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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

"MORRER VELHO OU NOVO" Meu amor(marido)Meus amores(filhos) Escrevo de mim antes de envelhecer
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"MORRER VELHO OU NOVO" Meu amor(marido)Meus amores(filhos) Escrevo de mim antes de envelhecer Tudo o que sai de mim voa, para o papel. Tudo vai-se, tudo esvai-se, permanece talvez só meu. Nada em mim fica, do que vocês já não amem Meus amores, um sorriso cultiva tantas vezes O silêncio gentilmente disfarçado Num poema triste de palavras minhas Do teu silêncio ou silêncio nosso Por isso quando o meu corpo estiver cansado Talvez já cansado de mim, meus amores Na minha modesta velhice Deixa-me ser criança ainda que não aches graça Deixa-me falar, ficar rabugenta Zangada comigo e com a vida, tenho esse direito Quando não quiser falar Deixa-me com o meu silêncio, com os meus botões Respeitem a minha vontade Pois apesar da velhice Talvez a minha memória esteja boa, ou não Eu nunca me importei com o que as pessoas pensam Não é agora que me vou importar Não tenham vergonha de andarem comigo Deixem-me ser criança Apesar de ser velha devo ter uma alma irrequieta Não me deixem sozinha Mas gosto de observar-vos Sempre gostei de vos ver à minha maneira, tão minha Observar-vos era e é para mim uma bênção dos céus Sejam amorosos comigo, quando eu começar a dar mais trabalho Pacientes como eu fui com vocês, meus amores Todos vamos chegar a ser velhos Se não chegarmos é porque morreremos novos Será melhor morrer novo ou velho? Espero que Deus seja bom na minha escolha Se não mais uns anos nos espera, nesta velhice já anunciada.

"PEDAÇOS DE MIM" Pedaços de mim, pedaços da vida Caídos no mais profundo de mim
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"PEDAÇOS DE MIM" Pedaços de mim, pedaços da vida Caídos no mais profundo de mim Enluto-me de preto aveludado Num tributo à lua visto-me de noite Como a lua, tem fases, oculto a minha dor Sob a cicatriz repousa em silêncio a ferida Vestida de vermelho porque me deleito Com o teu olhar inibido, os teus olhos me despem. Rabiscos como repousa a dor da árvore cortada. Traços vincados diante do espelho O olhar dela sempre se desviava para as rugas Nunca olhava nos seus olhos tinha medo De ver a sua pobre alma enrugada Um dia a sua alma teria menos rugas que seu rosto. E as rugas do rosto teriam menos importância Pedaços da vida caídos no mais profundo de mim Poço de dor, de memórias, lembranças delicadas De uma vida repleta de felicidade feita de pedaços Da vida e talvez pedaços de mim.

MOLDURA Moldura da manhã Fria como o gelo
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MOLDURA Moldura da manhã Fria como o gelo Imerso em mim mesma Cravo a dor de um amor perdido Estrada infinita Cheia de noite sem luz Remoendo os pensamentos mais cruéis Inverno sem cor louco de amor Simplesmente branco como a neve Ilusões passageiras do abismo da poesia Sorte delirante de um poeta Perdido com um grão de areia Decadência em cada verso escrito Sonhos que morrem nos becos das esquinas Nas sarjetas imundas, abandonado à sua pouca sorte.!

TEMPO DE AMAR Ser mulher Entre as linhas e os suspiros
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TEMPO DE AMAR Ser mulher Entre as linhas e os suspiros Entre o silêncio, entre ferro e fogo Piano de teclas vibrantes, abafadas Mergulho de palavras, secas na boca Cheios da noite, rasgadas no sentimento Ama as estrelas, as dores, lágrimas comuns Escreve na sua imperfeita, a perfeita melodia Vícios de palavras despidas, rasgadas de tinta Inventa um poema de letras mudas, sentidas Mulher de coragem suspira de saudade De amor, eternizando os sonhos, os sorrisos Entre outros momentos.

