Oyá ô!
Yansã vem descendo
Oyá ô!
Mãe dos raios
Mãe dos ventos
Oyá ô!
Senhora deusa do dendê
Oyá minha mãe
Dona dos Oruns
Do meu viver
Oyá ô!
Mãe guerreira e do fogo
Eparrey, rainha
Desfaz feitiço
Dançando
Desfaz com sopro
Oyá ô!
Yansã brinca com iku
Oyá ô!
Meu velho,
Dobra no ilú.
Oyá ô!
Quebrando os pratos
Oyá ô!
Sejamos gratos
Oyá ô!
Só eu quem sei
Oyá ô!
O poder do "reeei"...
Eparrey Oyá!! Oyá ô!!
Obá é rainha
Dona de todo o meu amor
Obá é A chefe
Comandante das Elekôs
Ela é tão destemida
Que sabe manusear
Qualquer ferramenta
Obá não é amargurada,
É marrenta
Mas o amor nos torna frágil
E com obá não foi diferente
Aquele amor que sentia por Xangô
Lhe deixara imponente
Mas Obá é forte
E se amou em primeiro lugar
Obá nôs ensinou
O significado de amar
E por isso lhe amo
E grito com todo louvor
OBÁ XIRÊ
A rainha de ElekôObá é rainha
Dona de todo o meu amor
Obá é A chefe
Comandante das Elekôs
Ela é tão destemida
Que sabe manusear
Qualquer ferramenta
Obá não é amargurada,
É marrenta
Mas o amor nos torna frágil
E com obá não foi diferente
Aquele amor que sentia por Xangô
Lhe deixara imponente
Mas Obá é forte
E se amou em primeiro lugar
Obá nôs ensinou
O significado de amar
E por isso lhe amo
E grito com todo louvor
OBÁ XIRÊ
A rainha de Elekô
Babá é meu pai
Babá quem me guia
É Lufã que me acalma
Oxalufã é minha vida
Obátalá repousa em mim
E toma conta de todo meu ser
Eu lhe sinto, é sereno
É uma honra lhe receber
Tu és a força que me habita
Se manifesta a todo redor
Babá, torne leve minha sina
Babá, eu sigo tua voz
Babá venha-me curar
Babá, venha no seu tempo
Obátalá, venha no ijexá
Babá Lufã, venha nesse momento
Traga carinho e paz
Para esse filho tão carinhoso
Babá ibí, babá ibí
Traga força ao seu povo.
Exêue Babá!
Ei, menina
Deixa eu te dizer
Depois que eu te vi
Só quis amar você
Pode ser muito estranho
Até contraditório
Mas esse amor que sinto
Penso até em casório
É que seu olhos iluminam o meu ser
E essa sua luz me deixa sem entender
Eu sei que pertencemos a mesma história
Então, menina por favor não se demora
Ei, menina
Vem cuidar de mim
Eu não sei até onde vou viver assim
Preciso de você aqui do meu ladim
Ei, menina
Ei, menina...
Ei, menina
Deixa eu te dizer...
Depois que eu te vi
Só quis amar você...
Pode ser muito estranho
até contraditório...
Mas esse amor que sinto
Penso até em casório...
Ei, menina
Acalma o coração
Pois, eu estou aqui
Não lhe abandono não
Tu pode até pensar
que isso é ilusão
Mas ei, minha menina
Cê tem meu coração
Você acha que de nós dois
Você é a mais fraga
Mas é pura confusão sua
Eu chego perder a fala
Boba, essa análise é tão fácil
Diante de nós dois
Sigo sendo o mas frágil
Suplico respeito
O amor merece respeito
Eu não vós peço nada
Além de respeito
Respeito pelo que sinto
Respeito pelo que desejo
Amo-a como nunca amei alguém
É tão recíproco, é tão Incrível
E vou ter de ficar sem
Pois, vós não respeitam
Nada que aqui reside
Quando o amor não se parte
Por traição ou algo alheio
Minha alma, minha gentil
Partiste por desrespeito.
Ah, poeta
Que triste situação
Esse seu dom de tornar gigante
Causa muita confusão
Ah, poeta
Esse dom que Deus lhe deu
É tão lindo, é tão puro
É tão lírico, é tão seu
Ah, poeta
O amor não se explica
Chega ser impossível retratar
É confuso, misterioso
É difícil ter que amar
Mas, poeta
A vida é assim
E foi o dom que Deus lhe deu
De tornar gigantesco e vibrante
Todo sentimento que aí bateu
Eu não aguento te perder
pois o amor é leviano
Eu não consigo compreender
Pois não tenho você me guiando
Dói pra caralho, essa dor que me habita
Eu não consigo ser eu mesmo
Eu vivo perdido
Perdendo o tesão na vida
Ah, o amor...
O amor possui mistérios
Definitivamente não consigo compreender
O amor
Que invade e aquece o peito
Que de tão leviano, faz adoecer
Eu sei que faz parte da vida
Eu sei que não é a hora
Eu sei que cê precisa ser erguida
E sei que não vou jogar fora
Tudo que vivemos até aqui
Mas, amor...
Tô sendo fraco
Minhas forças se esvaindo
Amor, eu sou tão frágil
Amor, estou caindo
Maleme meu pai
Maleme
Ei, menina
Para, respira
Eu sei que é difícil
Muito difícil
Falar sobre o que vc está sentindo
Mas para, respira
Problemas se resolvem conversando
Não pira
Tudo vai melhorar
Amanhã é outro dia
Tente novamente
Não morra engasgada
Ei, menina
Soprarei palavras aos ventos
Para quem sabe tu possas escutar
Direi verdades que sinto
Tormentos que estão a angustiar
Direi aos ventos que lhe amo
E que não sei viver sem ti
Que de saudades por inteiro derramo
Direi dos seus beijos que outrora senti
Direi para que o entre sem avisar
E que ele com carinho seque seus prantos
Escutará o vendaval cantarolar
Será eu, que de longe lhe canto
E ainda, direi para que ele lhe declame
Um poema que pra ti escrevi
É que de amor o meu peito consome
Esquecerei até que de saudades sofri
Farei os ventos prometerem
Que entregaram o meu beijo no seu
Farei eles lhe lembrarem como somos lindos
E que apesar da distância sou teu
Por isso soprarei aos ventos
Um dia minhas palavras hão de chegar
Pode passar ano, décadas, tempos
Continuarei palavras a lhe soprar