Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
LOUVADO NÓ Louvado seja o meu tormento Ao remo livre atado onde ardia Deste meu cansado sofrimento Que se instala na parede já seca Do coração sem brigo, sem fluxo Inverno deixado no tempo manso De um ser vivo em triste espanto Procissão de uma qualquer solidão Paciência, sentimento de mal-estar Na incerteza, do viver das esperas O calendário na esperada primavera Chuva onde húmida cai em cada dia E chega, a tua voz parte o silêncio Chove amor nos meus pensamentos Neblina perturbada da tua ausência Pobre asseio de uma alma abandonada Desata o nó da voz muda, marcada Gotas, choro das pálpebras fechadas Louvado seja este doloroso tormento Deste meu cansado triste sofrimento.
No pensador.ai desde