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Frases de Hermes Fernandes

483 frases

Que ninguém jamais se arrependa de ter sido aquele tipo de amigo que gostaria de ter tido.
A melhor coisa que se pode comprar nesta vida são memórias. Quando saímos com os amigos ou com a família para passear, comer fora ou viajar, o que queremos realmente é ter do que se lembrar no futuro. A comida, o passeio, a viagem, são só pretextos. Todos eles terminam, mas as le…
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A melhor coisa que se pode comprar nesta vida são memórias. Quando saímos com os amigos ou com a família para passear, comer fora ou viajar, o que queremos realmente é ter do que se lembrar no futuro. A comida, o passeio, a viagem, são só pretextos. Todos eles terminam, mas as lembranças permanecem em nossos corações para sempre.

Descriançar-se No fundo, no fundo, somos todos aquela criança que se negou a crescer. Apenas aprendemos a disfarçar. O mundo nos forçou a isso. Nós nos descriançamos. Convenceram-nos de que o recreio acabou. Como num pique-esconde, escondemo-nos atrás de nossa profissão, do dipl…
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Descriançar-se No fundo, no fundo, somos todos aquela criança que se negou a crescer. Apenas aprendemos a disfarçar. O mundo nos forçou a isso. Nós nos descriançamos. Convenceram-nos de que o recreio acabou. Como num pique-esconde, escondemo-nos atrás de nossa profissão, do diploma universitário, da religiosidade, e dos diversos papéis sociais que nos são atribuídos. Mas sob todo este verniz, ela ainda está lá, à espera de quem a encontre, perdida no labirinto dos nossos sentimentos. Como toda criança, ela quer experimentar. Quer sentir novos sabores, texturas, cheiros, sensações. Por mais crescida que seja, ela ainda sonha ser um super-herói. Chega mesmo a acreditar que um dia vai surpreender todo mundo e sair voando por aí. Por onde anda, busca outra criança com quem possa brincar. Mas todos parecem tão normais. Estão todos tão ocupados fingindo ser gente grande... e fingem tão bem que convencem até a si mesmos. Mas lá no fundo... são mesmo crianças... indefesas... curiosas... manhosas... às vezes pirracentas. Até que um dia encontramos alguém com a coragem de revelar seu rosto infantil. Mas infelizmente, assim como nós, também tem que manter a pose. Ninguém pode perceber que aquela criança está viva. Para todos os efeitos, ela foi sacrificada no altar da vaidade. O culto à performance exige isso. Todavia, ela está ali, vivíssima, procurando por outra criança para brincar. Esperando um momento de distração dos adultos para extravasar sua meninice. Nem que por um instante... mas um instante que traga a semente da eternidade. Pelo jeito, estamos todos condenados a ser crianças para sempre. Se assim for, o céu é um playground onde brincaremos por toda a eternidade. O inferno é para os adultos. Para os que se levam a sério demais. Para os que abusaram do próprio ser. Os que se negaram a ser crianças para entrar no reino dos céus. E aí... bora brincar?

Quão variáveis são as tuas obras, Senhor Quanto mais frágeis são, cuidado redobras. Que amor! Enfeitas o azul do céu
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Quão variáveis são as tuas obras, Senhor Quanto mais frágeis são, cuidado redobras. Que amor! Enfeitas o azul do céu com cores do teu pincel nas asas do passaredo que voa pra lá e pra cá Abelhas destilam seu mel como se fosse um troféu escondem o grande segredo que faz a vida adoçar Quão variáveis são as tuas obras, Senhor Quanto mais frágeis são, cuidado redobras. Que amor! Peixes no mar ou aquários praias que são berçários de tartarugas marinhas recife de vivos corais Gatos miam dos telhados, pardos, pretos ou malhados. Até no latir dos cães, de noite ou pelas manhãs Juntos formam um coral ao lado dos anjos O mesmo Espírito inspira até os arranjos No retumbar dos trovões Raios são os refletores Ao se abrir as cortinas Aplausos podem se ouvir Tigres se juntam aos leões Findaram-se os temores Passando pelas esquinas Saudamos o que há de vir

