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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

⁠ABRAÇO-TE NUM AMOR ONDE As palavras que hoje escrevo São as mesmas que eu senti ontem
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⁠ABRAÇO-TE NUM AMOR ONDE As palavras que hoje escrevo São as mesmas que eu senti ontem Que elas naveguem entre as sílabas De um mar de amor repleto de carícias Que te acordam nas ondas de felicidade E te sorriam como um belo jardim Abraçando-te nas palavras escritas.

⁠SIM AMOR Amor No teu corpo
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⁠SIM AMOR Amor No teu corpo Eu puxo Repuxo Amo Envolvo Abnego Desejo Abraço Contesto Embrulho Enrolo Escondo Implico Intrometo Invado Revolto Deito Deleito Revolvo Acorrento Amarrado Embriago Viro Reviro Sinto Choro Sorrio Rascunho A minha vida Mas nunca ressaco.

A vida é um apeadeiro de memórias A casa velha continua muito bela Apesar dos anos que vai passado por ela
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A vida é um apeadeiro de memórias A casa velha continua muito bela Apesar dos anos que vai passado por ela Paredes de pedra de cal já gasta As árvores são versos que a terra Escreve no céu e os pássaros fazem casa Entre as memórias curtas de verão Da casa velha poucas lembranças guardo Mas sim dos fantasmas que oiço E que nas suas caves ainda habitam A vida é um apeadeiro de partidas e chegadas Onde viajamos nos sonhos e regressarmos à realidade É por a vida ser breve que agarro cada momento de felicidade

⁠Encontro poético meu ou teu ༻♡ Os corvos, os corpos e as pedras Mordem as letras, mastigam as palavras
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⁠Encontro poético meu ou teu ༻♡ Os corvos, os corpos e as pedras Mordem as letras, mastigam as palavras Cospem os sonetos, choram os poemas Lambem as frases, dilaceram os pensamentos Amam as prosas entre a lua e o sol Num encontro poético em poesia São as pétalas negras que ardem nos teus olhos Que pedem silêncio, numa adoração noturna Entre a minha boca e a tua que dança nas sombras Rasga o sol de resina preso na alma de clareada manhã Para semear rosas de tantas cores como está o teu coração O meu corpo deseja, palpita, ama, bajula, chora, preza, reclama Tantas vezes o peso do teu, neste encontro poético em amor.

⁠SOU UM VELHO DIÁRIO Sou um velho diário Deitado no lixo
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⁠SOU UM VELHO DIÁRIO Sou um velho diário Deitado no lixo Na areia esquecido Quando a dor não cabe no peito Fica na alma e transborda de insónia Sou um velho diário De rosto estampado, calor Fogo, alegria nostalgia e expressão Sou música, palavras, frases Um reviver, uma ilusão Do presente e do passado O meu diário é um amigo É uma doce companhia Pétalas de rosas entre as folhas secas Numa bela recordação Mas hoje querido diário será diferente Vou sorrir e voltar a viver Deste diário velho deitado no lixo Que tanto amou deixou saudade.

⁠AMO-TE EM DELÍRIO São as porcas letras que escrevo Que batem asas em delírios
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⁠AMO-TE EM DELÍRIO São as porcas letras que escrevo Que batem asas em delírios De tantos cravejados sonhos Nas quimeras que entulham poesias Do silêncio da tua voz com a minha E deixo que as todas as palavras sentidas Incendeiem-se, castrem-se, obliterem-se Exalem e refresquem em melodia na alma Florindo sentimentos meus, no teu coração Amo-te mais do que a minha alma alcança Entre as palavras escritas de velhas penas Com lágrimas, sorrisos que me inunda o peito Amar-te-ei mesmo depois das palavras voarem