"GRITO" Este grito preso na garganta. Este olhar de tristeza
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"GRITO" Este grito preso na garganta. Este olhar de tristeza Faz transparecer a dor Todo o sofrimento e lamento Caminhas sempre nos meus pensamentos A noite é sempre a melhor companhia Procuras entender A dor que cessa no meu peito Olhas o céu escuro Com as lágrimas a cair do meu rosto Pedindo respostas a tantas perguntas Na esperança de encontrar a paz remendada Cansada de esperar a cada decepção Vida sofrida de um coração doente, que clama por ti As palavras são espinhos que ferem a alma Escritas faladas de milhares de formas Que nunca se pondera expressar De amor, de dor, de lamento, de pranto.

"SINFONIA" Passeiam os escritos da minha poesia Pensamentos tão meus em versos
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"SINFONIA" Passeiam os escritos da minha poesia Pensamentos tão meus em versos ................. Que vestem-se de letras, com as palavras Amo-te, sonhei contigo a noite inteira ..................... No expoente de todo o meu sentimento Onde o meu beijo desaguou na tua boca ........................... O teu olhar me fez viajar, ao ir além dum sonho Sonho lentamente, numa tarde com palavras ............................. Que suporta qualquer destino, sem horizonte Outono gracioso, apaixonado, quente tão nosso .............................. Que marchariam a nu, todos os poemas ousados Num futuro que será sempre nosso, muito mais do que .................................. Posso explicar a escrever com a cumplicidade Desde o meu respirar ao bater do meu coração ................................. Sabendo que sou só tua em cada acorde dum violão Nas notas que toca uma sinfonia linda, uma sinfonia antiga.

"SÍLABAS" Espelho meu Este espelho que é a nossa alma.
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"SÍLABAS" Espelho meu Este espelho que é a nossa alma. Que tantas vezes nos fascina. Somos como peças perdidas. Vendavais; tempestades... Somos o que deixamos de ser. O nosso próprio reflexo. Árvore esquecida, sofrida. Na sofreguidão do ter. Esquecemos, não amamos. Sonhamos sem viver. Vivemos sem nunca sonharmos! Por mais que tentem... Nunca acabarão com o amor e o ódio. Nem todos os cremes do mundo acabarão Com as rugas do nosso rosto. Nem com a dor da distância Nem com a saudade em cada sílaba que escrevo.

"ENQUANTO" Enquanto lês, escrevo em silêncio Enquanto fomos um do outro
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"ENQUANTO" Enquanto lês, escrevo em silêncio Enquanto fomos um do outro Enquanto o terço for meu no teu Enquanto o beijo tenha o gosto meu Enquanto fizeres o meu abraço teu Enquanto fores um berço meu Enquanto eu for um sorriso teu Enquanto fores um caminho meu Enquanto eu for um abrigo teu Serás amor e vida, bem vindo em mim

"ESPINHO" Nunca imaginei que um dia Me encontraria tão vazia
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"ESPINHO" Nunca imaginei que um dia Me encontraria tão vazia .................... Tão triste Como me encontro hoje. ............... A solidão isola-me Como as ondas do mar. ............... Na cama onde me deitava Havia rosas perfumadas ................ Agora só há espinhos Que me cortam a alma. ................ Sufoca-me a emoção A saudade, da minha solidão.!

Gosto dos dias chuvosos Da sua simplicidade, do café, chá quente A chuva é uma melodia agridoce, uma sinfonia
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Gosto dos dias chuvosos Da sua simplicidade, do café, chá quente A chuva é uma melodia agridoce, uma sinfonia Tocada pela melhor orquestra do nosso mundo São momentos melancólicos de palavras doces Que a chuva que cai destes dias ou noites Inundem os nossos corações de fé, de amor E transbordem de felicidade e alegria

SUSPIRO Com a luz dos teus olhos Sobre o brilho das estrelas
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SUSPIRO Com a luz dos teus olhos Sobre o brilho das estrelas A praia é iluminada Sente-se os reflexos da lua sobre o mar Dançamos a música do mar, sobre as suas ondas Passeamos com as nossas mãos entrelaçadas Sentimos as nossas almas ligadas Viajamos entre os nossos sonhos Entre os nossos desejos Suspiramos e beijamo-nos Nas asas dos ventos, onde nós, nos amamos loucamente Onde a nossa boca queima os nossos anseios !!

