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Frase de Godhici Reverie

Abstenção E não importa o tamanho do arco íris Nem o quanto sejam suas cores vibrantes Aonde meu ser peregrinar e se deparar O monocromatismo estarás sempre em meu olhar E não importa o quanto é verde e vivo o campo A sonância de um rio, os pássaros em canto Pois por onde minha alma propagar-se e alentar-se A grama se fenecerá, as aves irão desvanecer-se E não importa a alacridade exalando das catervas Tampouco sua momentânea serventia em festas Nada hás de desunir-me desta mazela prostrada Não absorvo a sua ledice, possuo uma dor arcaica E não importa o quão cético e realístico seja o mundo Sequer os tombos, fatos ou princípios claros e obscuros Flutuarei noutra dimensão, sob devaneios e quimeras Vivendo tramas de pura utopia em meu encéfalo que não cessa Não importa as tentativas de exibir-me a beleza do céu azulado Do sol radiante, do fulgor escaldante e magotes em entusiasmo O meu aconchego é num cosmos nebuloso, álgido e embaciado Eremítico, remoto, vetusto, acaçapado se não pelo trilar dos corvos Não importa a abundância nem mesmo a dimensão de triunfos Nem ao menos o prestígio, veneração e fascínio da humanidade Acompanharás sob mim, uma eviterna insatisfação de puro impérvio E uma entrançada indagação no júbilo do viver... Até quando? Não hei de saber E não importa o cômputo de flertes materializados Conquanto esta seja a donzela de fulgor enraizado Meu ímpeto se aglomera perenemente no sofrer Não busco amores, e sim a alavanca em sempre lamentar-me

Godhici Reverie

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Pensador.com

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O Prisioneiro das Mágoas Estou preso neste passado de astenia Sou o prisioneiro das mágoas infindas
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O Prisioneiro das Mágoas Estou preso neste passado de astenia Sou o prisioneiro das mágoas infindas Quero libertar-me desta horrenda quimera A consumir-me, a fatigar-me, já nem vejo a cor Tampouco sinto o doce perfume da primavera Ando na mais íngreme vivência sem nenhum vigor E quanto mais eu resisto Mais intenso se torna meu aflito Ainda posso ver as borboletas me rodeando Do céu caem pétalas de rosas sob minha face de pranto... No entanto... Absorto em minha sina de agonia Atônito eu as perco de vista Cético suas unções não são alento sequer a chave A destrancar-me deste calabouço mental adicto no padecer Olho tudo a me cercar... Tenho o horizonte vasto de ternuras alcançáveis Possuo a chaveta em meus palmos a tirar-me destes sonhos deploráveis Contudo, sentindo-me o mais egocêntrico e putrefato dos indivíduos Espurco, entreguei-me ao jardim mirrado e vivo neste ambiente lesivo Embriagado, meu caro, pois estou a beira das mais terríficas ruínas Nesta masmorra onde o tempo não és bem-vindo, ele passa, porém, não é sentido Isolado a não ser pelas inseparáveis mágoas Logrado em ideações impenetráveis e escusadas Desatado do pragmático tempo Aprisionado em enigmático tormento Pois serei para sempre o prisioneiro das mágoas!

Aqui jazem todos os meus sonhos Desatinado, sepulto todos os meus ingênuos enleios Resignado, vejo apenas este fim para meus anseios
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Aqui jazem todos os meus sonhos Desatinado, sepulto todos os meus ingênuos enleios Resignado, vejo apenas este fim para meus anseios Contudo, a cova destas se encontra na necrópole de minha mente Para dirigir-me a este adro, basta um simples ato... um átimo Pois me encontro sempre a lamentar-me sob minha tumba Aos prantos da sanha, mágoa e mais imortal ânsia tão funda A expurgar toda lucidez da veracidade, flutuo sob solo umbratico E quando desperto deste delírio, sinto mil flechadas sob meu peito sombrio Como se no calendário, sempre fosse dia de finados O luto torna-se minha eterna vestimenta, sempre debruçado Eu rolo ao núcleo mais profundo da soturnidade incompreendida Sou atraído contra vontade, a aprazibilidade outra vez foi vencida O que há de ser a felicidade se não segundos de desfastio? E por que estes poucos segundos buscamos e almejamos Quando podíamos deleitarmos na ledice da languidez? Este pesar de pura afeição estacionado em nós mesmo menosprezado Muitas vezes pisado, humilhado, mas continuas ali e ao aceitarmos Aparenta assim ser menos doloroso seu aviso de chegada deleitoso Se és a tristura tua mais fiel escudeira Por que almejas a rosa da espúria? Quando rodeado a tua figura Se encontras no belo jardim de flores obscuras? Contestas aqueles a sustentarem a crença a um Deus Mas teu espectro junto a teu lastimável encéfalo Almeja a mais abstrata glória do enlevo E de tão demasiada extração no colo do enfaro procurando fuga eu te vejo A plena jovialidade da alma é uma dádiva presenteada a raros A desvencilharem da ardilosa tese da “creme” falha entre camicases E o desalento é a rebelião da índole insatisfeita As doses malfeitas insustentáveis em teu óculo hemisférico realista Permite o padecer na essência do esmorecimento em tua índole A morte é inevitável, porém é preciso bem mais que o entristecer Para arrancar-lhe da carne já pútrida a tua ingênua e inocente alma Onde no desconhecido de céticos, agnósticos e crédulos do globo Levar-te ao paradeiro desconhecido onde ouvimos o cantar de um corvo E por crer somente neste fatídico destino Tornei-me incrédulo ao maldito regozijo!

Tantos julgam e me julgaram Tratar-se de ser diferente dos demais Eu me pergunto
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Tantos julgam e me julgaram Tratar-se de ser diferente dos demais Eu me pergunto No que se baseia este atributo? És qualidade ou defeito... ...ser o oposto do comum? É malefício ou proveito... ...ser uma tulipa em um jardim de margaridas? Neste momento, creio ser um prejuízo Pois a maior dificuldade é tentar ser compreendido Torna-se um tormento, nem raciocinar eu consigo A revolta vem surgindo, por que ser alguém distinto? A repulsa por estar em terra de inocentes Crer nos sonhos mais inconsequentes Me seduzo por essa beleza e pureza Simplicidade viril, jardim verde e céu de anil Me agarro a uma insólita imaginação Esbarro ao seu lado, tudo é pura fantasia Hipnotizado por seus cabelos a lembrar chama e ardor A chama a despertar paixão, faz-me suspirar magia O ardor, pois, meu desejo é caloroso porem lacrimoso Porque quando retorno à realidade e a este mundo você não pertence Se não somente em minha mente.

Quem és este meu ser? É a estrada espinhosa vagando no desprazer É a fonte impetuosa de tantas lamentações
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Quem és este meu ser? É a estrada espinhosa vagando no desprazer É a fonte impetuosa de tantas lamentações A paisagem caliginosa, vento rogando em aflições É o acme de morbidez e egocentrismo A pura e assídua embriaguez e delírio... ...De viver na ótica mais lírica e atípica Neste orbe infestado de lascivos e messalinas É explorar e evocar os pontos mais nocivos Expressando assim as emoções acima de tudo já visto Este hás de ser meu ser no qual viverás sem diretrizes A impedir-te de na eternidade absorver sua turbação