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Frases de Isabel Rosete

13 frases

Amar… É o desespero De um coração carente
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Amar… É o desespero De um coração carente À procura da outra metade Que o complete… Somos incapazes De nos completar Precisamos sempre de um outro De qualquer outro Que procuramos em nós… Essa terrível e eterna Dependência do outro Que não conseguimos Encontrar em nós… Que desgraça A do coração humano Sempre em falta Irremediavelmente só E despedaçado Lamenta, Lamenta-se Exclama E proclama… Não sabe estar só Dialogar consigo… Encontra No seu âmago O vazio Do seu próprio preenchimento… Amar… É coisa dos homens Seres solitários Incapazes de percepcionar A solidão como outra forma de amor E isso não basta, A estas criaturas errantes? Não Não basta… Nada basta… Há sempre um mais Um depois Que aflora Em todos os pensamentos Nos mais claros Nos mais recônditos Nos mais inconscientes…

Amo Não sei bem o que amo Tenho medo de voltar a amar
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Amo Não sei bem o que amo Tenho medo de voltar a amar De voltar a sofrer De voltar a sonhar As ilusões crescem Quando se ama Emerge a dor A insatisfação A insanidade e a insensatez A cólera aflora A presença ausente de um outro estado Sempre inacabado Sempre adiado Caminhos que não conduzem A parte alguma Espreitam-nos no amor Nos caminhos Que se bifurcam Perdemo-nos De nós E do outro Encontramos o desfiladeiro Assoma o vazio De uma alma deserta Dispersa Em “con-fusão” Alienada pela adrenalina Que sobe Escorrega Desampara Inquieta… O êxtase da alma É intolerável Em qualquer paixão As mãos tremem Transpiram O coração Consome-se Num ritmo Acelerado Incontrolável Incontornável O estômago Já não se contém Com tanta ansiedade Calafrios Pela coluna Sobem e descem Tudo se move Tudo se transforma A um ritmo Desenfreado E imparável Assim é o amor Força Que move e comove Despista Rói Corrói Cego e surdo Táctil e visual Transporta-nos Para a realidade Do possível Para o possível Do impossível Para o imaginável Do inimaginável, Para o sonho Do “in-sonhável” Para as correntes tumultuosas De um mar sem fim Para o infinito Do próprio finito Para a alucinação Da sensatez Para a irrazoabilidade Do razoável Para o ilimitado De todos os limites Conscientes Ou inconscientes Assim é o Amor Uma força tremenda Gigantesca Arrebatadora Desmedida Enorme Dentro de um tempo redondo De um eterno retorno Do mesmo e do outro Com princípio e fim Isabel Rosete 26/05/07 15/01/08

Amo a transparência A lucidez das formas A visibilidade dos conteúdos
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Amo a transparência A lucidez das formas A visibilidade dos conteúdos Amo o Mar Nas suas ondas alterosas O pôr-do-sol Nas cristalinas águas reflectido Amo o vento Que espalha as areias Pelas praias desertas Onde os amantes se enternecem Amo a Vida Perdida Em todos os rumos Procurada Em todas as veias Ainda não dilaceradas Amo os Amores Os meus Que vão e vêm Os dos outros Que estão aí E alimentam a roda do mundo Amo a criação “Des-veladora” do Ser de cada ente Que ganha forma e conteúdo Em cada gesto da mão que enforma A matéria em estado bruto Isabel Rosete 18/10/07 15/01/08

Amamos os outros… Mas não amamos Os outros…
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Amamos os outros… Mas não amamos Os outros… Amamo-nos a nós mesmos Centros de todos os Mundos De todos os Universos De todos os espaços siderais O egocentrismo É a nossa Marca perpétua A alteridade Está aí Vemo-la Escutamo-la E recusamo-nos A senti-la Queremos o outro Mas não queremos o outro Queremo-nos a nós mesmos Em nós mesmos E não no outro… Fazemos do outro O outro de nós Giramos em círculo Nem sempre perfeito Em torno do outro De nós… Um eterno retorno Ao Ego É a marcha De todos os nossos passos Bifurcamo-nos nos caminhos dos outros Para nos encontramos Sempre que permanecemos dispersos A incessante busca da Identidade É o traço do nosso destino Errante Perplexo e complexo… Isabel Rosete 6/08/07 15/01/08

