Frase de Jacqueline Batista
Um tic tac ao longe lembra que o tempo passa Lento, constante e ritmado No abrigo da noite, na companhia Do copo, da pena, do papel Devaneio na madrugada O gosto amargo é doce no final Me consola como beijo Deixado na espera da noite passada Lamentos de horas vãs Transcritos em versos desconexos Palavras que dançam à minha frente Como bailarinas desprovidas de rima Criaturas noturnas despertam E se deixam comigo compartilhar Risos soltos, afagos e sentidos Noite alta, estou absorvida pela magia da escrita Alma alerta, desprendida Um sorriso me vem e sorrio de volta Nessas voltas um encontro [entre tantos desencontros...] Sentimentos enevoados Deixados ao lado, cobertos, recobertos Último gole... Dourado Bolhas de sabor explodem na boca Anúncio de finitude De tempo necessário...
No pensador.ai desde