SOL DA MANHÃ Faz de mim meu amor a tua metade Faz do meu peito
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SOL DA MANHÃ Faz de mim meu amor a tua metade Faz do meu peito Do meu corpo, o teu lar Faz da saudade Uma recordação que habita em mim Desnuda os meus medos Por uns simples momentos Por momentos ama-me Tanto como eu te amo. Procuro-te em sonhos calada Nas horas tardias da madrugada. Deixa-me padecer no teu beijo Como no escárnio do amor que sinto. Por uns simples segundos Almanejo abraçar-te com o meu corpo. Roubaste-me o coração Onde vagueias pelas noites Tristes do fado calado. Peço-te meu amor, que me bombeies O coração já tão fatigado Que me desnudes o corpo Que me dispas a alma Que desvendas o coração Nas juras provadas Nas palavras caladas Nas promessas de amor. Dá-me um abraço para eternidade Um beijo para calar os meus desejos. Fica comigo esta noite Esta noite quero acordar contigo Para ver o sol pela manhã.

SOLIDÃO Eco das fragas Grito de dor
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SOLIDÃO Eco das fragas Grito de dor .......... Giesta queimada solidão na serra ........ Uivo do lobo fome no caminho ........ Grutas no monte sombras escuras .......... Semeamos a terra fértil seara ........ Estevas perfumadas dormir ao relento ........... Corriça vazia pastor só ....... Escola vazia tempo perdido .......... Aldeia perdida morte certa.!

"CARRIL DE EMOÇÕES" Escrevo as palavras que atravessam a alma Como um carril de emoções nos atalhos da vida
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"CARRIL DE EMOÇÕES" Escrevo as palavras que atravessam a alma Como um carril de emoções nos atalhos da vida As letras viajam na escuridão dos túneis Onde resvalam nos pedragulhos dos carris Das vertigens do nosso silêncio. As sílabas escoam os gritos descarrilhados O poema nasce da dor do poeta que morre de amor Ventre sofrido ao parir as letras De um amado sentido poema Palavras escritas na alma num carril enferrujado Sem gestos nas mãos evasivas de um doce silêncio Estação velha sem viajantes Onde as palavras tem um travo amargo O vinho em cima da mesinha de cabeceira esta azedo As salivas fogem do poeta no bolso das calças Historia inventada de palavras Nos carris numa passagem de nível Ferindo os pensamentos de gestos estranhos Desperdiçando as palavras escritas numa folha em branco Na memória de um poema nos tuneis Dos atalhos da vida sem tortura.

"AMO-TE" Amo-te, porque eu sei Sinto-o meu amor no meu peito
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"AMO-TE" Amo-te, porque eu sei Sinto-o meu amor no meu peito Como o vento que bate na minha face Como a chuva que cai pelos meus cabelos Como o sol que ilumina o meu rosto Como um dia que nasce de novo Como a noite traz a lua ou a escuridão Como as estrelas brilham no céu Eu sei porque eu amo-te simplesmente Dos meus, dos teus olhos que falam Dos meus, dos teus lábios que beijam Dos nossos abraços que o coração sente Dos gestos sentidos, das frias tardes de inverno Das quentes manhãs do verão Das frescas noites de Primavera. Amo-te, porque eu sei, sinto-o no meu peito. AME E SEJA FELIZ

"BEIJO" O nosso beijo perdeu o sabor. O nosso corpo perdeu a cor
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"BEIJO" O nosso beijo perdeu o sabor. O nosso corpo perdeu a cor Os olhos choram de um abraço O mundo esta vazio sem ti Quero-te de volta a minha vida Para me ensinares a amar outra vez O corpo morre no meio da noite Para que nasça a alma no amor O nosso beijo ganhou a cor O nosso corpo ganhou o sabor O nossa alma renasce no amor O nossos olhos ardem de paixão

