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Frases de Jacilene Arruda

278 frases

Vênus é escalada para Júpiter.
Carta à minha alma gêmea Ainda que eu não saiba teu nome, teu rosto vive em mim como um eco antigo. Há algo em mim que te reconhece, mesmo sem nunca ter te tocado. Talvez sejamos feitos da mesma luz, do mesmo silêncio que dança entre as estrelas. Quando o mundo pesa, é tua lemb…
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Carta à minha alma gêmea Ainda que eu não saiba teu nome, teu rosto vive em mim como um eco antigo. Há algo em mim que te reconhece, mesmo sem nunca ter te tocado. Talvez sejamos feitos da mesma luz, do mesmo silêncio que dança entre as estrelas. Quando o mundo pesa, é tua lembrança que me alivia, como se tua existência me soprasse coragem. Não te busco com pressa, porque sei que o tempo da alma é diferente. Mas quando nossos caminhos se cruzarem, não haverá dúvida — só um profundo “enfim”. E se já nos encontramos, que essa carta te alcance como um sussurro, lembrando que o amor verdadeiro não precisa de provas — só de presença. Com tudo que sou, com tudo que ainda serei, te espero com leveza, como quem espera a primavera.

Mani, você é meu I'm yours Meu pedaço de paraíso
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Mani, você é meu I'm yours Meu pedaço de paraíso Sou a sua maçã Mais que manancial Você é a própria benção Mani, oca Dentro de mim Muito mais money for us Você é o meu Maná do céu Subiria cada degrau a vida toda Toda vida Sendo abduzida por você Iria aos desertos dos teus olhos Sentiria o vento da tua boca Viveria nas águas da tua boca Para sempre Enquanto houvesse areia no deserto, nos mares, nos oceanos Enquanto houvesse vida Enquanto houvesse existência

Terra-Mulher A Terra sangra em silêncio, como a mulher que cala o grito. Desmatam-lhe os seios verdes, como quem arranca o abrigo. Árvores irmãs separadas, como filhas em cárcere doméstico. O machado é verbo cruel, que fere sem dialético.
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Terra-Mulher A Terra sangra em silêncio, como a mulher que cala o grito. Desmatam-lhe os seios verdes, como quem arranca o abrigo. Árvores irmãs separadas, como filhas em cárcere doméstico. O machado é verbo cruel, que fere sem dialético. O ar, antes canto de vida, agora é voz maldita, soprando tortura invisível na mente que se agita. A seca é prisão da essência, privatizam o ser, o sentir. A água, que era ventre livre, já não sabe mais parir. Ordenham sem consentimento, deixam-na na mão errada. O leite vira lucro sujo, a alma, moeda trocada. Rios contaminados choram, como corpos invadidos à força. O falo doentio penetra, sem amor, sem remorso, sem corsa. E a carne — ah, a carne vendida — tem preço, tem código, tem dor. Como o corpo da mulher na vitrine, sem nome, sem alma, sem cor. Mas há fogo sob a pele da Terra, há raiz que resiste ao corte. Há mulher que se levanta inteira, mesmo depois da morte.