Moura escondida à espera do seu cavaleiro andante
por desertos, por noites escuras.
Pálida de amor,
de um palácio encantado,
encantado de aventura e de ilusão.
Desmaia, exausta e vacilante,
à espera o seu cavaleiro montado num cavalo.
Galopa com o vento,
vê ao longe a sua amada com os cabelos ao vento,
feito do tempo.
O vento entra nos versos ditos e lidos,
da sua amada dos invernos longos cinzentos
Minha amada,
não tenho o tempo que queria para ti,
minha doce e fiel amiga.
Dona do meu coração,
parto sem tempo... com tempo ou talvez....
Sem tempo para repousar o meu corpo e a minha alma!
Espelho meu
Este espelho que é a nossa alma.
Que tantas vezes nos fascina.
Somos como peças perdidas.
Vendavais...
Tempestades...
Somos o que deixamos de ser.
O nosso próprio reflexo.
Árvore esquecida
Sofrida.
Na sofreguidão do ter.
Esquecemos
Não amamos.
Sonhamos sem viver.
Vivemos sem nunca sonharmos!
Por mais que tentem...
Nunca acabarão com o amor e o ódio.
Nem todos os cremes do mundo acabarão...
Com as rugas do nosso rosto.
Nem com a dor da distância...
Nem com a saudade em cada sílaba que escrevo.!
Suspiro enigmático.
Vejo-te no meu pranto.
E não me espanto.
Sou sombra, sem culpa.
Do amor que sinto.
Contorno as letras escritas, lidas.
Dos meus impulsos diários
Poema elástico de uma flor.
Revestida de amor.
Para amar na sua dor.
Inventa palavras...
levadas pelo vento.
Na imensidão do tempo...
eterno ou talvez moderno!
Ama-me loucamente com tempo.
Com o silêncio eu espero-te.
Devora-me como um lobo selvagem.
Faminto, desejoso.
Rasga-me o corpo e explode esta paixão.
Que guardei dentro do meu coração.
Devora-me explora o meu corpo.
Castiga-me com os teus desejos.
Mas, nunca mais fiques longe de mim.
O teu beijo deixa-me louca.
E não consigo ficar sem ti.
Devora-me por inteira.
Até saciar esta vontade que trago.
Apaga este fogo que me consome.
Que consome a minha alma.
Gosto do teu sabor, do teu perfume.
De sentir o gosto da tua pele.
Do arrepio que me causas.
O nosso gemido, é e será sempre único.
Seduz-me e acende esta minha vontade.
Devora-me como um lobo selvagem.
Faminto e desejoso.
Como se fosse esta a primeira vez ou a ultima !.
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As minhas memórias....
Estão onde....
Choro derradeiras lágrimas.......
Desencanto....
Prantos de dor.....
Trepadeiras agarradas nas sombras ....
De um muro feito de pedra.....
Talvez em fragas duras....
Antigas...
Feitas na transparência dos sentidos......
Alojadas no coração......
Na alma....
Sinfonia de um último adeus.....
Onde.....
Dispo as minhas vestes já gastas....
De um vestido negro de seda....
Arrumo a caixa dos aromas....
Cheiros...
Das minhas memórias.......
Lembranças suaves.....
Nos cantos esquecidas...
De uma casa....velha.....
Perdida...no deserto.....da minha alma...
Paredes brancas pintadas de cal.....
Desejos.........
E marcas da tua presença....
Feitos de melancolia....
De dor salpicada....
Encontro de palavras.......
Sentimento de abandono..
Transparência de sombras.....
Sabor das lágrimas....
Feita em pétalas de rosas......
Que brotam .....dos meus olhos.....
Dos teus olhos....doces como o mel......
Dos meus sonhos....do meu silêncio....no teu silêncio..!!!
Os lobos são caminhos de luz.
Nas serras, nos montes,
Quando estiveres perto dos lobos...
Uiva forte como eles.
Talvez te sintas como eles.
As estrelas atravessam galáxias.
As raposas desconhecem outro conceito.
Que não seja de astúcia, de brevidade.
As cobras rastejam e dão passagem.
Mudam de pele, por pedras e lameiros.
Tentam fugir de quem as perseguem.
Os mochos rasgando a escuridão macia.
Das noites eternas, de verão ou inverno.
Os corvos nascem em tempos remotos.
São oportunistas, espertos e egoístas
A vida é um destino que existe em cada gesto!
As vezes....no meio da noite....noites...
Sem sono.....sinto uma grande saudade.....
E fico a pensar em ti....
Quero ser para ti, como as flores...
Muitas flores molhadas.....pela chuva fresca....
Pétalas...da tua paixão...do teu amor....
Molha-me....como o sol e a chuva de verão....
Conta-me e fala-me de amor ardente....
Verbo amar.....verbo navegar....verbo fugir...
Forte e resistente......que tudo enfrenta...
Tudo supera...tudo alcança....tudo assiste..
Não fica triste.....não desiste......tudo dá....
Não lamenta a felicidade......ela existe...
Dá ao amor....sem pedir nada em troca.....
Sem nada esperar.....
Sorria... não se esconda atrás da dor...
Faça sempre um sorriso...
Mostre aquilo que tu és, sem medo......
Afinal......viver não passa de uma tentativa...
De ver o mundo...
Ame.......ame a tudo..... e a todos.....
Não ignore a fome....a morte....
As pessoas ao seu redor....
Faça sempre delas a sua razão de viver.....
Olhe sempre à sua volta......
E veja quantos amigos.......têm...
Somos todos iguais...todos diferentes.....
