Pular para o conteúdo

Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

Que o Senhor vá por onde não podemos ir - Ou não queiramos ir E faça o que nós não podemos fazer
Continuar lendo

Que o Senhor vá por onde não podemos ir - Ou não queiramos ir E faça o que nós não podemos fazer - Ou não queiramos fazer.

SOZINHAs ESTAMOS ESTAREMOS Eu sinto a minha existência em qualquer lugar Mas se eu não perceber morro a ouvir os teus passos
Continuar lendo

SOZINHAs ESTAMOS ESTAREMOS Eu sinto a minha existência em qualquer lugar Mas se eu não perceber morro a ouvir os teus passos Um dia partirei para longe deste mundo sozinha Mas pretendo deixar um pouco de mim no teu ar Eu já sei, sei que ninguém morrerá comigo Nas brumas, dos dias, das noites, esta minha alma partida Por palavras sentidas nesta noite, sem vestígio de alegria Pensamentos presentes com sentimentos de saudades tuas Na esperança de um desabafo que continua escuro O meu mundo é uma sintonia que procura por ti Que me faz querer-te, que me faz dizer, o que sinto Um dia partirei, eu já sei que ninguém morrerá comigo.

AROMA FORTE Escuta-me em silêncio, ouve o meu silêncio Entre o molho holandês refeito pela segunda vez
Continuar lendo

AROMA FORTE Escuta-me em silêncio, ouve o meu silêncio Entre o molho holandês refeito pela segunda vez Palavras ditas, silenciosas no olhar de altos e baixos De embalados morangos doces do nosso Alentejo Chá fresco ou quente com hortelã pimenta, no quarto Fogo de pensamentos entre paixões e desejos nossos Amante amoroso, sentinela dos teus, dos meus sonhos Cúmplice na alma, canela posta no arroz doce ou aletria Quente corpo nu, cantos sonolentos que gritam a raiva Sonhos trancados, açúcar queimado no doce leite creme Perdida paisagem no deserto de agitação estéril de ilusões Doce de abóbora com requeijão, leva à loucura qualquer paixão Noite de poucas palavras no sentir como um amor infinito Escuta-me em silêncio, ouve-me em silêncio ao vento Na imaginação das lembranças maravilhosas perfumadas De rosmanhinho na abnegação de não conseguir suprimir A curta distância de um delírio no aroma forte de gengibre.

PASSADO PRESENTE Agora as minhas horas evocam o silêncio De amar tanto nas memórias do passado
Continuar lendo

PASSADO PRESENTE Agora as minhas horas evocam o silêncio De amar tanto nas memórias do passado Erva de coentros, semente de mostarda A minha alma guarda as lágrimas que secaram Nas varas da canela ou no cravo da índia O meu coração, já não está ou sente-se magoado No sabor entre o alho, gengibre ou malagueta São agora apenas lembranças levadas pela água Que corre nas margens das raízes dos choupos Folhas velhas da vida amareladas pela chuva Soltas pelo vento, da erva-doce e da canela São folhas de louro à deriva, no bacalhau no forno Levadas ao sabor da ventania. arrastadas na noz mostarda Esquecidas, lembradas no paladar do tempo Manjericão num navio naufragado, talvez já sem glória Raminho de alecrim para alegrar os nossos momentos Como gosto do queijo de cabra, é forte como os teus braços Evoco o silêncio de amar-te tanto nas memórias do presente.