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Frases de Godhici Reverie

21 frases

Se no envés de um cosmos de anil Sob a caldeira incessante e viril A ti regozijaras o gris acabrunhado
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Se no envés de um cosmos de anil Sob a caldeira incessante e viril A ti regozijaras o gris acabrunhado Diante do alento álgido e absintado Meu caro, não se sinta esgazeado pois contigo eu me distingo Se pelas veredas infestadas de turbas Absorves a frieza e petulância delas tão espinhosa Lhe intrinca e lhe contamina ao dobrar em cada curva De fronte a boniteza de semblante, mas brandura ociosa Meu caro, não se refuta neste marasmo, contigo eu me distingo Se na eminência insólita e fantasiosa É onde tua alma se adorna em remanso A fim de atenuar e alimentar a usura nefasta Do perverso porem vistoso... O ardor do acurado amor Meu caro, na solenidade mais sólida Afrontas de maneira briosa e vigorosa Este no qual tantos julgam ser um malefício Contigo, até o infinito eu me distingo Se nas profundezas do úbere e na fundura do coração Se sente esmorecido, todavia pois é sempre em vão Quando tentas dizimar os mais perniciosos desígnios A consumirem até sua índole e alimentar uma esperança de delírios Meu caro, não te vejas como um ser esdrúxulo e excêntrico Tu és o exótico a expelir o terno mórbido no entanto tórrido Logra deste melodrama, engenha mil e uma tramas Atina do ápice mais trivial o conto mais pulcro e ourudo Perpasse do celeiro de julgamentos alheios Aceita-te no teu pranto pois graças a ti ainda existe a pureza do encanto Contigo na eternidade eu me distingo.

Odes Em minhas odes, traduzo em verbos intrincados as emoções mais aflitas e caliginosas Descaso com a lírica cativa, expurgo a ardilosa deleitação, escarro no júbilo
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Odes Em minhas odes, traduzo em verbos intrincados as emoções mais aflitas e caliginosas Descaso com a lírica cativa, expurgo a ardilosa deleitação, escarro no júbilo Mergulho no marasmo, trilho em meio ao pretume, atraio-me pelo morbífico No irreflexo do incônscio, a fartura dos devaneios, na veracidade dos fatos, o vazio de um lídimo vencido, ludibriado ao ver-se absorto de seus anseios ominosos e excêntricos.

Afadiguei em induzir-me a ser o sujeito modelo Pois maior que o peso de uma gruta ou bigorna É andar com a máscara ilusória e ordinária sempre a despencar
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Afadiguei em induzir-me a ser o sujeito modelo Pois maior que o peso de uma gruta ou bigorna É andar com a máscara ilusória e ordinária sempre a despencar Pois serás notória e atamancada a real face quando se expressar O mais doloroso e espinhoso dos espasmos proferidos Ou talvez uma paulada em quaisquer dos membros Certamente é carregar a esperança de um amor precito Em terra depravada de libertinagem generalizada No entanto, eu atiro esta ficta máscara no esgoto Pois se vivo agarrado em devaneios obstruídos Ao menos neles eu vivo sem fachada, este é meu rosto Liberto e desobrigado, partiram os desejos iludidos No deleite da exaltada primavera Buscarei o frígido e álgido inverno Nas luzes cálidas sob vistosa atmosfera Serei o abismo, o blecaute nevoado das trevas Caminharei sob uma pureza excessivamente morbosa Não mais me importarei com o olhar alheio Seguirei contra a correnteza das tendências ociosas E ao impelir-me na lascívia de tantas armadilhas sonharei com o bosque, as flores e aquela menina Bela em olhar misterioso, a alimentar meu espírito romântico e fantasioso

Quem és este meu ser? É a estrada espinhosa vagando no desprazer É a fonte impetuosa de tantas lamentações
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Quem és este meu ser? É a estrada espinhosa vagando no desprazer É a fonte impetuosa de tantas lamentações A paisagem caliginosa, vento rogando em aflições É o acme de morbidez e egocentrismo A pura e assídua embriaguez e delírio... ...De viver na ótica mais lírica e atípica Neste orbe infestado de lascivos e messalinas É explorar e evocar os pontos mais nocivos Expressando assim as emoções acima de tudo já visto Este hás de ser meu ser no qual viverás sem diretrizes A impedir-te de na eternidade absorver sua turbação