A morte do outro Apraz-nos bem… Engrandece o Ego
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A morte do outro Apraz-nos bem… Engrandece o Ego Em busca de “auto-satisfação”… Quem disse que o homem Nasce naturalmente bom? Quanta ilusão Quanta alucinação, Quanta aparência Quanta insolência… A finitude do outro E do mesmo, O acabamento A aniquilação Um outro espaço Um outro lugar, Um outro tempo Uma outra vida… Isabel Rosete 26/05/2007 15/01/08

Amo o silêncio O ruído das máquinas Fere os meus ouvidos
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Amo o silêncio O ruído das máquinas Fere os meus ouvidos Tão puros Tão singelos Quanto cada amanhecer Os sons das trombetas dos anjos Espero ouvir Ao entardecer As suaves melodias das almas Espero beber Ao anoitecer Os sons da Terra Espero sentir Em cada renascer Amo a pureza de cada ente Nu No despertar da Humanidade Que suspira O Virgem O Fértil O Imaculado De todo o desflorar da criação Em todos os seus estados de Graça Isabel Rosete 09/12/07 02/08/07

PENSAMENTOS DISPERSOS, por Isabel Rosete 18/10/07 I.
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PENSAMENTOS DISPERSOS, por Isabel Rosete 18/10/07 I. Portugal: Uma pátria desolada nos confins da Europa. Outrora, vitoriosa, no “reino cadaveroso da cultura”. Portugal: um Povo, uma massa de gente deslumbrada, com outros modos de fazer mundos, com os mundos das outras Pátrias, não perdidas nas marés do assombro. II. * Amo o Mundo, fechando-me dentro de mim própria… * Não há espaços que nos absorvam nos caminhos da Vida e que à Morte não nos conduzam…. * Vivemos…Estamos…Caminhamos…em que direcção? Não o sabemos. Mas, algum Destino nos guia… * Somos o que somos. Não mais do que somos. * Amamos, odiamos, sentimos… Somos humanos. * A morte faz-se e desfaz-se, em cada pedaço de Vida… * Sorrio, sempre, como se as rosas não tivessem espinhos… * Resta-nos pensar o Infinito… * Não temos Vida. Vamos vivendo. Não temos esperança. Permanecemos expectantes… * Suamos por todos os poros o que a Vida não nos dá. * Permanecemos nos rodeios da Vida, com indeléveis marcas de esperança. * Não posso esperar que o Mundo venha ter comigo… Vou ter com o Mundo… * A inocência não é sinónimo de infantilidade. Mas, tão-só, da Pureza da Alma. * O Amor arde, queima, corrói… Sobressalta os corações, sempre na expectativa de um outro amanhecer… * Os amantes são sôfregos. * O Amor entusiasma. Leva os corações para uma outra idade. * As gerações são como um ciclo, em perpétuo ou eterno retorno… * Há almas que fazem transparecer o hálito opaco dos corpos imundos… * Cogitar o impossível. A maior satisfação do Ego. * O Mundo, em perpétuo movimento, mantém-se sob a corda bamba do equilibrista. * Movemo-nos no espaço incerto do Universo comunicacional. Sempre presentes e ausentes de todos os auditórios. * Passamos ao lado dos outros. Não os vemos. Vemo-nos a nós mesmos.

A Natureza gosta de se esconder… Nós, Humanos,
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A Natureza gosta de se esconder… Nós, Humanos, De a desventrar Até ao infinito possível De todos os seus refúgios… A mão que semeia É a mão que destrói Que colhe e recolhe O produto De cada desvanecer, Os efeitos simples e singelos De cada renascer… Isabel Rosete 06/08/07 15/01/08

