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Frases de Igor cabral

9 frases

Para todas as doenças do mundo O amor é a única cura!
Ela vem. Mais cedo ou mais tarde, já não importa —
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Ela vem. Mais cedo ou mais tarde, já não importa — ela vem. Obscuridade, vazio existencial, abismo além do bem e do mal. Nos tornamos parte daquilo que tememos, acolhidos por um frágil mecanismo de fuga, despertados como nunca antes. Vida — eu vi a sua face. Quando percebi o seu olhar voltando-se para mim, eu sofri. Eu desejei voltar, não ao coma, mas ao nada, bem além da morte.

trazer pra vista o que não se traduz há coisas que não cabem em palavras, como o silêncio entre dois olhares,
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trazer pra vista o que não se traduz há coisas que não cabem em palavras, como o silêncio entre dois olhares, ou o peso leve de uma saudade que não se nomeia. há gestos que falam mais do que a língua alcança, como o toque que diz “fica” sem nunca ter dito “vem”. trazer pra vista o que não se traduz é como tentar mostrar o cheiro da infância, o som da ausência, a cor de um pensamento que nunca foi dito. é desenhar com vento, escrever com pele, falar com olhos. é fazer do sentir uma linguagem, mesmo que o mundo não saiba ler. porque há verdades que só o coração entende, e há presenças que só se revelam quando o verbo se cala.

memória apagada me apagou da sua memória feito arquivo, como quem fecha uma janela sem olhar o céu.
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memória apagada me apagou da sua memória feito arquivo, como quem fecha uma janela sem olhar o céu. fui palavra que não coube na tua página, fui verso que não rimou com teu tempo. e no teu gesto simples, quase sem peso, desinstalou-se o que em mim era inteiro. não houve drama, nem despedida só o silêncio de quem não quer lembrar. mas eu, que ainda guardo tua voz em pastas invisíveis, sigo abrindo arquivos que você renomeou como nada. sigo lendo entre linhas o que você quis esquecer, como quem revisita cartas que nunca foram enviadas. porque há amores que não se apagam, mesmo quando deletados. eles ficam — em cache, em sombra, em sonho. em mim. 24/10/25

Impetuosa ⁠Eu não estou aqui. Já faz um tempo, mas não estou aqui.
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Impetuosa ⁠Eu não estou aqui. Já faz um tempo, mas não estou aqui. É como se minha consciência pairasse em outro lugar. Enquanto isso, o meu corpo se encontra fixado no tempo, onde há folhas mortas e paredes desbotadas. O céu está como jornais molhados — quase pingando, querendo cair. E eu... um ser tricotômico, que se iguala a mais uma natureza: o êxtase do momento. Meus olhos, cheios de água, não aguentam tamanha tristeza que o céu expõe. Se expande em mim léguas e léguas, mas não há horizontes, pois não sei pra onde ir. Como voltar pra casa, se já não me sinto em casa dentro de ti? Minha vida... Entendo o tempo lá fora. O que há em ti que me abrigue de volta? Por onde me levará o meu caminho, se ando perdido? Sem horizonte, sem mulher e sem direção. Ela vem... Ela vem como quem não quer muito, e sim o suficiente para apaziguar suas emoções. Por dentro da janela, eu a espio nervosa, como se fosse a única maneira de retribuir através da dor. Sem se importar com o que virá depois, ela simplesmente se derrama na cidade cinzenta, onde pessoas andam como cápsulas vazias em meio ao temporal. A chuva cai, e em meu coração troveja...