Tantos julgam e me julgaram Tratar-se de ser diferente dos demais Eu me pergunto
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Tantos julgam e me julgaram Tratar-se de ser diferente dos demais Eu me pergunto No que se baseia este atributo? És qualidade ou defeito... ...ser o oposto do comum? É malefício ou proveito... ...ser uma tulipa em um jardim de margaridas? Neste momento, creio ser um prejuízo Pois a maior dificuldade é tentar ser compreendido Torna-se um tormento, nem raciocinar eu consigo A revolta vem surgindo, por que ser alguém distinto? A repulsa por estar em terra de inocentes Crer nos sonhos mais inconsequentes Me seduzo por essa beleza e pureza Simplicidade viril, jardim verde e céu de anil Me agarro a uma insólita imaginação Esbarro ao seu lado, tudo é pura fantasia Hipnotizado por seus cabelos a lembrar chama e ardor A chama a despertar paixão, faz-me suspirar magia O ardor, pois, meu desejo é caloroso porem lacrimoso Porque quando retorno à realidade e a este mundo você não pertence Se não somente em minha mente.

Aqui jazem todos os meus sonhos Desatinado, sepulto todos os meus ingênuos enleios Resignado, vejo apenas este fim para meus anseios
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Aqui jazem todos os meus sonhos Desatinado, sepulto todos os meus ingênuos enleios Resignado, vejo apenas este fim para meus anseios Contudo, a cova destas se encontra na necrópole de minha mente Para dirigir-me a este adro, basta um simples ato... um átimo Pois me encontro sempre a lamentar-me sob minha tumba Aos prantos da sanha, mágoa e mais imortal ânsia tão funda A expurgar toda lucidez da veracidade, flutuo sob solo umbratico E quando desperto deste delírio, sinto mil flechadas sob meu peito sombrio Como se no calendário, sempre fosse dia de finados O luto torna-se minha eterna vestimenta, sempre debruçado Eu rolo ao núcleo mais profundo da soturnidade incompreendida Sou atraído contra vontade, a aprazibilidade outra vez foi vencida O que há de ser a felicidade se não segundos de desfastio? E por que estes poucos segundos buscamos e almejamos Quando podíamos deleitarmos na ledice da languidez? Este pesar de pura afeição estacionado em nós mesmo menosprezado Muitas vezes pisado, humilhado, mas continuas ali e ao aceitarmos Aparenta assim ser menos doloroso seu aviso de chegada deleitoso Se és a tristura tua mais fiel escudeira Por que almejas a rosa da espúria? Quando rodeado a tua figura Se encontras no belo jardim de flores obscuras? Contestas aqueles a sustentarem a crença a um Deus Mas teu espectro junto a teu lastimável encéfalo Almeja a mais abstrata glória do enlevo E de tão demasiada extração no colo do enfaro procurando fuga eu te vejo A plena jovialidade da alma é uma dádiva presenteada a raros A desvencilharem da ardilosa tese da “creme” falha entre camicases E o desalento é a rebelião da índole insatisfeita As doses malfeitas insustentáveis em teu óculo hemisférico realista Permite o padecer na essência do esmorecimento em tua índole A morte é inevitável, porém é preciso bem mais que o entristecer Para arrancar-lhe da carne já pútrida a tua ingênua e inocente alma Onde no desconhecido de céticos, agnósticos e crédulos do globo Levar-te ao paradeiro desconhecido onde ouvimos o cantar de um corvo E por crer somente neste fatídico destino Tornei-me incrédulo ao maldito regozijo!

