Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
OUVE OS MEUS GRITOS Ouve os meus gritos calados Mudos de outros dias Nas palavras silenciosas Arranca com as tuas mãos Todos os meus desejos Todas as minhas dores presas A minha própria ansiedade Escritas no livro desassossego Faz trovar os sons do amor Que são ensurdecedores Nos desejos sentidos no corpo Dentro da minha alma presa De uma prisão sem portas, sem grades Os olhos choram pensamentos Molham as dúvidas dos dias Das mágoas, das mãos frias Na fogueira que arde em carícias Na solidão escondidas de mim Da solidão que arde comigo Palavras que embalam a dúvida Do teu ou do meu amargo feliz coração.
No pensador.ai desde