A verdade que nos liberta da mentira é o amor. Ninguém suporta ver a pessoa amada enganada.
Frases de Hermes Fernandes
483 frases
Pior do que contar uma mentira é viver uma.
A maioria das mentiras é filha do amor próprio. Geralmente, mente-se para se promover ou para se preservar. A verdade nos liberta de tal sentimento, na medida em que nos remove dos ombros o fardo de ter que provar algo a alguém.
Há verdades sanduíches. Duas fatias de verdade recheadas de mentira. A premissa é verdadeira, a conclusão também, mas o caminho tomado é falacioso.
Há mentiras ditas com intenções sinceras (o que não as justifica!) e há verdades ditas com intenções malignas.
Há raciocínios verdadeiros construídos a partir de premissas falsas. Há raciocínios falsos construídos a partir de premissas verdadeiras. A verdadeira verdade tem que ser verdadeira do início ao fim.
Primeiro dia abril é só um aperitivo para quem vive se banqueteando na mentira o ano inteiro.
Assim como a Verdade em Cristo, a mentira também se faz carne quando dissimulamos o que realmente somos ou simulamos ser o que jamais fomos.
Não existem meias verdades. Toda meia verdade não passa de uma mentira inteira.
A pior mentira é a que se conta a si mesmo, e que, geralmente, nos mantem enganados a vida inteira.
Teu inimigo é quem te atiça a lutar contra teu irmão. Mas não confessa a cobiça, destila ódio em seu sermão.
Por que choras, Brasil? Por que choras, meu Brasil? Pra onde se foi tua alegria?
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Por que choras, Brasil? Por que choras, meu Brasil? Pra onde se foi tua alegria? Diga-me quem que te feriu? Quem se propôs tal covardia? Teus próprios filhos, mãe gentil Outrora unidos em teu regaço Se digladiam em solo hostil Paixão que se tornou em laço A brava gente brasileira Cedeu ao mais astuto ardil Terá perdido a estribeira, sua postura varonil? Até por cores se disputa Pois não há rubro em tua bandeira Se um filho teu não foge a luta Por que mantê-lo na coleira? Tingir de rubro suas ruas Reeditar Caim e Abel Será que é pelas falcatruas? Seu sangue clama até o céu! Eis os grilhões em teu pescoço Teus inimigos te cortejam A tua fama de bom moço Motivo pelo qual festejam Pode-se ouvir a gargalhada De quem de camarote assiste A esperança estraçalhada De um povo que já não resiste Ao assédio, aos galanteios De quem almeja possuir Os seus sonhos, seus anseios Suas riquezas, seu porvir Acorda, oh Brasil, sai deste berço Que de esplêndido nada tem Quem te explora tem seu preço De sua ganância é refém Sacode os grilhões e as correntes Sê tudo a que destinado estás Orgulho dos filhos valentes À espera do que a alvorada traz
QUEM Quem é capaz de traçar a fronteira entre a lucidez e a loucura? Quem é capaz de desmascarar a mentira de quem por Deus jura?
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QUEM Quem é capaz de traçar a fronteira entre a lucidez e a loucura? Quem é capaz de desmascarar a mentira de quem por Deus jura? Quem é capaz de ser valente sem jamais perder a doçura? Quem é capaz de ser gentil sem jamais perder a bravura? Quem é capaz de admitir-se doente antes de buscar a cura? Quem é capaz de julgar-se a si mesmo com a mesma lisura? Quem é tolerante com o outro no quem em si mesmo atura? Quem sabe lidar com a liberdade, sem vertigem, sem tontura? Quem é capaz de discernir um bem tão puro, sem mistura? Quem é capaz de enxergar em meio ao caos uma figura? Quem que pelo belo, bom e justo suporta a mais cruel agrura? Quem ao encontrar-se no outro dá por encerrada a procura?
Como contentar-se Como contentar-se com um grão de areia depois de afundar os pés na orla da praia? Como contentar-se com o clarão da lua cheia depois que o astro rei correu da raia?
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Como contentar-se Como contentar-se com um grão de areia depois de afundar os pés na orla da praia? Como contentar-se com o clarão da lua cheia depois que o astro rei correu da raia? Como contentar-se com águas pelos tornozelos havendo mergulhado em alto mar? Como contentar-se em prender os cabelos depois de experimentá-los ao vento soltar? Como contentar-se com o brilho de uma estrela distante depois de haver cruzado o universo? Como aceitar-se maltrapilho, cabisbaixo e hesitante após ter seu nome declamado em prosa e verso? Como contentar-se com um canto à capela tendo se encantado ao som da sinfonia? Como contentar-se com as chamas de uma vela após maravilhar-se com a luz da epifania? Como contentar-se com rabiscos e rascunhos, depois de visitar a capela sistina? Como conformar-se em correr riscos, cerrar punhos pra em seguida ser vencido na esquina? Como ter saudade do Egito ou contentar-se com o deserto, depois de avistar a terra prometida? Como conformar-se com um rito, convencer-se do que é certo, sem saciar sua sede por vida? Como contentar-se com metades, depois de ter se entregue por inteiro? Como contentar-se com saudades quem jamais se fez forasteiro? Como contentar-se em cumprir metas e prazos na busca de riquezas que disfarcem a dor? Como acostumar-se com sentimentos rasos já tendo mergulhado nas profundezas do amor?