O Prisioneiro das Mágoas Estou preso neste passado de astenia Sou o prisioneiro das mágoas infindas
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O Prisioneiro das Mágoas Estou preso neste passado de astenia Sou o prisioneiro das mágoas infindas Quero libertar-me desta horrenda quimera A consumir-me, a fatigar-me, já nem vejo a cor Tampouco sinto o doce perfume da primavera Ando na mais íngreme vivência sem nenhum vigor E quanto mais eu resisto Mais intenso se torna meu aflito Ainda posso ver as borboletas me rodeando Do céu caem pétalas de rosas sob minha face de pranto... No entanto... Absorto em minha sina de agonia Atônito eu as perco de vista Cético suas unções não são alento sequer a chave A destrancar-me deste calabouço mental adicto no padecer Olho tudo a me cercar... Tenho o horizonte vasto de ternuras alcançáveis Possuo a chaveta em meus palmos a tirar-me destes sonhos deploráveis Contudo, sentindo-me o mais egocêntrico e putrefato dos indivíduos Espurco, entreguei-me ao jardim mirrado e vivo neste ambiente lesivo Embriagado, meu caro, pois estou a beira das mais terríficas ruínas Nesta masmorra onde o tempo não és bem-vindo, ele passa, porém, não é sentido Isolado a não ser pelas inseparáveis mágoas Logrado em ideações impenetráveis e escusadas Desatado do pragmático tempo Aprisionado em enigmático tormento Pois serei para sempre o prisioneiro das mágoas!

O maior erro das invenções foi colocar o coração como principal órgão
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O maior erro das invenções foi colocar o coração como principal órgão do ser humano, se fosse possível, o baniria o baniria de mim. O cérebro representa a inteligência o poder de calculismo, das nossas reflexões e tambem controla nossas decisões mas o coração, este sim, é a razão por sermos tão ingênuos, tão estúpidos ele é o contraste a nos tirar a noção graças a ele, cometemos erros absurdos quando ele se manifesta então se inicia a festa a festa que por sua vez termina sempre em tragédia e agora, após a grande farra onde me vi em bons momentos contigo me encontro perdido, no lago da tragédia que acabou de surgir com minhas lágrimas a tristeza líquida do órgão principal da vida e todos os dons do cérebro agora não funcionam ele está descontrolado, pelo mal do "cuore" mal amado agora não há nenhum som a expressar minha tristeza eu apenas me encontro aqui, no lago da tragédia que me fez pensar.... o coração, é a maior estupidez da criação.

Ele nadava ele nadava, nadava sem parar mas não estava desesperado
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Ele nadava ele nadava, nadava sem parar mas não estava desesperado apenas queria se isolar se isolar, lá estava ele tranquilamente no mar era um ótimo nadador não temia suas águas tampouco sua correnteza porém, o destino lhe reservara uma surpresa fortes rajadas de vento guiavam as ondas com temor agora, ele só procurava estar na superfície mas tamanha força não era suficiente tentava manter a calma, mas a calma se trocou pelo desespero cada vez mais, ele era vencido pela corrente uma onda mais forte o pegou intensamente e do seu mundo, ele se desligou completamente e de sua vida, sua ímproba vida seus tantos problemas que ainda o faziam alguém feliz feliz nos olhos dos outros pois seu coração se jogava aos prantos mas de repente acordara, ainda estava ao mar quase chegando ao solo, um alívio e tanto nadou facilmente até chegar nas areias viu sua rua, retomou seu bem estar vira também um casal passando resolveu-lhe perguntar as horas porém o casal passou como se não tivesse ouvido sentiu-se espantado, confuso, aflito o que havia de errado? foi aí que começou a caminhar caminhou e caminhou, até que sua mãe e sua avó ele avistou em questões de milésimos, sentiu-se aliviado, imensurável avistara também um corpo em volta, de quem poderia ser? chegou mais perto, e sentiu o mundo girar viu os cabelos compridos, a cicatriz na mão, os olhos castanhos viu o formato do rosto, as espinhas era o "seu" corpo inacreditável, ele estava morto mas na terra ele ainda permanecia Destino cruel que lhe concedeu uma meia-vida sob a terra... vivendo como um vegetal...

