Só quem Não ama É que não perdoa
Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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Só o meu amor Respira No teu corpo
Ando com as flores Em poesia nos meus pés
Ilumina a minha solidão E eu entrego-te a noite nua
Os meus sapatos São flores em poesia
Não carregue mágoas Mas sim belas rosas
A poesia é um belo sapato perfumado
Que a minha loucura Seja um regaço de flores
Cobre a minha solidão Que eu te entrego a lua
VIDA DE DESENCANTO Não há mais sepulcros Não há mais sonhos
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VIDA DE DESENCANTO Não há mais sepulcros Não há mais sonhos Não há mais encanto Não há mais rosas Não há mais pétalas Não há mais amor Não há mais desejo Só há sombras Só há lágrimas Só há vácuos Não há manhãs Não há noites Não há mel Nesta vida curta De tantos desencantos.
As minhas rugas são o livro Mais bonito do meu rosto
A minha pele é um livro aberto Uma página escrita da minha vida Leio-me pelos caminhos que em cada ruga
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A minha pele é um livro aberto Uma página escrita da minha vida Leio-me pelos caminhos que em cada ruga Percorre a minha pele, como uma nascente Que se torna num rio que vive correndo para o mar Revelando a todos que me acompanham tudo que vivi.
AMO TUDO EM TI Amo o castanho dos teus olhos Amo o mar que tu tens por dentro
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AMO TUDO EM TI Amo o castanho dos teus olhos Amo o mar que tu tens por dentro Amo a profundidade dos teus abismos Amo a complexidade do teu ser Amo a loucura que vejo em ti Amo todos os teus pensamentos Amo tudo em ti, em ti meu amor Veste a tua boca com a minha Que eu te darei o meu silêncio
A minha pele é um livro aberto Uma página escrita da minha vida Leio-me pelos caminhos das minhas rugas
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A minha pele é um livro aberto Uma página escrita da minha vida Leio-me pelos caminhos das minhas rugas Revelando a todos que me acompanham Tudo que vivi.
DURANTE MUITO TEMPO Durante muito tempo Perdi a esperança
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DURANTE MUITO TEMPO Durante muito tempo Perdi a esperança Mesmo quando chorava Esperava ver o sol Mesmo longe de casa Esperava sempre voltar A ver a tua presença Mesmo quando chovia No meu coração Ficava com esperança De poder ver o sol Encontrei nas palavras A forma de expor todos Os meus sentimentos E pensamentos Acerca do amor e da dor De tudo que me rodeia.
O MEU MAR O mar da minha alma, do meu coração Que enamorada de ti me encontro
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O MEU MAR O mar da minha alma, do meu coração Que enamorada de ti me encontro Olhar-te me causa espanto O mar que é uma sepultura aberta Que as saudades deixam tristeza No peito como uma ferida aberta Mesmo o mar sendo traiçoeiro Nunca será ignorante, malcriado Incompetente e tão insignificante.
Veste a tua boca com a minha Que eu te darei o meu silêncio
Mesmo quando eu Não estiver aqui Eu sei que vou
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Mesmo quando eu Não estiver aqui Eu sei que vou Andar por aqui
AMOR Amor Sente-me
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AMOR Amor Sente-me Como um doce suspiro Beija-me Como se o mundo acabasse Enlouquece-me Como se tu fosses louco Ama-me Como se me fosses perder Procura-me Como se nunca me tivesses tido Agarra-me Como se eu fosse desaparecer Deseja-me Como se não existisse mais ninguém Ama-me hoje, amanhã, eu só existo contigo.
Ninguém é feliz sozinho Há sempre um amor E um copo de vinho
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Ninguém é feliz sozinho Há sempre um amor E um copo de vinho Ou ainda umas uvas doces Para amar sem medida ou pudor Nesta arte de amar loucamente.
Escrevemos para juntar todos Os pedaços que se quebram de nós Entre as vinhas de videiras secas
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Escrevemos para juntar todos Os pedaços que se quebram de nós Entre as vinhas de videiras secas No vinho que bebemos com amor Escrevemos para juntar todos Os pedaços que se quebram de nós Entre as vinhas de uva doces No vinho que bebemos com amor
Malditos são os que pregam a conciliação Mas agem com deslealdade
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Malditos são os que pregam a conciliação Mas agem com deslealdade Neste mundo de tanta maldade.
OUVE OS MEUS GRITOS Ouve os meus gritos calados Mudos de outros dias
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OUVE OS MEUS GRITOS Ouve os meus gritos calados Mudos de outros dias Nas palavras silenciosas Arranca com as tuas mãos Todos os meus desejos Todas as minhas dores presas A minha própria ansiedade Escritas no livro desassossego Faz trovar os sons do amor Que são ensurdecedores Nos desejos sentidos no corpo Dentro da minha alma presa De uma prisão sem portas, sem grades Os olhos choram pensamentos Molham as dúvidas dos dias Das mágoas, das mãos frias Na fogueira que arde em carícias Na solidão escondidas de mim Da solidão que arde comigo Palavras que embalam a dúvida Do teu ou do meu amargo feliz coração.
ESTÁ A MORRER A GERAÇÃO DOS NOSSOS PAIS Está a morrer a geração dos nossos pais Que com sentimento matava a fome que a vida lhe ia dando
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ESTÁ A MORRER A GERAÇÃO DOS NOSSOS PAIS Está a morrer a geração dos nossos pais Que com sentimento matava a fome que a vida lhe ia dando Já a nova geração é tudo fútil sem sentimento Quanto mais têm, mais querem, sem dar valor a nada Está a morrer a geração dos meus, dos teus pais Aquela que sem estudos educou os filhos como sabia Com firmeza, respeito, fé, humildade e perdão Apesar de terem muito pouco, nunca deixou de faltar o pão na mesa Que nunca faltasse o mínimo em casa ou o indispensável Que nos ensinou valores que hoje ninguém dá valor Como o respeito pela vida humana, o amor pelos outros A geração que ensinava os rapazes sobre o respeito e valor das mulheres E as raparigas o respeito e valor dos homens em casa Que deviam respeitar com amor cada indivíduo cada decisão Estão a morrer aquela geração que podiam viver com pouca ostentação Sem ficarem tristes pela pouca riqueza que tinham, mesmo assim eram felizes Aquela geração que começou a trabalhar em crianças sem tempo para brincar Pois tinham que ajudar em casa, ajudar a criar os irmãos, sem se queixarem Aquela geração que mesmos em tenra idade tinha já valores como responsabilidade Morrem aqueles que nos ajudaram a crescer, em muitos casos ajudaram a criar Os netos , eles que passaram por tantas dificuldades para criar os seus Sem nunca desistir, aquela geração que nos ensinou a viver com dignidade Com fé, com amor, com lealdade, com humildade, com perdão, com sabedoria Com esperança, sem amargura no coração, morrem aqueles que depois De uma vida feita de tantos sacrifícios, de tantas dificuldades Que fizeram durante toda a sua vida, hoje têm as mãos enrugadas A testa franzida, a cara cheia de rugas e de tantas mazelas Que a vida lhes foi dando e mesmo assim com um lindo sorriso E sempre com a cabeça erguida e com o coração em pedacinhos É essa geração que nos ensinou tantas coisas durante a nossa vida e fomos felizes Que nos deram a vida está a morrer, a morrer sem que nada passamos fazer A geração que tanto lutaram pequenas crianças que tiveram que crescer rápido Bendita, bendita seja a geração que nos amou tanto e que tanto nos ensinou A geração dos nossos queridos pais