Sou eu, o meu livro.
Sou como um livro
De capa dura.
Capa essa não tão rica,
Mas bela na escritura.
Sou como um livro,
Do qual algumas páginas foram
comidas por traças.
Algumas amassadas,
Outras sem sequer marcas.
Sou um livro do qual
Ainda tenho muito á escrever.
Sou como um livro,
Não basta ler, deve entender.
Sou como um livro que não tem gênero.
Minhas histórias variam
com o luar.
Varia com minha caminhada,
com minha sina, com meu amar.
Sou como um livro
que tem muito a oferecer.
Se focar apenas na capa...
Desculpe, mas não irá se surpreender.
Tudo que foi.
Tudo mudou,
Menos a minha apreciação pelo amor.
Tudo se foi,
Inclusive aquela dor.
Tudo está indo
Para longe do meu ser.
Tudo se vai,
Até a vontade de viver.
Tudo que foi,
Foi e não voltará.
Tudo que você foi
Continua a machucar.
Tudo que ficou,
Foi apreciação pelo sentimento.
Tudo que mudou
Foi o carinho, o acalento.
Tudo se vai,
A vida é assim.
Foi-se tudo,
Menos a minha apreciação pelo amor.
Sou um simples poeta, cujo o "dom" é a palavra.
Cujo o amor é a riqueza,
cujo o talento é minha fala.
Sou um simples poeta, cujo o amor é tudo.
O amor é aquilo que me da inspiração.
O amor é alicerce,
é o mais belo da paixão.
O amor é lindo,
e eu continuo a romantizar.
Não culpe o, amor
Se você não sabe amar.
Duvide.
Duvide de tudo.
Da luz, das estrelas
e da mais bela flor.
Duvide da vida, do ar,
do pavor.
Duvide da fé, das fadas,
do carinho.
Duvide de voar, duvide da morte,
do caminho.
Duvide da amizade, dos espinhos,
do sabor.
Duvide do universo, do frio,
Do calor.
Duvide da lua,
Do luar,
duvide da música,
do dançar.
Duvide de amar, duvide de sua dor.
Mas amor, por favor...
Confie em meu amor.
7 cores.
O Vermelho
de uma paixão.
Cor de fogo que queima
e arde, arde o coração.
O azul,
que está no mar.
Também é a cor do céu,
é a cor do meu amar.
O Amarelo,
que está no sol.
também em sua horta, na Margarida,
no Girassol.
O Verde,
que está no jardim.
Que está na natureza,
como seu amor... está em mim.
O Rosa,
que está na mais bela flor,
que também está vida,
está no meu amor.
O Laranja,
Que está nas labaredas do fogo
também em obras de arte,
Nas mais belas curvas de seu corpo.
O dourado,
que está no ouro,
que também está nas jóias.
Amor, és você
meu tesouro.
Sim, tem 7 cores o meu amor.
A flor.
Que bela flor,
que bela rosa.
Me apaixonei de tão linda...
Aquela moça.
A flor mais linda do campo,
que vou plantar em meu jardim.
Moça, não pense que sou erva daninha,
fique, não se vá assim.
Prometo lhe dar sol,
água, amor.
Fique e me ame.
Não se vá, hó bela flor.
Prometo lhe dar atenção.
Não se vá, por favor.
Fique bela rosa.
Eu prometo ser beija-flor.
Eu prometo lhe regar,
eu prometo lhe cuidar,
eu prometo ser teu lar,
eu prometo lhe amar.
Eu prometo nunca nessa
sina lhe esquecer.
Eu prometo não lhe abandonar,
não lhe deixar morrer.
Sei, que apesar de
minhas promesas, amor
você não ficará.
Você não me ama,
se quer sabe amar.
Você vai embora
e só me deixará dor.
Infelizmente, amor
você me enganou,
você é o espinho
e não a flor.
Coração perdido.
Está perdido dentro de mim.
Necessito lhe encontrar.
Por onde tu andas,
ou foi?
Não consigo lhe achar...
Tudo está sumindo,
só me resta a solidão.
Por onde tu andas, meu amigo,
meu amado coração?
Venha, volte p'ra mim.
Não torture o meu ser.
Posso bem viver caindo,
mas não vivo sem você.
Volte logo!
Lhe suplico, coração.
Como lhe perdi?
Não entendo,
não entendo a paixão.
Agora sei por onde tu andas,
está estilhaçado né, coração?!
Não me culpe, eu só amei...
Ela que foi pura ilusão.
