaro cantava
Um menino pegou em minha mão.
Ele me levou a um lugar
Que eu me lembro bem
Lá, ouvia pássaros a cantar
Lá, ouvia roncos de trovão.
Lá, o corpo arrepiava
Lá, o tambor não se calava
Lá, o amor não se cobrava
E lá, tinha paz no coração.
Esse menino me disse seu nome
Ele se chama Logun Edé.
Esse menino me deu a vida
Esse menino me mostrou o candomblé.
Por isso, o menino é pai
Por isso, o menino é vida.
Por isso, eu vibro Orixá.
Por isso, Logun é meu guia.
Enquanto eu houver forças
Logun eu irei de louvar.
Pois, quando a mata se fechou
Logun Edé quem foi me buscar.
Locy locy, Logun eruawô!!
So(ne)dão.
O vazio da minha alma
O vácuo do meu ser
A solidão que me abraça
O amargo coração.
Isso tudo me assusta
Eu não sei o que fazer
Isso tudo gera dúvidas
Eu não aguento a solidão.
Faço o que é preciso
E mesmo assim ninguém me nota
Eu perco o meu juízo.
Nem a dor mais me suporta
E tendo andar na contra mão.
A solidão é minha cola
Eu aprendi a conviver
Eu sei, ninguém dá bola.
Então isso que é viver?
Já não suporto mais o vazio,
O vazio do meu ser.
O calor me invadiu
E curou todo meu ser.
Me deu vida, amor
E me fez renascer.
Ao som do opanijé
Meu pai mostra seu esplendor.
Mas naquele dia no Orum
Foi bamba no Orô.
Todos se perguntavam
O porquê daquele Azê.
Mas meu pai, misterioso como é
Não queria responder.
Mas uma moça,
brava como um búfalo
Não suportava a curiosidade
E não aceitava aquele não.
Ela, destemida
levantou aquelas palhas
E sem restar cabaças
As levantou com um soprão.
Junto com suas palhas
Ela lhe soprou suas chagas
E sem restar migalhas
Ela conquistou seu coração.
O Azê quando voou,
Revelou o homem lindo
Que aprenderam a amar.
E viram, que a pele de meu pai
É simplesmente,
O sol a brilhar.
Andorinha Apaixonada.
Era um céu azul com a manhã cheia de nuvens, o sol brilhava e iluminava o amanhecer. Existia uma Andorinha que acabara de acordar, ela estava tão feliz e tão contente com a manhã que resolveu voar. Voou, voou e voou a cantarolar.
Voando pelo mundo à fora ela encontrou seu Sábia, foi um amor a primeira vista e um encontro tão incrível que parecia que eles já se conheciam. Ela então o convidou para voar, voando pra lá, voando pra cá não deu outra, danaram a se apaixonar. Mas a Andorinha pensava que isso era loucura, afinal, eles eram completamente diferentes, ela era uma Andorinha e ele um Sábia. A Andorinha então falou:
- Sábia, isso não é certo, é contra a natureza! - Disse isso a Andorinha com ar de tristeza.
O Sábia então respondeu:
- O que é a natureza perto de nosso amor? Andorinha, a natureza é amar.
A Andorinha então calou-se.
Eles não sabiam o que fazer, refletiam no que os outros bichos iriam pensar. Mas eles se amavam e independente queriam viver esse amor. Destinados a ficarem juntos assumiram o amor a toda bicharada. A bicharada enlouqueceu, todos riram e ficaram indignados com tamanha loucura. Mas eles n ligaram, pois, se amavam como nunca amaram ninguém. Após assumirem o romance e a bicharada enlouquecer eles tiveram de se mudar daquela floresta, pois, estavam sofrendo diversos ataques. Os bichos não aceitavam o danado amor. Diziam os bichos:
- Lá vai a Andorinha maluca e o louco do Sábia. - Diziam os bichos com tamanho desprezo.
E o Sábio, sábio como ninguém respondia com humildade:
- Se o amor é loucura, quero morrer sendo um louco.
E desde então a floresta calou-se a tratar de amor.
Passará.
Grite fundo,
Seja mudo,
Viva muito.
Isso tudo vai passar.
Fale pouco,
Seja solto,
Fique louco.
Isso tudo vai passar.
Cuide de si
Que nem o saci.
Tudo bem cair,
Isso tudo vai passar.
Ame muito,
O mundo é curto,
Passa em segundos,
Não pereça de sofrer.
Porque, leitor
isso tudo vai passar.
Procura.
Estou meio perdido aqui,
Sei lá, vou por aí.