Tiraram meu sorriso e minha alegria expulsaram o brilho e a magia me deixaram perdido e jogado
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Tiraram meu sorriso e minha alegria expulsaram o brilho e a magia me deixaram perdido e jogado no vale mais sombrio e desregrado e assim eu vou caminhando ora surtando, ora me controlando tentando solucionar minhas perturbações procurando controlar as ansiedades e preocupações e tudo isso pela simples necessidade do sossego eu busco a tranquilidade mas em troca recebi o tormento que me persegue seguido de traumas e frustrações me derrubando mais fundo de costas a milhões de espinhos

Inocência Este mal a dificultar o meu percurso diante da realidade do atual mundo
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Inocência Este mal a dificultar o meu percurso diante da realidade do atual mundo me distancia cada vez mais da convivência em meio a uma sociedade tão sagaz tão independente e moderna é a inocência a me tirar a maldade e me trazendo a crença do amor a vagar na estrada da eternidade sob uma terra existente apenas em minha mente nesta terra, descrevo tristemente a perfeição a beirar este lugar o romantismo inconsequente o vento perfumado a pairar afirmo tristemente pois depois de tantas experiências é inevitável não saber o tombo inconsequente quando se está frente a realidade do globo não mais a tolerar... ... a inocência esta inocência que já ganhou o título do pior dos males de minha vida ela mesmo me trazendo a inspiração em minhas escritas me expondo como alguem diferente me traz tambem a dor ríspida e o incomodo ominoso de não ser mais um, um ser comum em meio aos tantos outros a ruminar e vivenciar a sua existência sem se questionar a si mesmo esta droga de inocência sempre a me rondar e quando eu creio erroneamente ter escapado lá vem de novo a inocência com sua armadilha novamente me deixando enjaulado enjaulado em meus lamentáveis porém belos ângulos de enxergar um alicerce tão belo a ponto de desviar os perigos da sua frágil estrutura facilmente a desabar em cima de nossos aprazíveis devaneios pelos quais são meros fantasiosos e artificiais onde na primeira absorção do solo tangível se desintegra como fumaça de fusível esta inocência... na qual gostaria mesmo sabendo que meu talento e sensibilidade em jogo estaria eu juro contorcendo meus dedos cerrando meus dentes de revolta a pertencer a este universo que a mataria! obtendo o conhecimento completo de que talvez meus sentidos por cosmos não mais estaria! quem sabe abaixo da sepultura ou cinzas a se espalharem guardando a lisura de uma gente tão suja repleta de espuria essa inocência talvez o destino me escolheste a carrega-la para que assim a esperança da pureza por mais pequena que seja sob vias tão estreitas ainda vague mesmo invisível a todos a demonstrar o romanticismo mesmo a me prejudicar. este bendita inocência.

Por que será? Minha tristeza parece uma rotina Mesmo em momentos de alegria
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Por que será? Minha tristeza parece uma rotina Mesmo em momentos de alegria Me acabo sempre em um muro de lamentação O muro que aparenta ser o único alento de alma e coração Por que será? Mesmo longe daqueles que me enfraquecem Sinto-me um ser diferente de todos os outros Eu me lembro deles e eles me entristecem Seria apenas eu a conter esta dor em minha espécime Por que será? Fico espantado e amargurado quando lhes observo Parece que eles usam máscaras viscosas Ocultando suas verdadeiras mentes maldosas Ou talvez seja meu hábito de viver num mundo de inocência Por que será? Distante deles, eu me fortaleço mentalmente Perto, não aguento e começo a fraquejar Se progride, não suporto, venho a almejar Almejar por uma migalha na qual possa me alegrar novamente Por que será? Cada dia mais, eu vejo meu outro eu Obscuro, triste, buscando refúgio Procuro refletir tristemente e gravemente minha concepção mental Mas com o tempo, acostumo a enxergar algo tão longe do normal Por que será? Talvez seja eu um ser fraco em todas as maneiras Deveria persistir em minhas idéias e opiniões Contudo, estes seres talvez não reconheçam minhas razões Tem seus motivos, pessoas com falta de instruções Por que será? Viver deste modo é possível em todos os aspectos O impossível é encontrar assim sua felicidade Tem dias, eu não vejo saída alguma em viver alegremente E com baixa auto-estima, enxergo um só escapatório. A morte Por que será? Eu escrevo isso nem sei para quê Talvez seja um desabafo transitando em minha essência Em alguns momentos líricos, mas exultante num mundo surreal No mundo real, ela se bate numa infelicidade tão fatal E por que será?

