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Frase de Ícaro Apoema

Amar-te Amar-te ei, como quem nunca se sentiu amar Pensarei não perceber o coração acelerar Negarei quando os desejos sussurrarem em meu ouvido Os mais ardentes sonhos da sua pele desbravar Não direi jamais que borboletas roubam o meu ar E que a luz da lua clareia o líquido que denuncia meu pensar Em verdade, nunca direi das noites que só dormi, depois de uma vida inteira planejar Desde aquele beijo estranho em um banco de praça até as flores a caminho do altar Amar-te ei, em segredo como fazem as estrelas Que de longe confundem o imenso azul do céu com o infinito azul do mar.

Ícaro Apoema

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Eu escorreguei minhas mãos pela sua coxa respeitando o limite da moral e do medo enquanto acariciava sua pele. E pedia que o tempo não acabasse com aquele dia tão esperado. Sim, esperado, desejado, treinado!
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Eu escorreguei minhas mãos pela sua coxa respeitando o limite da moral e do medo enquanto acariciava sua pele. E pedia que o tempo não acabasse com aquele dia tão esperado. Sim, esperado, desejado, treinado! Tantas vezes treinei sonhar esse momento enquanto deitava minha cabeça sobre o travesseiro e tantas outras quando fechava meus olhos em comunhão com o meu corpo. Sentia culpa de te ter em meus desejos, mas sempre sucumbia. Nada novo. Me acostumei com que não poderia ter. Olhei seus olhos e meu coração disparou, pois eu sabia que ali tinha algo malicioso, também cauteloso, mas oportuno. Será? Será que depois de tanto tempo? Respirei fundo e continuei a falar de um assunto qualquer, mas o meu pensamento só conseguia viajar pelos cachos de seus cabelos, um desenho perfeito com o contorno de seu rosto angelical, sua voz envolvente e sua boca que eu deseja mais que tudo naquele momento. Foram poucos minutos de conversa aleatórias e interesses secundários, mas que pareceram horas e horas até que nenhum dos dois aguentaram mais o desejo reprimido. As bocas se encontraram, as mãos não sabiam a direção, respiração ofegante, razão a escanteio e peças de roupas jogadas a esmo. Meu Deus! Imagine estar perdido no deserto por dias sob um calor infernal e depois de tanto caminhar e suplicar, encontra finalmente um bica d’água. Você bebe, bebe, bebe e a sede não sacia. E você quer mais, pois tem medo daquela fonte secar e ser ali a sua última oportunidade. Eu bebi, me encharquei com o suor dos nossos desejos, dos nossos quereres. Estava feito! Já li muitos poetas falarem de paixão de carnaval, mas a eles eu gostaria de gritar que vivi um amor de carnaval. Uma noite apenas que terminou na quarta feira de cinzas, mas era um amor porque estava por anos encubado, oculto, mal julgado. Esse amor, assim como o carnaval, passou, mas deixou marcas de felicidade tão profundas que cabe o ano inteiro lá.

Idealizamos o amor, mas talvez não pensamos nele com liberdade. Há um idealismo raso que não entende a complexidade do amor, que só se sabe ao sentir. Sentir está na aceitação e na visão dos olhos fechados.
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Idealizamos o amor, mas talvez não pensamos nele com liberdade. Há um idealismo raso que não entende a complexidade do amor, que só se sabe ao sentir. Sentir está na aceitação e na visão dos olhos fechados. O amor não cabe em caixas!