Quem sabe eu encontre alguém,
Talvez eu não encontre ninguém.
Estou procurando aquele ser,
Que me deixou sem entender.
Que me deixou sem você.
Talvez eu pereça de sofrer.
Estou à procura do amor.
Corro
Acordo
Morro
Acode
Vivo
Forte
Detesto
Fracote
Socorro
Morte
Figura
Silêncio
Meu palco
Aqui dentro
Poeta
Confuso
Carinho
Maluco
Espelho
Cupim
Não entendo
Reflexo de mim
Menina, menina
Amo-te com carinho
Por favor, quando crescer
Não esqueça de seu cunhadinho
Seu carinho me contagia
Me enche o peito de calor
Sua transparência me fascina
Seu jeitinho cheio de amor
Obrigado, por ser você
E por me acolher em seu coração
Obrigado, por me amar
Eu lhe amo como irmão
Que Deus e os Deuses
Lhe proteja hoje e sempre
Que sua fé seja inabalável
Que seu viver seja contente
Que você tenha saúde
Para alegrar onde chegar
Que você seja muito forte
E que não deixe de sonhar
Que você seja grata
Pois, gratidão é um virtude
Que você seja humilde
E brilhe, como um vagalume
Que seus dias sejam felizes
Senhorita, Karolina
Que seus sonhos se realizem
Como o sol nasce todo dia
Que seu sorriso ilumine a noite
E que ofusque os raios de sol
Que seja alicerce p'ra quem ama
Amo-te Karol
Com todo amor
Lhe escrevo esse poema
Com todo o meu carinho
Para minha linda, morena
Querida, se tu me amas.
Quero uma demonstração.
Pois, eu por ti morrerei
Entregando-te meu coração.
Este amor que começou
Nunca ei de acabar
Pois, juro que só a morte
Há de nos separar!
Querida, amo-te com ardor
E amo sem falsidades
Se for mentira algum dia
As de saber a verdade!
Ei de me casar contigo
Para dobrar a amizade.
Seu adivinhador, José Moura.
Quando eu lhe vejo
Eu sinto amor
Fico com medo
Morro de horror
Mas quando lhe abraço
É diferente...
Seu toque, seu jeito
É envolvente
Sinto calor
Quando lhe abraço
Esqueço a dor
É automático
Pois, quando lhe toco
Não sinto medo,
Horror e, nem pavor
Quando lhe sinto, bebê
Me torno amor
Diante de ti
Nunca tive o que é meu
Diante de ti eu sou nu
Transparente de sentimentos e verdades
Transparente de defeitos e erros
Sou transparente de amor
Coração de poeta
Olho, me vejo
Eu não lhe sinto
Olho, te vejo
Estou sozinho
Eu grito
Nem eu me ouso
Coração aperta
Eu sou tão tolo
Pois, coração de poeta
Não possui som
Não tem vida
Vive de ilusão
É tão ingênuo
Meu coração
É tão derradeiro
Essa paixão
Pois, coração de poeta
Não tem igual
O sentimento aumenta
É natural
Eu
Eu quem?
Eu, você ué
Eu, você ué?
É, eu sou você
Você sou eu?
Sim, eu sou você
E quem somos nós?
Hã?
Se eu sou você e você sou eu
Quem sou eu?
Quem é a gente?
Isso, quem nós somos?
Somos nós
Somos nós?!...
Isso!
Agora entendi
Entendeu?
Entendi!
Então me explica, porque eu não.
Oxum
Você és o encanto em minha vida
Oxum, minha mãe
Só tu sabes das angústias vividas
Eu lhe sinto
Toda vez que me canso
Toda vez que tropeço
Toda vez que canto, Yabá
Toda às vezes que rezo
E você me escuta
Pois, sinto seu perfume
Doce como tu és
Sinto o seu toque
Seu abraço
Ouso até os seu idés
E quando repouso meu ori
Uma coisa grita em meu coração
"Não foi bom hoje
A vida é assim
Confia, filho em mim
E não desanima não".
Então eu levo fé
Levo, para todos os cantos
É que nasci do ventre de Oxum
E lá eu aprendi
O quanto amar é um encanto.
Oh, meu peito vazio
Que se alastra a solidão
Oh, devaneio poético
Que imunda o coração
O devaneio de poeta
Torna tudo confusão
Me sinto despertencido
Pertencendo à mim
Somente à mim
Como uma estrada de um mão
Esse meu devaneio
Me deixa louco
Com o fato de despertencer
Vou seguindo em frente
Por aí
Buscando me reconhecer