Me perco novamente para mais um desgosto inconsequente me bato em ramos de loucura
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Me perco novamente para mais um desgosto inconsequente me bato em ramos de loucura insanidade tão grande e impertinente A ponto de dar sacrifício em fazer até estes medíocres versos Me perco novamente me encontro no parque da amargura um lugar sem alegria, sem vida por aqui não há magia, apenas minha alma sofrida não há balanços e nem crianças gritando Me perco novamente como um prato de comida insosso e sem consistência parte e drama de meu corpo nesta vivência sem rumor, sem destino, sem canto não suporto a dor e me jogo ao pranto Me Perco Novamente dou fim a estes pensamentos estando tão perturbado e conturbado Mal raciocinar consigo E eu me perco novamente

Eu viajo Eu viajo num mundo de fantasias surreais Vivendo alegremente num paraíso
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Eu viajo Eu viajo num mundo de fantasias surreais Vivendo alegremente num paraíso Mas perco a alegria com acontecimentos fatais Recordando cenas conturbadas de minha vida Eu viajo Eu viajo para tentar esquecê-las Porém, as voltas são sempre as mesmas A tristeza se vem sempre a me pisar Tira meu encorojamento e meu bem estar Eu viajo Viajei tanto tempo Sempre estando em um mundo feliz e com amor E voltando, estive sempre me curvando a minha dor Tão vivida Tão sofrida Eu viajo.

Você Você é um sonho ou um pesadelo? És factual ou ficto?
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Você Você é um sonho ou um pesadelo? És factual ou ficto? É paixão, amor ou obsessão? É um escapismo ou um tormento? Terás um fim ou se fragmentará em mim pela eternidade? Existe solução ou a única conciliação é suportar este ardor? Idealizar-te me alivia, pensar em ti me cauteriza A fantasia cada vez mais me consome num puro egocentrismo Torna-se missão dificultosa viver nesta realidade espinhosa Como se flechas agudas perfurassem meu pobre coração tão sofrido O regozijo se foi, as vezes a deprimência se disfarça de euforia Quando a dose tal qual uma garrafa de álcool acaba A obscuridade mais profunda da amargura me invade e me joga no fundo de um buraco E nada mais sinto se não a desolação e a sensação de ser a verdadeira imagem do fracasso E os devaneios mais desditosos e incompreensíveis rondam minha excêntrica mente E me passam uma errônea crença na possibilidade do impossível suceder Eu ainda nado sobre a quimera de tua musa, tua beldade aos meus olhos de encanto Anseio na mais pureza dos momentos líricos Deitar minha fronte em teu colo, adormecer com suas mãos acariciando meus cabelos Em meio a um interminável campo florido, animais correndo, o sol, o céu azul cristalino Por um átimo, o riso se manifesta sob mim mas desaparece quando acordo desta ilusão Estou distante de ti, no esgoto de meu mundo, no diluvio enegrecido, escurecido, as nuvens cobrem o céu e todo o encantamento O frio é intenso e eu nem nos prantos mais me encontro, a dor me domina a ponto de ser aprazível.

