Frase de Igor cabral
memória apagada me apagou da sua memória feito arquivo, como quem fecha uma janela sem olhar o céu. fui palavra que não coube na tua página, fui verso que não rimou com teu tempo. e no teu gesto simples, quase sem peso, desinstalou-se o que em mim era inteiro. não houve drama, nem despedida só o silêncio de quem não quer lembrar. mas eu, que ainda guardo tua voz em pastas invisíveis, sigo abrindo arquivos que você renomeou como nada. sigo lendo entre linhas o que você quis esquecer, como quem revisita cartas que nunca foram enviadas. porque há amores que não se apagam, mesmo quando deletados. eles ficam — em cache, em sombra, em sonho. em mim. 24/10/25
No pensador.ai desde