Um dos atributos divinos é a Onipresença. Ele não apenas está em todos os lugares, mas também em todos os tempos. Conclui-se, daí, que nenhum lugar por onde Ele tenha passado historicamente ficou vazio. Ele eternizou cada momento. Logo, nem a Manjedoura, tão pouco a Cruz, ficaram…
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Um dos atributos divinos é a Onipresença. Ele não apenas está em todos os lugares, mas também em todos os tempos. Conclui-se, daí, que nenhum lugar por onde Ele tenha passado historicamente ficou vazio. Ele eternizou cada momento. Logo, nem a Manjedoura, tão pouco a Cruz, ficaram vazias. Somente Seu túmulo ficou vazio, pois Sua morte privou-nos de Sua presença por um tempo. Sua ausência foi o mais baixo degrau de Sua kenósis, para que logo em seguida voltasse encher todas as coisas.

Obsoleto – 28/4/2016 Lá vou eu, sem despedidas Arrastando-me, numa marcha que descarta
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Obsoleto – 28/4/2016 Lá vou eu, sem despedidas Arrastando-me, numa marcha que descarta Galopes de quem tem pressa de chegar Ateu de deuses homicidas Resta-me esta graça que me farta Trafego a estrada que me aparta Ao sabor do que o destino reservar Corajoso, do chão me afasto, me articulo Ajusto o foco ou me anulo Só vejo tudo se inverter Urgência aqui é algo nulo Lamento o quanto me estimulo O sol parece não vencer Beirando a morte, ninguém sequer se intrometa Obcecado por uma vida obsoleta Retiro-me a fim de me metamorfosear Bocejando enquanto rompo a mureta Olhando firme a silhueta Lampejo de um novo mundo a explorar Estreio um novo ser sem etiqueta Tal qual, meu sonho é só gorjeta Abro as asas para da liberdade desfrutar

O GRITO DOS BRAVOS Onde se testou nossa bravura? Onde se esgotou a vã doçura?
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O GRITO DOS BRAVOS Onde se testou nossa bravura? Onde se esgotou a vã doçura? Onde se expôs tanta loucura Capaz de destilar tão vil agrura? Não, não foi nos campos de batalha Onde o ódio se esvai, fogo de palha Como nos tornamos desumanos? Tão sagrados, tão profanos. Tão sensatos, tão insanos. D’onde vêm os gemidos que ouço? Ecos vindos de um frio calabouço Nada excede a frieza e a feiura De quem covarde aos seus dedura Que beleza pode haver na captura? Na verdade extraída sem lisura? Requintes de crueldade

SEM PERDER A DOÇURA Não me deixe perder a doçura Não se apague de mim tal centelha
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SEM PERDER A DOÇURA Não me deixe perder a doçura Não se apague de mim tal centelha Que a raiz de qualquer amargura Nem me faça franzir a sobrancelha Não me deixe enganar por quem jura Mas esconde de mim o ferrão Se deixar de fazer o meu mel Sobra tempo para até ser cruel Não me deixe perder a postura Quem protege a colmeia é o zangão Que com toda a sua bravura Sua melhor ideia é ação Só reflexo, sem reflexão Tão complexo feito um bufão Como o alfa de uma alcateia Sua vida é guardar a colmeia Mas colmeia existe pra quê? Senão pra oferecer o seu mel Inundar o paladar de prazer Adoçar até lábios de réu Eu não passo de uma abelha Pelo néctar sempre à procura Na doçura da flor se espelha Para nunca perder a ternura Sem colmeia se vive ao léu Ao sabor de qualquer aventura Liberdade é feito um troféu Só pra quem tem jogo de cintura