Ela nos enganou,
destriu muito você.
Nos usou e jogou fora,
já não aguentamos mais sofrer.
Não se preocupe, coração
Alguém vai lher dar o amor
que ela não deu.
Vai juntar caco, por caco,
o amor será só teu.
Vai renascer de novo,
das chamas da paixão.
E se o destino permitir
não será outra mera,
ilusão.
Coração enrijecido
Sorriso morto e sem alegria
Meu peito se mantém frio
Meu cotidiano sem vida
Meu peito se intoxicou
De tão tóxico que foi minha sina
Cada amor que aqui me vinha
Me tornara um suicida
Não sou vacinado contra isso
Por favor, não delira
Pois, pro amor cara menina
Pro amor não tem vacina
Eu não me lembro
Não me lembro como eu era antes
Antes de você, antes de tudo isso
Eu sei que eu era
Me deixou sequela
Não foi uma boa época
Mas eu eu não me lembro
Eu deveria
Ou não
Eu não sei de mais nada
Estou perdido
Você causa isso
Perdição
Ah, o amor
Me disseram que o amor é dor
Que é a morte em forma de ilusão
Me disseram que ele p'ra quem foi machucado
É sofrimento, não salvação
Ah, o amor
Porque vem de forma tão avassaladora
Queria poder lhe defender
Mas, esses corações machucados
Perdoe-me, preciso compreender
Ah, amor
Você realmente é inevitável
É impossível lhe previnir
Mas, por Obséquio...
Nesses corações machucados
Entre, costure retalhos
Porque, p'ra quem tanto sofreu
O amor é pura ilusão
Seus olhos reluzem
Como brilha o sol no sertão
O calor que neles habita
Invadiu meu coração
Seu sorriso é uma foqueira
Como aquelas de João
Seu beijo é como as cantigas
Que manda embora a solidão
Sua beleza me fascina
Deixa o cabra todo bobão
Seu amor me contagia
Grito isso em todo sertão
Mas a saudade que me habita
Faz tudinho corroer
Ai, quem me dera voltar
Tô morrendo de saudades
Docê.
Acontece
Acontece de alguém te machucar
De te iludir com falso amor
Mas não deixe de amar
A vida é momentânea
Então não se culpe por ser amor
As pessoas hoje em dia
Estão anestesiadas, de tanta monotonia
Elas não se permitem ser amadas
E nem a amar alguém
Pois, existe tanta gente ferida
Que não ama, se abstém
Mas ousa, não se culpe por amar
Você merece todo amor do mundo
Que alguém um dia vai lhe dar
A vida é curta pra ser menos
Então, seja sempre mais
O amor é uma dádiva
Que deve ser plantada em cada peito
E regada constantemente com gestos, atitudes e carinho
Acredito nessa nossa geração
Que é tida como problemática e mimizenta
Mas não isso
A gente só não aguenta
Ter que ser refém de uma sociedade doentia e covarde
Onde não podemos ser nós mesmo e nem dizer o que sentimos
Que somos tidos como dramáticos,
Em falar-te de amor, empatia e felicidade
Mas kakakaka isso sempre existiu
É que nossa geração tá cansada
De ver tanta gente com dor acumulada
Morrendo engasgada
Por ter medo de ser julgada
Por você, sociedade
Então, pare
Seja você, a vida é um sopro pra vc ficar se escondendo por medo do que vão pensar
Seja amor
Seja livre
Vai voar
Não fique preso ao passado
Seu amor futuro não tem culpa do que de foi
Não deixe seu amor abstrato
Coloque a dor de lado
E faça do amor seu principal prato
Vivendo uma vida super saudável
Onde vc se ama, se respeita
Onde vc se quer bem
Onde vc se rega feito uma flor
E novamente, ousa
Não se culpe por ser amor.
Sou príncipe de Oyó
Guerreiro, eu sou nagô
Filho do fogo e do dendê
Sou bamba, meu velho
Bamba no Orô
Sou santo forte
Tropeço e não caio
Sou menino, trovoada
Filho do raio
Sou justo, senhor
Menino nobre
Meu nome, vos digo
Xerê de Cobre
Meu nome é Palha
Vivo em candeia
Sou indiozinho
Eu não bambeia
Sou santo forte
E lá na alteia
Sou curumim
Sol que clareia
Sou escolhido
Fé quem semeia
Sou flor de Oxum
Sou terra seca
Meu nome, senhor
É Palha Seca
Menino,
Tão pequeno e tão esperto
Que carrega o mundo em sua mão
Não é atoa que é filho dele
Dono da terra e do banquete
E não é atoa, que mora em meu coração
Menino,
Tão menininho e tão faceiro
Fez de minha vida, um tabuleiro
Como raiz, brotou do chão
Mas, vivido como ele é
O menino,
Aquele meu menino...
