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Frases de Ícaro Apoema

14 frases

Eu escorreguei minhas mãos pela sua coxa respeitando o limite da moral e do medo enquanto acariciava sua pele. E pedia que o tempo não acabasse com aquele dia tão esperado. Sim, esperado, desejado, treinado!
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Eu escorreguei minhas mãos pela sua coxa respeitando o limite da moral e do medo enquanto acariciava sua pele. E pedia que o tempo não acabasse com aquele dia tão esperado. Sim, esperado, desejado, treinado! Tantas vezes treinei sonhar esse momento enquanto deitava minha cabeça sobre o travesseiro e tantas outras quando fechava meus olhos em comunhão com o meu corpo. Sentia culpa de te ter em meus desejos, mas sempre sucumbia. Nada novo. Me acostumei com que não poderia ter. Olhei seus olhos e meu coração disparou, pois eu sabia que ali tinha algo malicioso, também cauteloso, mas oportuno. Será? Será que depois de tanto tempo? Respirei fundo e continuei a falar de um assunto qualquer, mas o meu pensamento só conseguia viajar pelos cachos de seus cabelos, um desenho perfeito com o contorno de seu rosto angelical, sua voz envolvente e sua boca que eu deseja mais que tudo naquele momento. Foram poucos minutos de conversa aleatórias e interesses secundários, mas que pareceram horas e horas até que nenhum dos dois aguentaram mais o desejo reprimido. As bocas se encontraram, as mãos não sabiam a direção, respiração ofegante, razão a escanteio e peças de roupas jogadas a esmo. Meu Deus! Imagine estar perdido no deserto por dias sob um calor infernal e depois de tanto caminhar e suplicar, encontra finalmente um bica d’água. Você bebe, bebe, bebe e a sede não sacia. E você quer mais, pois tem medo daquela fonte secar e ser ali a sua última oportunidade. Eu bebi, me encharquei com o suor dos nossos desejos, dos nossos quereres. Estava feito! Já li muitos poetas falarem de paixão de carnaval, mas a eles eu gostaria de gritar que vivi um amor de carnaval. Uma noite apenas que terminou na quarta feira de cinzas, mas era um amor porque estava por anos encubado, oculto, mal julgado. Esse amor, assim como o carnaval, passou, mas deixou marcas de felicidade tão profundas que cabe o ano inteiro lá.

Idealizamos o amor, mas talvez não pensamos nele com liberdade. Há um idealismo raso que não entende a complexidade do amor, que só se sabe ao sentir. Sentir está na aceitação e na visão dos olhos fechados.
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Idealizamos o amor, mas talvez não pensamos nele com liberdade. Há um idealismo raso que não entende a complexidade do amor, que só se sabe ao sentir. Sentir está na aceitação e na visão dos olhos fechados. O amor não cabe em caixas!

Primeiro amor Lembro-me das tardes de domingo E dos encontros furtivos pela cidade.
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Primeiro amor Lembro-me das tardes de domingo E dos encontros furtivos pela cidade. Lembro-me até do primeiro beijo pedido, Mas querendo ser roubado. Sinto o gosto da inocência, do carinho e do desejo de apenas olhar-te Guardo, com carinho de uma criança que guarda seus primeiros brinquedos As nossas conversas jogadas ao vento e sem grandes pretenções. Quando fecho os meus olhos, ouço as suas risadas achando graça do que eu não conhecia e, de quando nossa maior vontade era não ver o sol anunciar o fim do dia. Esses sentimentos são, pra mim Como uma obra de arte rara e sem valor estimado. Tem nele todas as cores, todas as emoções e nenhum significado capaz de explicar o quanto esse amor marcou em mim. Se olhar pra dentro, com muita atenção. Ainda ouço o eco harmonioso do seu coração.

Amar-te Amar-te ei, como quem nunca se sentiu amar Pensarei não perceber o coração acelerar
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Amar-te Amar-te ei, como quem nunca se sentiu amar Pensarei não perceber o coração acelerar Negarei quando os desejos sussurrarem em meu ouvido Os mais ardentes sonhos da sua pele desbravar Não direi jamais que borboletas roubam o meu ar E que a luz da lua clareia o líquido que denuncia meu pensar Em verdade, nunca direi das noites que só dormi, depois de uma vida inteira planejar Desde aquele beijo estranho em um banco de praça até as flores a caminho do altar Amar-te ei, em segredo como fazem as estrelas Que de longe confundem o imenso azul do céu com o infinito azul do mar.

REGISTRO DA PAUSA Os dias estão mais longos. Não, os dias estão mais curtos.
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REGISTRO DA PAUSA Os dias estão mais longos. Não, os dias estão mais curtos. De certo não sabemos já que a muito perdemos a noção do tempo, nos ponteiros do relógio. Tivemos que ver o tempo parar Para ver ele passar. Tivemos que esquecer o tempo Para lembrar que nas tardes de outono O céu se torna rosa e grená. A abrupta parada do mundo Desorganizou os encontros Restabeleceu os relacionamentos E definiu o caos como ponto de partida Há grandes oportunidades Na organização do caos Tolo daquele que vê, mas não enxerga A mudança que tímida se achega Que possamos ter coragem de olhar Para dentro de si e para dentro do lar E não tenhamos pressa de conversar Quando o assunto for a viver a vida E quando for a hora de pagar Os abraços que a muito deixamos de dar Que possamos ouvir com atenção As batidas harmonizadas do coração Das lágrimas carregadas de empatia Que de litros havemos de derramar Deixemos de apenas existir E deixar o tempo passar Chegou a hora de pensar Se comandamos ou deixamos comandar ? Quanto tempo cabe em um abraço a beira-mar ? Tudo passa, humanidade. E isso também irá passar!

Desperto tranquilo e abro a janela do meu quarto Ao longe vejo uma linha horizontal de cor dourada e sem ruídos No céu, um rosa púrpura desbrava corajosamente a imensidão do azul
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Desperto tranquilo e abro a janela do meu quarto Ao longe vejo uma linha horizontal de cor dourada e sem ruídos No céu, um rosa púrpura desbrava corajosamente a imensidão do azul quase negro da madrugada. Uns chamam de autora, eu chamo de você.

É preciso ter cuidado ao fechar os olhos e não naufragar como um navio à deriva no mar. Segue a vida, marinheiro
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É preciso ter cuidado ao fechar os olhos e não naufragar como um navio à deriva no mar. Segue a vida, marinheiro Pois se escolhestes a liberdade Tens um preço a pagar. Chora tuas mágoas Recolha suas frustrações Olhe a frente, vento em popa Construa com cada parada A fortaleza que te sustentará Até finalmente o barco ancorar Tens dentro desse oceano no peito Todas as pérolas da sua jornada Para que você nunca se esqueça Que mesmo tal beleza foi um dia Um pequeno grão de areia.