III. * Assumir, convictamente, a identidade… Seguramente, o maior esforço de todo o ser humano, neste Mundo de falsas identidades ou de identidades camufladas, mergulhadas no espaço camaliónico das “diferenças” impostas, improvisadas, por esta sociedade do “parecer-ser”, em nome…
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III. * Assumir, convictamente, a identidade… Seguramente, o maior esforço de todo o ser humano, neste Mundo de falsas identidades ou de identidades camufladas, mergulhadas no espaço camaliónico das “diferenças” impostas, improvisadas, por esta sociedade do “parecer-ser”, em nome de um tal “bem-estar” comum. Pura hipocrisia anulativa das dissemelhanças, da diversidade, que faz a singela Beleza, intrínseca à essência de um Mundo, a que já não pertencemos mais. Adulterámos as Leis da Natureza. Instaurámos o caos cósmico. A isso, chamamos progresso. Que progresso? O da rarefacção da camada de ozono? O do efeito de estufa e do degelo dos oceanos? O do “des-equilíbrio” dos ecossistemas? O da miséria das crianças sub-nutridas? O dos Povos famintos? O da infelicidade dos homens que clamam o Paraíso perdido? O “progresso” da irracionalidade, das mentes inconscientes, dos pensamentos corroídos pelo ódio, instaurou-se, definitivamente, no seio desta massa humana, indefesa, des-norteada, que hoje somos. Coitados dos homens. Tão potentes e tão frágeis, ao mesmo tempo. Meras peças soltas do grande puzzele, o puzzele universal, onde já não se encaixam mais. Somos mero pó em incandescência dissonante. Brilho opaco dos restos do lixo cósmico, em degeneração total. Corremos pelos leitos de todos os rios, que, no mar, não desaguam mais. Perdemo-nos de nós mesmos. Não nos encontramos mais. Rodopiamos num círculo imperfeito de esferas desencontradas, de espaços sem intersecção, indefinidos, incertos, indeterminados, mas, ao mesmo tempo, “extra-ordinários”, libidinais, irrascíveis e concupiscentes. Erramos, navegamos pelos espaços infinitos da imaginação. Buscamos o Infinito, o Eterno, o Imutável. Projectamos um futuro outro, apenas existente no mundo ficcional de todos os sonhos: do “princípio da realidade” se afastam, para erguer, sempre, o “princípio do prazer”. Velejamos por todos os mares. Pairamos por todos os espaços siderais. Percorremos todos os caminhos da Floresta, sempre paralelos, sempre descontínuos. A escolha não é mais possível. Esmagamos um Ego desesperado, descentrado de si mesmo, tão narcísico, quanto paradoxal. E, no entanto, ainda somos aves de rapina, predadores universais, dominadores de todas as possíveis presas, camuflados com o meio, que já não é mais natural. Percorremos todos os atalhos. Edificamos uma nova ordem. A da caoticidade mundial. E, no entanto, ainda somos apelidados de “animais racionais”. Que racionalidade é esta, criadora de um tempo de infortúnio? Que racionalidade é esta, “des-veladora” de todas as misérias? Que racionalidade é esta “re-veladora” da massa indigente das gentes vagueantes? IV. * Convivo com o Mundo dentro de mim própria. Basta-me. * A “Paz Perpétua” reina dentro de mim. Conquistei a felicidade. 12/11/07 * Não quero viver no Inferno das noites claras, Na solidão das gentes, Nos espaços atópicos de cada pensamento, Nos espaços indefinidos dos pensamentos dispersos. * Não quero a luz opaca dos olhares indiscretos. O brilho negro dos falsos sorrisos. A demagogia retórica das palavras sórdidas. O cheiro nauseabundo dos corpos em putrefacção. * O Mundo está podre. Rejeito-o completamente. Recuso-me a compactuar com a hipocrisia, com as falsas verosimilhanças, com as vãs ironias, com as inglórias inteligências dessas mentes foragidas, que nada vêm. São inúteis. Completamente inúteis. Perpetuam, apenas, um saber “fantasiado”, com longos rasgos de ignorância extrema. 15/11/07 * Distante, no meu Mundo, penso as trilhas da Vida e da Morte. * Viver é o quê, afinal? As respostas são múltiplas. Nenhuma me satisfaz… 20/11/07 I. * O meu corpo, morto, embala-se nas cinzas do chão que, um dia, o deixou esvanecer. * Quero viver Tudo, intensamente, como se cada instante fosse o último dia do resto da minha Vida. * Sou a exemplificação da Hipérbole… II. * A monotonia congela-me o cérebro. Irrita-me a alma, ávida do sempre novo, do perpetuamente diferente, da metamorfose, do mistério, do enigma, de todas as incógnitas… A minha alma requer o desafio do desconhecido, do nunca visto ou imaginado. Do impensado e do impensável. Caminha para o impossível, para o reino efémero da ausência de limites, para o paralelamente infinito, para todos os caminhos, até mesmo para os mais recônditos. Procura a inocência primeira, a leveza do Ser de todas as coisas, animadas e inanimadas, terrestres e celestes, no seio dos dois lados da quadratura perfeita: os Homens, a Terra; os Deuses, o Céu. Busca o infinito, na esperança de encontrar um mundo novo, perfeito. Este já está gasto, saturado, desgovernado, demasiadamente costumeiro para quem deseja ver mais longe, para além das ilusórias aparências que ofuscam o olhar primogénito. A minha alma procura, sem cessar, a liberdade, esse espaço aberto de expansão total do Tudo, onde não há o acaso, nem o vazio, nem o nada. Quer percorrer os círculos viscerais de todos os entes. Ama a Totalidade, na sua grandeza, que foge aos estreitos limites do Tempo, do Espaço, do Destino. Vagueia por todos os lugares. Não cabe dentro de si mesma. Procura o Aberto, onde Tudo se funde, em perpétua comunhão com o Ser, o Estar e o Pensar. A minha alma pensa o Mundo. Esmorece perante o caótico cenário da miséria humana. Quer mudar o Mundo, a mente das gentes agrilhoadas à mesquinhez do mero sobreviver. Quer ultrapassar as barreiras do tempo e do espaço. Quer ser eterna. Não é narcísica. Vê-se ao espelho. Reconhece a sua própria identidade. Sofre com todos os “Epimeteus”…Deseja todos os “Prometeus”… Sente-se só. Desamparada, neste espaço cósmico “des-humanizado”, que não suporta a disparidade da alteridade. Quer renascer num mundo novo, com a hierarquia axiológica adequada…. sem rótulos, sem rebanhos, sem congeminações forçadas e infundadas. Quer crescer no topos infinito de todos os oceanos…

