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Frase de Isabel Rosete

Primavera O brilho do Sol, O cheiro suave e doce Do ar tranquilo. As flores despontam. Apontam para um novo estado, Coberto de graça. Os pássaros Fazem ouvir o seu canto, Não premeditado. As nuvens correm Rumo À nova desfloração. O brilho intenso Das noites claras, Afaga-nos a alma. A alegria da Vida Desperta em todos os rostos, Amantes da beleza diversa da Criação. A beleza de cada ente Mantém-se no palco Da eterna comunhão. O estares não se aquietam, Os amores despertam Para a colheita de novos frutos. Desponta a reviravolta ardente De outros desejos, Ainda não consumados. Tudo acontece, Na embriaguez sólida, De um eterno beijo. Isabel Rosete 12/03/08 02/04/08

Isabel Rosete

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Pensador.com

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Outras frases de Isabel Rosete

III. * Assumir, convictamente, a identidade… Seguramente, o maior esforço de todo o ser humano, neste Mundo de falsas identidades ou de identidades camufladas, mergulhadas no espaço camaliónico das “diferenças” impostas, improvisadas, por esta sociedade do “parecer-ser”, em nome…
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III. * Assumir, convictamente, a identidade… Seguramente, o maior esforço de todo o ser humano, neste Mundo de falsas identidades ou de identidades camufladas, mergulhadas no espaço camaliónico das “diferenças” impostas, improvisadas, por esta sociedade do “parecer-ser”, em nome de um tal “bem-estar” comum. Pura hipocrisia anulativa das dissemelhanças, da diversidade, que faz a singela Beleza, intrínseca à essência de um Mundo, a que já não pertencemos mais. Adulterámos as Leis da Natureza. Instaurámos o caos cósmico. A isso, chamamos progresso. Que progresso? O da rarefacção da camada de ozono? O do efeito de estufa e do degelo dos oceanos? O do “des-equilíbrio” dos ecossistemas? O da miséria das crianças sub-nutridas? O dos Povos famintos? O da infelicidade dos homens que clamam o Paraíso perdido? O “progresso” da irracionalidade, das mentes inconscientes, dos pensamentos corroídos pelo ódio, instaurou-se, definitivamente, no seio desta massa humana, indefesa, des-norteada, que hoje somos. Coitados dos homens. Tão potentes e tão frágeis, ao mesmo tempo. Meras peças soltas do grande puzzele, o puzzele universal, onde já não se encaixam mais. Somos mero pó em incandescência dissonante. Brilho opaco dos restos do lixo cósmico, em degeneração total. Corremos pelos leitos de todos os rios, que, no mar, não desaguam mais. Perdemo-nos de nós mesmos. Não nos encontramos mais. Rodopiamos num círculo imperfeito de esferas desencontradas, de espaços sem intersecção, indefinidos, incertos, indeterminados, mas, ao mesmo tempo, “extra-ordinários”, libidinais, irrascíveis e concupiscentes. Erramos, navegamos pelos espaços infinitos da imaginação. Buscamos o Infinito, o Eterno, o Imutável. Projectamos um futuro outro, apenas existente no mundo ficcional de todos os sonhos: do “princípio da realidade” se afastam, para erguer, sempre, o “princípio do prazer”. Velejamos por todos os mares. Pairamos por todos os espaços siderais. Percorremos todos os caminhos da Floresta, sempre paralelos, sempre descontínuos. A escolha não é mais possível. Esmagamos um Ego desesperado, descentrado de si mesmo, tão narcísico, quanto paradoxal. E, no entanto, ainda somos aves de rapina, predadores universais, dominadores de todas as possíveis presas, camuflados com o meio, que já não é mais natural. Percorremos todos os atalhos. Edificamos uma nova ordem. A da caoticidade mundial. E, no entanto, ainda somos apelidados de “animais racionais”. Que racionalidade é esta, criadora de um tempo de infortúnio? Que racionalidade é esta, “des-veladora” de todas as misérias? Que racionalidade é esta “re-veladora” da massa indigente das gentes vagueantes? IV. * Convivo com o Mundo dentro de mim própria. Basta-me. * A “Paz Perpétua” reina dentro de mim. Conquistei a felicidade. 12/11/07 * Não quero viver no Inferno das noites claras, Na solidão das gentes, Nos espaços atópicos de cada pensamento, Nos espaços indefinidos dos pensamentos dispersos. * Não quero a luz opaca dos olhares indiscretos. O brilho negro dos falsos sorrisos. A demagogia retórica das palavras sórdidas. O cheiro nauseabundo dos corpos em putrefacção. * O Mundo está podre. Rejeito-o completamente. Recuso-me a compactuar com a hipocrisia, com as falsas verosimilhanças, com as vãs ironias, com as inglórias inteligências dessas mentes foragidas, que nada vêm. São inúteis. Completamente inúteis. Perpetuam, apenas, um saber “fantasiado”, com longos rasgos de ignorância extrema. 15/11/07 * Distante, no meu Mundo, penso as trilhas da Vida e da Morte. * Viver é o quê, afinal? As respostas são múltiplas. Nenhuma me satisfaz… 20/11/07 I. * O meu corpo, morto, embala-se nas cinzas do chão que, um dia, o deixou esvanecer. * Quero viver Tudo, intensamente, como se cada instante fosse o último dia do resto da minha Vida. * Sou a exemplificação da Hipérbole… II. * A monotonia congela-me o cérebro. Irrita-me a alma, ávida do sempre novo, do perpetuamente diferente, da metamorfose, do mistério, do enigma, de todas as incógnitas… A minha alma requer o desafio do desconhecido, do nunca visto ou imaginado. Do impensado e do impensável. Caminha para o impossível, para o reino efémero da ausência de limites, para o paralelamente infinito, para todos os caminhos, até mesmo para os mais recônditos. Procura a inocência primeira, a leveza do Ser de todas as coisas, animadas e inanimadas, terrestres e celestes, no seio dos dois lados da quadratura perfeita: os Homens, a Terra; os Deuses, o Céu. Busca o infinito, na esperança de encontrar um mundo novo, perfeito. Este já está gasto, saturado, desgovernado, demasiadamente costumeiro para quem deseja ver mais longe, para além das ilusórias aparências que ofuscam o olhar primogénito. A minha alma procura, sem cessar, a liberdade, esse espaço aberto de expansão total do Tudo, onde não há o acaso, nem o vazio, nem o nada. Quer percorrer os círculos viscerais de todos os entes. Ama a Totalidade, na sua grandeza, que foge aos estreitos limites do Tempo, do Espaço, do Destino. Vagueia por todos os lugares. Não cabe dentro de si mesma. Procura o Aberto, onde Tudo se funde, em perpétua comunhão com o Ser, o Estar e o Pensar. A minha alma pensa o Mundo. Esmorece perante o caótico cenário da miséria humana. Quer mudar o Mundo, a mente das gentes agrilhoadas à mesquinhez do mero sobreviver. Quer ultrapassar as barreiras do tempo e do espaço. Quer ser eterna. Não é narcísica. Vê-se ao espelho. Reconhece a sua própria identidade. Sofre com todos os “Epimeteus”…Deseja todos os “Prometeus”… Sente-se só. Desamparada, neste espaço cósmico “des-humanizado”, que não suporta a disparidade da alteridade. Quer renascer num mundo novo, com a hierarquia axiológica adequada…. sem rótulos, sem rebanhos, sem congeminações forçadas e infundadas. Quer crescer no topos infinito de todos os oceanos…