Sentada no bosque Sentada no bosque ela sonhava Com seu amor perfeito
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Sentada no bosque Sentada no bosque ela sonhava Com seu amor perfeito Sorrindo ela o desejava e esperava Imaginando como seria o momento de sua chegada Não aguardava um príncipe encantado Tampouco um ser abastado Somente alguém a suprir sua necessidade Única e singela, de amar e ser amada pela eternidade O romântico lírico e poético Afável, gentil e rodeado de afeto A quem mantivesse a chama da paixão sempre acesa Onde estivesse se inflama a cópula em mente e essência Sentada no bosque ela sonhava e sorria Entrelaçando seu dedo sob seus belos e cacheados cabelos Pela face expressando ternura e devaneio Neste sonho acreditando com fissura e anseio Sentada no bosque ela sonhava... Pobre menina, iludida ela fantasiava Até o bosque foste fruto de sua imaginação Necessidade de suprir esta forte frustração Debruçada em um lugar sem vida Com as mãos a cobrir seu rosto e sua vista Ela chorava e se agonizava Perdida entre árvores mortas e rondada por corvos Vagando sob esperança mórbida e inalcançável Ai que dó, ai que dó Quem dera eu munido de tudo aquilo que ela tanto almeja Fosse seu bem-amado a dar-te todo romantismo e beleza Pena isso estar bem distante do que conhecemos como realidade Lamentas meu ser pois é constante o apuro de ocultar este romancismo desprezível e incompreendido E caminhar aflito na alma por estas ruas de crua veracidade e benevolência ignorada

É madrugada, inquietações internas impedem-me de adormecer Mente desgastada, impossibilitada no regalar, decido levantar-me Escuridão e remanso, caminho até a janela olhando o limiar a minha volta
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É madrugada, inquietações internas impedem-me de adormecer Mente desgastada, impossibilitada no regalar, decido levantar-me Escuridão e remanso, caminho até a janela olhando o limiar a minha volta Uma sensação de solidão me toma, observando o negrume a rodear minha rota Quando repentinamente avisto uma sombra vagarosa e pálida Segundos levam a constatar o ser a flutuar na relva ainda álgida Nada se não um fantasma, um ser transcendente a causar espanto No entanto, a mim despertava desvelo nele, prostrei-me ali o vigiando Foi aí uma percepção em minha introspecção humana a refletir Faziam-lhe companhia deleitosos corvos, ele regava negras flores no solo torvo Dos funestos galhos daquele jardim, esbeltos morcegos o cercavam Tudo aquilo na minha lírica e insólita visagem era esplêndido Despertava em mim incompreensivo desejo de também estar ali Esta figura proveniente dos confins ocultos e invisíveis aos mais céticos Contava agora aos corvos e morcegos graciosas histórias de um passado sepultado Podia ouvir sua voz em tom indescritível sob uma serenidade sepulcral Lamentavelmente ao povaréu hediondo e repulsivo se embriagando em imposturice Seus sonhos mais magníficos eram imperceptíveis a estes seres sórdidos na cretinice A enxergarem apenas aquilo a interessar-lhes, gente de uma nascente de desasseio E eu mais um destes indivíduos o enxergava e com olhos lacrimejando pensava Por quase toda minha vida eu me sentia e sinto-me tal qual este fantasma

Como é laborioso viver neste mundo de extremos Onde não mais existe o livre arbítrio dos conceitos Tudo é imposto por dois lados antagônicos
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Como é laborioso viver neste mundo de extremos Onde não mais existe o livre arbítrio dos conceitos Tudo é imposto por dois lados antagônicos Onde sua compatibilidade se encontra na hipocrisia E a luta por um ideal se transforma num ódio fatal E o combate a um preconceito se reverte a outro Quero abster nessa ímproba escolha tão usual E viver em harmonia com todos os seres do globo Contudo, perdurar neste desequilíbrio dos ideais É caminhar sob estreito muro com imãs a puxar-te Confuso, venho tentar achar raciocínio a guiar-me Porém, limitações da mente são incapazes de entender esta gente Me afundo numa profunda amargura Mergulho numa desnorteada fúria Uma cólera invade meu amago subjetivo Tórrida flama desregrada destrói meu espírito passivo Meu encéfalo obriga-me, meu cerne se aflige. Feche teus olhos, desconecte-se deste mal que lhe atinge E novamente eu crio, recrio, fantasio caio no devaneio Num orbe sem luz e brilho, sem o cantar e o lirismo Somente o farfalhar do vento frio, trazendo um sopro sombrio Ninguém me julga, me condena ou me contesta Aqui me sinto bem, aqui minha consciência está imersa