Édipo… A trágica lembrança do amor maculado.
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Édipo… A trágica lembrança do amor maculado. As mãos manchadas do sangue do mesmo sangue, por uma traição não premeditada. A memória de um pecado capital, não mais compreendido não mais perdoado. Um amor proibido, castrado pelas teias da moralidade; Um amor pela Polis punido, que as leis dos deuses não respeita mais. Édipo… A vileza inconsciente de uma alma apaixonada, condenada aos degredos da dilaceração, de uma morte não anunciada. Uma alma repleta de dor, que os olhos cega, para não mais avistar… Isabel Rosete 10/01/08 15/04/08

Amo a criatividade, a originalidade, vital,
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Amo a criatividade, a originalidade, vital, dos traços incógnitos, ainda não percepcionados. Amo a novidade do sempre novo, a singularidade, impensada, da especificidade de todo o acto de criação. Amo o contínuo regresso do dissemelhante, a metamorfose, catártica, de todas as coisas. Amo a giratória perene do Universo, a mudança continua de todos os entes, em torno do seu próprio círculo, disperso… Isabel Rosete 09/12/07 215/04/08

Primavera O brilho do Sol, O cheiro suave e doce
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Primavera O brilho do Sol, O cheiro suave e doce Do ar tranquilo. As flores despontam. Apontam para um novo estado, Coberto de graça. Os pássaros Fazem ouvir o seu canto, Não premeditado. As nuvens correm Rumo À nova desfloração. O brilho intenso Das noites claras, Afaga-nos a alma. A alegria da Vida Desperta em todos os rostos, Amantes da beleza diversa da Criação. A beleza de cada ente Mantém-se no palco Da eterna comunhão. O estares não se aquietam, Os amores despertam Para a colheita de novos frutos. Desponta a reviravolta ardente De outros desejos, Ainda não consumados. Tudo acontece, Na embriaguez sólida, De um eterno beijo. Isabel Rosete 12/03/08 02/04/08