A Natureza gosta de se esconder… Nós, Humanos,
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A Natureza gosta de se esconder… Nós, Humanos, De a desventrar Até ao infinito possível De todos os seus refúgios… A mão que semeia É a mão que destrói Que colhe e recolhe O produto De cada desvanecer, Os efeitos simples e singelos De cada renascer… Isabel Rosete 06/08/07 15/01/08

PENSAMENTOS DISPERSOS, por Isabel Rosete 18/10/07 I.
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PENSAMENTOS DISPERSOS, por Isabel Rosete 18/10/07 I. Portugal: Uma pátria desolada nos confins da Europa. Outrora, vitoriosa, no “reino cadaveroso da cultura”. Portugal: um Povo, uma massa de gente deslumbrada, com outros modos de fazer mundos, com os mundos das outras Pátrias, não perdidas nas marés do assombro. II. * Amo o Mundo, fechando-me dentro de mim própria… * Não há espaços que nos absorvam nos caminhos da Vida e que à Morte não nos conduzam…. * Vivemos…Estamos…Caminhamos…em que direcção? Não o sabemos. Mas, algum Destino nos guia… * Somos o que somos. Não mais do que somos. * Amamos, odiamos, sentimos… Somos humanos. * A morte faz-se e desfaz-se, em cada pedaço de Vida… * Sorrio, sempre, como se as rosas não tivessem espinhos… * Resta-nos pensar o Infinito… * Não temos Vida. Vamos vivendo. Não temos esperança. Permanecemos expectantes… * Suamos por todos os poros o que a Vida não nos dá. * Permanecemos nos rodeios da Vida, com indeléveis marcas de esperança. * Não posso esperar que o Mundo venha ter comigo… Vou ter com o Mundo… * A inocência não é sinónimo de infantilidade. Mas, tão-só, da Pureza da Alma. * O Amor arde, queima, corrói… Sobressalta os corações, sempre na expectativa de um outro amanhecer… * Os amantes são sôfregos. * O Amor entusiasma. Leva os corações para uma outra idade. * As gerações são como um ciclo, em perpétuo ou eterno retorno… * Há almas que fazem transparecer o hálito opaco dos corpos imundos… * Cogitar o impossível. A maior satisfação do Ego. * O Mundo, em perpétuo movimento, mantém-se sob a corda bamba do equilibrista. * Movemo-nos no espaço incerto do Universo comunicacional. Sempre presentes e ausentes de todos os auditórios. * Passamos ao lado dos outros. Não os vemos. Vemo-nos a nós mesmos.

Amo o silêncio O ruído das máquinas Fere os meus ouvidos
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Amo o silêncio O ruído das máquinas Fere os meus ouvidos Tão puros Tão singelos Quanto cada amanhecer Os sons das trombetas dos anjos Espero ouvir Ao entardecer As suaves melodias das almas Espero beber Ao anoitecer Os sons da Terra Espero sentir Em cada renascer Amo a pureza de cada ente Nu No despertar da Humanidade Que suspira O Virgem O Fértil O Imaculado De todo o desflorar da criação Em todos os seus estados de Graça Isabel Rosete 09/12/07 02/08/07