No meu externo, exibo um riso coagido e quimérico Pois por dentro, fomento meu espasmo, o colho e pranteio No ímprobo de minha estulta, abracei minha penúria
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No meu externo, exibo um riso coagido e quimérico Pois por dentro, fomento meu espasmo, o colho e pranteio No ímprobo de minha estulta, abracei minha penúria E então, de maneira astuta, ela me agarrou sem piedade alguma Aniquilou todo meu deleite e jovialidade Me carrega aos vales mais vultuosos Herético, cessei na busca do aprazimento genuíno Extenuado, me prostrei na inércia eterna E para anestesiar meu pesar Apelo ao etilismo, ele ameniza, contudo não me regenera Tornei-me mero vassalo das agruras e pobre servo do suplício Assisto o tempo passar e minha alma vaga no esquecimento

Abstenção E não importa o tamanho do arco íris Nem o quanto sejam suas cores vibrantes
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Abstenção E não importa o tamanho do arco íris Nem o quanto sejam suas cores vibrantes Aonde meu ser peregrinar e se deparar O monocromatismo estarás sempre em meu olhar E não importa o quanto é verde e vivo o campo A sonância de um rio, os pássaros em canto Pois por onde minha alma propagar-se e alentar-se A grama se fenecerá, as aves irão desvanecer-se E não importa a alacridade exalando das catervas Tampouco sua momentânea serventia em festas Nada hás de desunir-me desta mazela prostrada Não absorvo a sua ledice, possuo uma dor arcaica E não importa o quão cético e realístico seja o mundo Sequer os tombos, fatos ou princípios claros e obscuros Flutuarei noutra dimensão, sob devaneios e quimeras Vivendo tramas de pura utopia em meu encéfalo que não cessa Não importa as tentativas de exibir-me a beleza do céu azulado Do sol radiante, do fulgor escaldante e magotes em entusiasmo O meu aconchego é num cosmos nebuloso, álgido e embaciado Eremítico, remoto, vetusto, acaçapado se não pelo trilar dos corvos Não importa a abundância nem mesmo a dimensão de triunfos Nem ao menos o prestígio, veneração e fascínio da humanidade Acompanharás sob mim, uma eviterna insatisfação de puro impérvio E uma entrançada indagação no júbilo do viver... Até quando? Não hei de saber E não importa o cômputo de flertes materializados Conquanto esta seja a donzela de fulgor enraizado Meu ímpeto se aglomera perenemente no sofrer Não busco amores, e sim a alavanca em sempre lamentar-me

Minha Morada Bem vindos a minha morada, nesta cova abstrusa e caliginosa eu me habito E mesmo fora dela, a maléfica me acompanha dentro de meu encéfalo vazio
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Minha Morada Bem vindos a minha morada, nesta cova abstrusa e caliginosa eu me habito E mesmo fora dela, a maléfica me acompanha dentro de meu encéfalo vazio Neste fundo de poço, se encontra o núcleo de minha mais profunda melancolia Meu isolamento das turbas genuínas, aqui possuo o portal para uma dimensão sombria Onde minha rotina ociosa se ocupa dos mais belos contos, sonhos, desejos... Eu me escondo ora em fármacos ou me afundo no deleite dos venenos E me alegro na espuria euforica alimentando-me de fictícias alegria doentias E após, volto sempre ao abismo lamentar-me desta vida miserável de agonias Então sua consciência lhe traz um paradigma de toda sua atual biografia Foi tudo uma mentira, você agiu de forma equivocada, desgraça de toda profecia Vivestes nos paralelos da fantasia e da realidade, você devorava a putrefação E então se apresentava sorridente eructando bons aromas aos outros Quando na verdade, em teu interno, tua alma vociferava em desespero uma solução Almejava pela migalha do desafogo aqueles bandos sem relação aos teus morbos Chegas até ti ansia esmagadora em findar-te daqui, pois não suportas mais sentir e sentir e pensar e refletir e se açoitar e prantear e sempre ser sub-julgado como mais um dramalhão corriqueiro e langoroso.