Sinfonia de Afinidades Há quem pareça tão afinado com o nosso diapasão,
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Sinfonia de Afinidades Há quem pareça tão afinado com o nosso diapasão, que fica a impressão de que fomos criados ara tocar a mesma sinfonia. Alguns chegam a nos desafiar a subir uma oitavada, ultrapassando nossos limites. Outros, apesar das afinidades, nos empurram uma oitava abaixo. E há os que parecem destoar completamente. Não que haja algo errado neles. Simplesmente estão afinados por outro diapasão, e, portanto, preparados para outra sinfonia. Quando se faz sol, estes dão ré. Se partimos para lá, estes não abrem mão de si. Para evitar o mi-mi-mi, é melhor ficar com dó. Ponho-me a pensar: Que tal encontrar um ponto de convergência entre os acordes? Se quem faz tanta questão do sol puder ao menos arriscar um sustenido, bastará que o que tanto deseja lá, disponha-se a fazer um bemol. Afinal, o sustenido do sol é o bemol do lá. O sustenido do dó é o bemol do ré. Então, pra quê brigar? Talvez esteja na hora de acordar, e assim tocarmos juntos a mesma sinfonia da existência. Mais importante que a afinação e as afinidades é reconhecer que o regente desta orquestra é o amor.

Loucuras por amor Que loucura tu farias por amor? Que aventura viverias?
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Loucuras por amor Que loucura tu farias por amor? Que aventura viverias? O que tu arriscarias? Quanto que permitirias? Como te explicarias? Até onde tu irias por amor? Quantas voltas tu darias? O que desperdiçarias? Que pressão aguentarias? Que vergonha passarias? De quê abririas mão por amor? O que renunciarias? O que denunciarias? Que promessas cumpririas? Quantas que tu quebrarias? A que ponto chegarias por amor? Que lágrimas derramarias? Quantas que enxugarias? Que sorriso estamparias? Que alegria provocarias? Quanta dor suportarias por amor? Que humildade expressarias? Quanto orgulho engolirias? O que tu revelarias? O que tu esconderias? Que salto tu darias por amor? Que palavra tu dirias? Que silêncio tu farias? Que sonho sonharias? De que sono acordarias? Que dogma questionarias por amor? Que teorias contestarias? Que interesses feririas? Que perigo enfrentarias? Que coragem exibirias? O que tu perdoarias por amor? Que pecado confessarias? Que vida levarias? Que morte morrerias? A que sobreviverias? Que canção tu comporias por amor? Que poema escreverias? Que preço pagarias? Que riqueza desprezarias? Que ordem subverterias? Em que mar navegarias por amor? Que rincões desbravarias? Quantos céus tu riscarias? Que pedido negarias? Que desejo atenderias? O amor está acima de regras e códigos. Dentre outros sentimentos, se destaca entre os pródigos. Abre vias e caminhos, nos coloca além dos pórticos. Como rosas entre espinhos, se esconde nos acrósticos. Depõe deuses do Olimpo, sejam gregos, sejam nórdicos. Feito ouro no garimpo, desafia os agnósticos. O amor é indomável, quando quer insiste, teima É capaz do improvável, tanto arde quanto queima Nossa vida é um vapor, dura tanto quanto a chama, Mas sua luz e seu calor eternizam o que se ama.

Tudo o que eu quero Tudo o que eu quero é ser Surpreendido pelo amor
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Tudo o que eu quero Tudo o que eu quero é ser Surpreendido pelo amor Pois sei que assim aonde eu for Para trás deixarei a minha dor Quero sair por aí E encontrar o meu lugar Em que vale a pena existir Onde eu deseje sempre estar Se alguém me ama E se importa Então, me acode Pois sei que pode Dar-me motivo Pra que eu ria E ser motivo Pra que eu não chore Por amor Que este alguém desperte assim O melhor que há em mim Que eu lhe pertença como quis Minha recompensa é lhe fazer feliz Se alguém me ama E por mim vive Dê-me carinho Seja meu ninho Dê-me motivo E me revigore Faz-me cativo Sem que eu implore Por amor

Ensina-me a dançar Vida, ensina-me a dançar Toma-me pelas mãos
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Ensina-me a dançar Vida, ensina-me a dançar Toma-me pelas mãos e corrija-me o passo Tenho alma dançarina Mas meu corpo insiste em atravessar o compasso Às vezes, acelero Noutras, atraso Às vezes, quero Noutras, crio caso Às vezes tropeço Noutras, me afasto Às vezes despeço Noutras, me arrasto Temo que a música termine sem que eu tenha me ajustado à sua cadência Temo que alguém imagine que eu tenha descartado a minha essência Não sei que ritmo seguir Se o que toca no salão Ou o que brota do meu coração Pois o que minh’alma sente nem sempre meu corpo consente E o que o corpo implora Nem sempre na alma aflora