Que no mundão andou sozinho
Se tornou Olubajé
Hoje escrevo: Saudade!!
Saudade que feriu meu peito
Que adoeceu e se partiu em meio
Pela dor doída da paixão
Sem devaneio e sem hipérbole
Não é mais saudável, tão pouco refrigério
O que sinto em meu coração
Dói, diante ver tudo se dispersar
Machuca, pela madrugada velar
E aos poucos, perdendo minha identidade
Hoje, diante a insanidade
Perdoe-me, o poema é saudade
Amor...
É... Quando falo de amor
Falo de você
Falo dos seus mimos
Dos meus poemas e até dos esquemas
Falo do seu sorriso
E do quanto você muda o meu
Falo sobre nós
E como amo cada detalhe de ti
Falo do seu sabor
E mesmo assim
Nenhuma palavra, tema,
declaração, dilema, calor... Poema
Resume o meu amor
Você é aquela música
Que ouso no final do dia cansativo
Você é aquele sorriso
Que diante dele, tudo ficar melhor
Você é aquele poema
Com estrofes tão bem rimadas
Tão bem amadas
Que mesmo calada
Torna leve a minha sina
Você é aquele calor
Que invadiu meu peito vazio
Construiu, fez o seu ninho
E fez morada de amor
Eu lhe amo
Assim como esse poema
Sem ponto final sem vírgula
E sem dilema
Eu lhe amo
Como nunca sequer
Ousei amar alguém
Lhe amo assim
Tão exclamação
Lhe amo assim
Sem explicação
É incrível o quão lhe amo
É gigantesca a confusão
Assim como meu amor e esse poema
Que mal cabe em um coração
Assim como o sol, renasci
Em águas cristalinas, abadô
E o menino, que chamo de pai
Em prece, louvou: Oriô
Agora trago em mim eternamente
Esse encanto de menino
De ser hábil, quando precisar caçar
De ser encanto, no escuro do caminho
Locy, locy meu menino, caçador
Que em mim plantou a semente
De Atotô Ajuberô.
Renasci... É, eu renasci... As vezes me perguntava como era renascer pro Orixá, minha mente mirabolava diversas coisas, sensações e emoções e por incrível que pareça nada que eu ousei pensar chegou perto do que realmente é renascer pro orixá. Ainda não sei bem o que é renascer, afinal, nasci agora. Mas o pouco que vi, vive e senti já me ensinou um pouquinho do que é... Aprendi que renascer pro Orixá é compromisso, é responsabilidade, é resiliência e bastante humildade, aprendi também que renascer pro Orixá é puro amor, é abrir mão de diversas coisas por um bem maior, é entender seu tempo e respeitar a hierarquia. Resumindo, renascer pro Orixá é ser um novo você, é aprender tudo novamente, a andar, a ler, a escrever, a ser... Renascer pro Orixá é aprender a ser forte, afinal, ser do Orixá não lhe livra dos problemas, pelo contrário, ser do Orixá é ter certeza de que momentos ruins viram mas a fé nos dá confiança de que tudo isso vai passar. Bom, ser do Orixá é tantas coisas mais que não se resumiria em palavras. Ainda tenho muito a aprender mas o pouquinho que eu aprendi já me transformou. Adupé Orixá!
Carta p'ra alguém.
Amor, me perdoe
Por ir e velejar
É que eu estou velando por aí
Sem saber se vou voltar.
É que eu não aguentei a saudade
E precisava escrever
É que isso tudo dói e arder
Eu querer e não poder.
Eu tentei ficar contigo
Mas, amor, isso me dói.
Eu tentei ser seu amigo
Mas o amor não brota, se constrói.
Então eu fui, fui por aí
Velejar no mar da solidão.
Eu admito, eu caí
E machucou meu coração.
Ainda sinto saudade,
É, amor... Não superei
Isso tudo é crueldade
Mas isso não te importa, eu tentei.
Eu errei em te amar,
Eu errei em tentar escrever.
E sei que cê não vai ligar
E nem sei se vai receber.
Mas eu sigo aqui sozinho
Velando pensando em ti
Amor, sigo meu caminho
Velando a noite sem dormir.