"MALDADE" Esta sede de escrever Que cresce dentro de mim.
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"MALDADE" Esta sede de escrever Que cresce dentro de mim. Mais uma folha escrita, gravada no meu ser Para quem a quiser ler Não fica para os mortos, nem para os vivos São muitas noites, muitos dias Muitas mágoas, muitas alegrias Os homens são como, os lobos famintos Que descem à aldeia, onde espreitam Um descuido só para atacar O homem abre as portas à dor A miséria a toda hora, o nosso mundo Está sem trilho, sem tempo Com medo de acender, de ter a luz acesa Para que não fique esquecido Fica escrito, gravado para todo o sempre Para que no futuro possam ler, ouvir Mesmo que o queiram destruir Os homens são piores que os lobos famintos Que espreitam, um só descuido para atacar Abrem as portas a tudo que os fazem sofrer A maldade, a luxúria, a avareza, ao materialismo puro.

"ESPELHO ENCANTADO" Deste lado do espelho Apenas eco de palavras.
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"ESPELHO ENCANTADO" Deste lado do espelho Apenas eco de palavras. Entre o silêncio que chama Das minhas, das tuas incertezas Assisto ao bailado dos dias que não entendo Bebo este vinho entardecido numa garrafa Que como eu não respirou. Fogo em que me queimo, no silêncio espero Vem-me à memória os dias em que o céu rasgou-se Para trazer-me a embriaguez das palavras. É como beber a incerteza E decantá-la no odor das palavras Capto-lhes o sabor, bebo-as de esperança Engano-me, como me engano aqui deste lado do espelho O perfume do teu olhar, do teu corpo oferecido Feito de lenha, para arder, queimar. Soam as badaladas de um relógio maluco Que resolveu cantar as avé-marias ao meu ouvido. Olhar suspenso de lágrimas cansadas De um espelho numa casa vazia, abandonada Por alguém que vos olha do outro lado do tempo sem sorrir!

"DESÇO NA ESPERANÇA" Desço, a rua escura Mal iluminada, empedrada
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"DESÇO NA ESPERANÇA" Desço, a rua escura Mal iluminada, empedrada Desço-a ao sabor Do vento de pés descalços Lentamente As noites douradas descem as serras O rio passa pelas árvores Olmos que balançam Brincam com as folhas caídas, coloridas no outono Alma incompreendida envolta numa esfera de sonhos Chega à vila envolta de solidão Na alta madrugada Inegável capacidade De sempre em permanecer sozinha Compreensão incompreendida Que procura por um navio Que traga um tesouro E que juntos naveguem por mares Onde a noite na serra, seja iluminada Com o brilho das estrelas. Alegre como as águas do rio Perfumada como as flores do campo. Desço a rua escura, empedrada Mal iluminada, ao sabor do vento Entre as águas do rio de pés descalços Desço na corrente da esperança. 02-01-2015

"CASA DAS PALAVRAS" Contigo os meus olhos não te largam Não te deixam, viajar para longe de mim
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"CASA DAS PALAVRAS" Contigo os meus olhos não te largam Não te deixam, viajar para longe de mim As minhas lágrimas, precipitam-se abruptamente Dou-te um tempo, para reencontrar-te Dou-te um beijo, um abraço na alma Noite eterna que esqueceu-se de esperar Como se não fosse fácil acreditar Tal como o amor, o tempo Pode não ser mais que um mercador de palavras. Nada sente na sua loucura estilhaçada. Nem as pedras dos distraídos Onde alcançarão os vidros partidos das janelas Sem vidros, sem portadas Numa casa abandonada por todas as palavras A minha mão cravou na tua, porque não quer que tu vás. Tocou na tua alma Onde perco-te nessa imensidão de felicidade.