Contagem Regressiva Eu que pensei ter todo tempo do mundo Quanto sonho adiei, vivendo num poço sem fundo
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Contagem Regressiva Eu que pensei ter todo tempo do mundo Quanto sonho adiei, vivendo num poço sem fundo Viagens que não passaram de planos Deixados pra lá no decorrer dos anos Livros empoeirados na estante Que jurei que leria depois De tão ansioso perdi o instante E pus a carroça na frente dos bois Quantos dias chuvosos em que eu não dancei Momentos ociosos que eu não aproveitei E o pôr-do-sol, o maior dos espetáculos Distraído perdi, inventando obstáculos Conformado em ver filme dublado No Idioma que eu nunca aprendi Pra o teatro estou sempre ocupado No piano jamais insisti Montanhas de neve nas quais não esquiei Museus repletos de acervos que não visitei Quantas conversas fiadas entre bons amigos Dar boas gargalhadas, rir até dos perigos Rios de águas tão cristalinas repletos de peixes de toda cor Perdido estava entre tantas piscinas E dei meu mergulho na própria dor Sabores que não provei, odores que não inalei Beijos apaixonados que não roubei Abraços apertados que afrouxei Noites de lua cheia em que não namorei Noites insones foram preenchidas pela solidão que veio me assombrar Juras de amor que já foram esquecidas E o meu coração sempre a me sabotar Sinto muito dizer, mas um único dia Não dá para viver o que se pretender Quem sabe este será o primeiro dia Do resto de vida que ainda vou viver Disposto a gastar até tudo que tenho pra comprar memórias que venham render melhores histórias, o resto eu desdenho sem desperdiçar chances que eu venha ter

Beleza Estonteante Não deu pra passar despercebida sua beleza estonteante... Não me refiro à simetria em seus traços fisionômicos,
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Beleza Estonteante Não deu pra passar despercebida sua beleza estonteante... Não me refiro à simetria em seus traços fisionômicos, mas a flagrante harmonia entre sua mente e seu coração revelada na maneira como expressa sem rodeios seus sentimentos e opinião. Não deu pra passar despercebida sua beleza estonteante... Não foram as curvas do seu corpo que me chamaram a atenção, mas a curva do seu sorriso, sua integridade e retidão. Não foi o balanço de seus quadris, mas a cadência dos seus gestos. Não foi a maciez ou a cor de sua pele, mas a brandura e transparência de sua alma. Não foram os seus olhos que me seduziram, mas a ternura de seu olhar. Nem os seus lábios convidativos, mas o amor destilado em seu jeito de falar. Não deu pra passar despercebida sua beleza estonteante... Pouco importa se seus cabelos estão lisos ou caracolados, naturais ou tingidos... Quero-os soltos ao sabor do vento ou molhados após um banho de chuva. Pouco importa o que diz a balança ou o espelho... Sua imagem perfeita é a refletida no brilho do olhar quem lhe ama.

Desperdício Eu podia estar rimando Compondo meus poemas
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Desperdício Eu podia estar rimando Compondo meus poemas Mas me vejo aqui tramando Pra desconstruir esquemas Ops, rimei. Desculpe-me o deslize. É difícil me conter...rs Ficou com a pulga atrás da orelha? Por que tua cara está tão rubra? Diga-me em quem você se inspira? Será que ainda há uma faísca? Percebeu a artimanha? Quantas rimas desperdicei? Pra não perder a manha: Eu bem que te avisei! Gosto de brincar com as palavras... Trocar “rubra” por “vermelha” “se inspira” por “se espelha” “Faísca” por “centelha” E pronto... garanti minhas rimas. Enfeitei minha poesia. Mas deixei a pulga no mesmo lugar. Que estripulia! O que não gosto é de com sentimentos brincar... De fazer malabarismo com corações alheios Iludir os outros com os meus devaneios Confundir aventuras com meros passeios. No princípio era o verbo, no fim, o adjetivo. Mas entre um e outro, o mistério subjetivo