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Frases de Jaelson de Oliveira Silva

19 frases

A vida, ida, sem saída.
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A vida, ida, sem saída. A morte, uma sorte esculpida, da vida. Ida sem volta. Volta sem vida. Uma vida vivida. Sonhe com a morte, Despeça da vida, Cultive a sorte, Anuncie sua ida,

O médico de branco é fino, O Jurista de terno, metido. O policial de farda é exímio,
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O médico de branco é fino, O Jurista de terno, metido. O policial de farda é exímio, Advogado com anel, falido. Médico de meliante é competente, Advogado de ladrão é delinquente. Diplomata poliglota é fluente Advogado que fala latim, arrogante. Estagiário de engenharia é rico, Estágio de direito é bico.

Volte, felicidade! Quem é você, cuja sombra me encobre,
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Volte, felicidade! Quem é você, cuja sombra me encobre, da face nada se vê, a não ser um hino esnobe? Fui eu quem te escrevi, o vil detalhe esculpi, vi, aos poucos, seu partir, fugir, sumir, sem, ao menos, um sorrir. Quem furtou o meu cinzéu? Não achei mais minha pena, sequer vi mais meu papel. Inspiração saiu de cena. Nomearam-lhe felicidade, coisa estranha e abstrata, de ti só restou saudade, preciso ler minha errata. Quem lhe espantou foi a verdade, não combinou com minha idade, a higidez da realidade, desprezou a lealdade, em algum beco da cidade. Volte, felicidade.

Outrora o mel era amar, A nobreza estava em se doar, Agora é pra mim mui amaro,
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Outrora o mel era amar, A nobreza estava em se doar, Agora é pra mim mui amaro, Esse ofício ficou muito caro. Amar ficou mais desumano, Não passa de um pensar insano, Do amor tentei me desarmar, Quão difícil é, porém, desamar! Amar era uma completude, O deslizar sobre a amplitude, Virou jogo de mera destroca, Um status de gente matroca.

No ponto Isso é um conto? Se não, existe um ponto?
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No ponto Isso é um conto? Se não, existe um ponto? Entre o acesso e o excesso? Tem desconto, se passar do ponto? Se ficar aquém, sou ninguém? A verdade dói, corrói, destrói, e constrói. Que verdade? a minha? a sua? ou a da vaidade? A da vaidade, ilusória liberdade. A que põe um ponto, E não dá desconto.

Fosse eu um poeta genuíno, Da linhagem nobre dos versos, Lhe teria escrito um hino,
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Fosse eu um poeta genuíno, Da linhagem nobre dos versos, Lhe teria escrito um hino, Com algozes mais perversos. Na espera dum sono denso, Mero espectro d’escritor, É o que sou ao bom senso, Palavras cunhadas com a dor. De espreita nesta mente, É o descaso bem latente, D'amizade outrora ardente, Restou o veneno da serpente. Não se vive um só momento, Primo o simples e duradouro, Não o encanto tremendo, Dos abraços curtos de ouro.

Vai-te toda sorte de maldade, Nem que custe minha própria sangria, Que reste somente a saudade,
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Vai-te toda sorte de maldade, Nem que custe minha própria sangria, Que reste somente a saudade, Aquela que respeite minha alegria. Já fartei-me do algoz, Rude escravo do amor, Agora, quero ficar a sós, Trazer de volta minha cor. Fosse outrora a despedida, Adiaria, outra vez, sua ida. Agora, já fartei-me desta lida. Quero o peso da leveza, O brilho da destreza, E o desprezo à tristeza.

Que é a vida senão uma trama? O sentido pujante da drama, O exagero rabisco da dor,
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Que é a vida senão uma trama? O sentido pujante da drama, O exagero rabisco da dor, O absurdo sofrer do amor. Que seria de mim não fosse a drama? Que faria sem ti que diz que me ama? Sem ti... Senti a dor aumentada! Senti o silêncio gritante do nada. E por isso mantenho o drama, O calor bem sutil dessa trama, Lamentando a distância cruel, Entre mim, meu amor e o céu.