Estranho no mundo Com roupas que não são as minhas Por caminhos que não são o meu
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Estranho no mundo Com roupas que não são as minhas Por caminhos que não são o meu Quem me lê pelas entrelinhas Testemunha o que percebeu Se as roupas parecem folgadas Os sapatos me fazem mancar Apertam até fazer calo Se me calo é só pra evitar Se o que digo soa estranho Aos ouvidos de quem me escuta Como briga em que só apanho Quem me bate é quem me refuta Rostos familiares me causam estranheza Vozes ecoam o que nunca ouvi Busco em seus traços aquela beleza E no vento, perfume que jamais senti Se não pertenço a este mundo A que mundo devo pertencer? Se eu bem sei que lá no fundo Já nem sei como saber
Os anjos devem ter achado que Deus perdera o juízo. Não é à toa que Paulo se refere à loucura de Deus, associando-a a Sua inebriante fraqueza.[7] Quão subversivo é o Deus revelado em Jesus! Ele Se esvazia para poder encher todas as coisas. Sua majestade resplandece na Sua humilda…
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Os anjos devem ter achado que Deus perdera o juízo. Não é à toa que Paulo se refere à loucura de Deus, associando-a a Sua inebriante fraqueza.[7] Quão subversivo é o Deus revelado em Jesus! Ele Se esvazia para poder encher todas as coisas. Sua majestade resplandece na Sua humildade que beira à descompostura. Seu poder se revela na fraqueza, Sua presença na ausência provocada por Sua retração, Sua sabedoria em Seu desvario. Sua vida pulsa vibrantemente através de Sua morte. Sua soberania se sobressai ao conferir liberdade aos seres dotados de consciência. Sua justiça se impõe na exposição de Seu amor.
Eis a graça! Tão graciosa que nos deixa absolutamente sem graça, desconcertantemente constrangidos. Nossos argumentos mais refinados vão para o lixo. Nossa sofisticação se torna obsoleta. A graça implode nossos castelos de areia. Ficamos sem chão. Entregues à vertigem da liberdad…
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Eis a graça! Tão graciosa que nos deixa absolutamente sem graça, desconcertantemente constrangidos. Nossos argumentos mais refinados vão para o lixo. Nossa sofisticação se torna obsoleta. A graça implode nossos castelos de areia. Ficamos sem chão. Entregues à vertigem da liberdade. Fiados exclusivamente em Seus propósitos, cuja equação inclui misteriosamente a Sua soberania e a nossa liberdade.
Jesus redefiniu os atributos divinos. De modo que, agora, onipotência tornou-se infinita capacidade do dom de si mesmo ao outro. Onipresença deixou de ser apenas estar presente para se tornar presente. Onisciência deixou de ser saber de tudo para ser o conhecimento por experiênci…
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Jesus redefiniu os atributos divinos. De modo que, agora, onipotência tornou-se infinita capacidade do dom de si mesmo ao outro. Onipresença deixou de ser apenas estar presente para se tornar presente. Onisciência deixou de ser saber de tudo para ser o conhecimento por experiência própria. Misericórdia se tornou em compaixão.
A graça se revela majestosa no fato de um Deus que não cabe no universo se apequenar a ponto de se aconchegar no ventre de uma jovem.
De acordo com Paulo, se abraço outro evangelho, submeto-me a outro Jesus e em consequência disso, recebo outro espírito. Resultado: passo a me identificar com aquilo que o Senhor peitava, o sistema religioso que visa tão somente justificar o lucro abusivo, estimular a meritocraci…
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De acordo com Paulo, se abraço outro evangelho, submeto-me a outro Jesus e em consequência disso, recebo outro espírito. Resultado: passo a me identificar com aquilo que o Senhor peitava, o sistema religioso que visa tão somente justificar o lucro abusivo, estimular a meritocracia e endossar o uso do poder para benefício próprio. Em contrapartida, passo a desprezar as causas que Jesus abraçava, a dos oprimidos, a dos marginalizados, a das vítimas de um sistema injusto que privilegia alguns ao custo da desgraça dos outros. De que fonte temos bebido, afinal? Ao lado de quem temos nos posicionado?
O que é mais louvável, defender um sistema que lhe prejudique ou depor contra um sistema que lhe favoreça?
Antes, eu avaliava uma doutrina pela lógica, pelo sentido que fazia. Depois, passei a avaliar pela poesia, pelo encantamento que me causava. Hoje, avalio pelo tipo de pessoas que produz.
O amor pelo meu próximo deve me levar a denunciar o sistema que o oprime, mesmo que este me favoreça.
Qualquer doutrina, teologia ou ideologia que não me torne um ser humano melhor, menos presunçoso, intolerante e preconceituoso, não pode ter em Deus a sua fonte. Não se trata de ser politicamente correto, mas de ser coerente com o amor derramado em nossos corações pelo Espírito q…
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Qualquer doutrina, teologia ou ideologia que não me torne um ser humano melhor, menos presunçoso, intolerante e preconceituoso, não pode ter em Deus a sua fonte. Não se trata de ser politicamente correto, mas de ser coerente com o amor derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi dado.