Ah se tu soubesse!
Da festa que meu interior faz
Ao viver cada chegada.
Das rimas que estão no peito
Em poesia quando te vejo,
Do afago ao ver teu jeito
No acalento desse teu riso,
Do amanhecer que é teu brilho,
E da brandura que é teu toque,
Se tu soubesse um pouco
Da paz que tua presença traz,
Tu chegarias mil vezes mais,
Como quem chega devagarzinho,
Sem pressa para ir embora,
Esquecerias até, da existência das horas.
Lacrimejos
Tenho um olho que chora,
Sensível demais no lacrimejar
Desde pequena, minha mãe disse
Que esse olho se põe a chorar.
Tenho um oceano dentro dele
Barulho, uma onda, o sopro do mar
Tem mais do que eu poderia descrever
Tem mais do que eu poderia declamar
Tem devaneio e tem lapso
Tem um brilho apaixonado
Tem esperança ao pôr-se o sol
Trago lembranças e outras,
Quem mais poderia entender
O olho que chora mais do que vê.