Já fez alguém feliz hoje?
....se não fez......então faça.....
Não corra..... para quê tanta pressa?
Sonhe...viva...
Não prejudique ninguém .....
Chore.....lute....
Faça da vida aquilo que mais gosta......
Aquilo que mais ama....
Sinta o que há dentro de ti ....e vá à luta ......
Seja feliz ...com a felicidade dos outros.....
Faça dos seus obstáculos...... os seus degraus......
Daqueles que não conseguem....ou não querem...
Subir a escada da vida....da felicidade....
Descubra tudo aquilo que há de bom dentro de ti.
E agradeça Deus todos os dias......
Ás vezes....no meio da noite....noites...
Sem sono.....sinto uma grande saudade.....
E fico a pensar em ti....meu amor.!.
Queria ler-te lentamente meu amor.
Como se fosses poesia num livro esquecido.
Quantas vezes esperei-te e desesperei.
Quantas vezes pensei que nunca mais chegavas.
Quantas vezes senti o coração a rebentar.
Quantas vezes tremi calada dos beijos que demos.
Quantas vezes entreguei-te o meu corpo sem palavras.
Quantas vezes eu já morri nos teus braços meu amor.!
Há noites em que perco o sono
Noites que são dolorosas
E choro em desespero
A noite já vai muito longa
E as lágrimas e a chuva
Molham o vidro das janelas
Vagueio pela casa, assalto o frigorífico.
Ninguém me vê, estão todos a dormir.
Eu vou contando as horas, os minutos
Fico a ouvir os barulhos da noite.
Olho para a minha amiga lua à espera do sono!!
Que dor é esta que atormenta-me?
O pensamento...
A alma a toda a hora.
Que mágoa é esta que ainda sustenta-me?
E que não se vai embora.
Que sentimento é este que fere-me?
Com tanta intensidade.
Que mata tudo por dentro.
A saudade
O desejo
Que vive dentro de mim.
Nas sombras escuras.
Nostálgicas...
Chegam num momento.
Vestindo o meu corpo de tormento!
Ser criança deixou saudades
Já subi serras de fragas e montes
Desci montes, lameiros e planícies
Entre giestas, estevas e fragas
Pisei areia branca, preta vulcânica
O asfalto quente da estrada
A lama sujou o meu vestido bordado
Rasguei as minhas calças ao descer da árvore
Andei a beira do rio e tomei banho
Vasculhei uma gruta e entrei num buraco escuro
Corri muito, hoje muito pouco, confesso
Como era bom ser criança, as saudades já são muitas!
Sonho contigo, contigo meu amor.
Enquanto adormeço, tu com carinho.
Tomas-me a alma, o corpo, o coração.
Envolves-me em sensações novas.
Remexendo os meus sentidos.
Já quase esquecidas, num grande vazio.
Sonho contigo, contigo meu amor!
Eu queria fazer um poema.
um poema para acalmar o teu coração.
Dizer-te ao ouvido todas as palavras.
de amor e de esperança para sentires o teu corpo flutuar.!
Os sonhos dormem.....
dormem embalados por desencantos.
Adormecem nos dias mornos dos céus cinzentos.
Sonolentos de dia.....
de noite onde vivem sem abrir os olhos.
E as flores secam no jardim de repente....
como os orvalhos sem manhãs!
Desejo nunca ter medo da vida.
E muito menos de vivê-la.
Afinal não há caminhos sem tempestades.
Nem estradas sem buracos.
Que seja sempre um sonhador.
Com disciplina e coerência.
Que nunca seja uma pessoa frustrada.
Nas dificuldades que a vida apresenta!
Que natureza é a nossa....
Que bebemos o sangue das intrigas...
Criamos boatos fúteis e inúteis!
Que natureza é a nossa...
Sangramos os outros com a maldade...
Muitas vezes alheios a nós!
Que natureza é a nossa....
selvagens banhamo-nos no sangue inocente....
do sofrimento e das lágrimas dos outros!
Que natureza é a nossa....
sugamos o sangue das veias com inveja..
e das dificuldades dos outros!
Esta dor que desconheço
É tamanha
Nem sei se é o cansaço que me leva.
Que me chama
Que se esconde no limite.
Que faz meus lábios tremerem
Absorverem o choro.
Acordo e durmo
Entregue ao impulso inconsciente, consciente.
Em que transformo-me no tempo
Tempo intocável.
Da vida bandida
Doida
Enfurecida
Porquê resistir a tanta dor!
Porque dói-me tanto?
As ausências e as partidas.
Porque sinto a chuva em mim?
Dos vendavais e dos temporais.
Porque a dor entra em mim?
Instalando-se, enchendo os dias tristes!
Gritei amor
Tentei gritar o teu nome.
Para esquecer-me de ti
Sei lá porquê, não perguntes.
Agora ouve...
Ouve meu amor, o meu fôlego
A chamar-te...
A gritar por ti.
Sente meu amor...
Sente o meu silêncio a beijar-te.
Não vás...
Que o lume acabou de acender.
Para nos devorar no escuro.
Onde seremos eternos amantes.
Como a alcateia dos lobos.
Que a nosso lado pernoitam meu amor!
Devaneios da mente.....
sentidos no corpo.
Veneno do escorpião espalhado pela alma.
Salva-me da lama movediça de mim mesmo.
Nos silêncios feitos em versos.....
em poemas ardentes.
Páginas escritas em branco de promessas em fuga.
Inventas um deserto....
onde só existe a tua boca....
na minha.
Acaricias o meu corpo....
com carinho como só tu sabes!