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Frases de Gislene Camargos

94 frases

⁠SEM ESBOÇO... Escrevendo a vida... “nas entrelinhas”...
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⁠SEM ESBOÇO... Escrevendo a vida... “nas entrelinhas”... sem linhas... só estrelinhas... À mão livre... coração livre... corpo livre... alma livre... só nos livros... livre... Sem margem... marginalizada... sem esboço... no calabouço? Máscara a ferro e fogo? Que nada... uma máscara cheia de riso e poesia ...

⁠Lagoa encantada Vive em mim um estado febril um desatino aninhado
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⁠Lagoa encantada Vive em mim um estado febril um desatino aninhado um terremoto apaziguado erupção lava estancada mar de ressaca enchente de rio uma Lagoa encantada cacimbas abissais... tantos ais calados tantos gritos silenciados tanto “trem lindo”... tanto “trem bão”... vivo assim maravilhada e assombrada! Um dínamo que me “anima” e “atiça”... Por dentre chamas e céu Nos vãos e devãos, perco o juízo e sou o que quiser... sem censura e sem juízo solta e revolta... toda hora é hora de dar a “volta por cima” e voar... por entre os escombros e paisagens celestiais “dar o ar da graça” e inventar outras rotas... Outros voos, sonhos outros..

⁠PÔR DO SOL MÁGICO O pôr do sol me põe em mim... de novo... me (re)compõe...
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⁠PÔR DO SOL MÁGICO O pôr do sol me põe em mim... de novo... me (re)compõe... a praia da Graciosa é meu lugar mágico... onde me encontro “em estado de poesia”... Despida de cansaço e angústia... me visto de pôr do sol outra vez... o pôr do sol me sintoniza e «entroniza» o sagrado outra vez... ali me rendo ao enredo do sol em magia e estripulia... Ali alinha o teu e o meu caminho... pra onde tenha pôr do sol é pra lá que vamos... Vamos tecer e ser... e esquecer o não ter...Seremos...

⁠FARÓIS E ANZÓIS Teus olhos são faróis... Teus olhos são anzóis...
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⁠FARÓIS E ANZÓIS Teus olhos são faróis... Teus olhos são anzóis... me fisgam para dentro de você e de mim! semente verde esperança verdes profundos suaves fortes destemidos adentram meu corpo Pousam e repousam no meu coração... nossas almas em sorrisos abraçadas sabem que é hora de seguir estrada juntinhas a estrada é feita sonho utopia batizada na pia sagrada Abençoados no céu aqui na terra... Agora e sempre! Amém!

⁠COLO SORRIDENTE O colo é abrigo... carinho... ninho... o abraço segura
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⁠COLO SORRIDENTE O colo é abrigo... carinho... ninho... o abraço segura o corpinho que cresceu... o corpinho que floresce! o abraço mais laço... Nesse abraço floresceu todo amor e bem deste e de todos os mundos os vividos, os inventados e os sonhados... No espaço inexistente e infinito deste abraço mora um ser “encantado”... que (re)vive no teu e no meu peito que sorri a cada (re)encontro nosso...

⁠PONTE CHÃO CÉU Ponte aérea da terra ao céu voo baixinho...
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⁠PONTE CHÃO CÉU Ponte aérea da terra ao céu voo baixinho... “quase chão”... mas ainda nuvem Roço teu chão... aos teus pés... em teus pés... sobre teus pés... acostamento seguro Chão asfalto hora do beijo... o céu desce ao chão... o chão estremece... e se ergue... “cambalhota”! somos “marmota”... nossa rota (des)torce nós... tecemos tapete que voa tecemos tapete que cobre o chão... um só tapete...

⁠Divino à flor da pele... Coração à flor do amor... Alma à flor do coração...
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⁠Divino à flor da pele... Coração à flor do amor... Alma à flor do coração... Meu corpo à flor do teu... o teu floresce no meu... Nossos corações florescem e são canteiros floridos...arrebentando, delicadamente, bloqueios de espinhos... caminhos de carinhos e mimos de ternura... somos voz corpo alma coração veludo seda algodão a acariciar o divino um do outro... Fascínio e mistério em rios de sorrisos e encantamentos... desnudos na candura de anjos em arranjos e desarranjos celestiais e carnais... Celebração na vibração do amor... amor flor... amor à flor dos nossos sorrisos... Sorrisão...

⁠Uma orquestra em “concerto” Dizem que o mundo não tem conserto... está tudo “petecado”...
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⁠Uma orquestra em “concerto” Dizem que o mundo não tem conserto... está tudo “petecado”... Teimosa e amorosa acredito no “concerto” do mundo... Creio que, sob e sobre a batuta e literatura do Grande Maestro, a nossa orquestra ainda será “concertada”... E afinaremos as vozes e os instrumentos em fios invisíveis de amor... Minha substância é o sonho... minha forma é a poesia... minha mania é o amor... minha teimosia é a utopia... Acredito que esse aparente caos seja apenas um ensaio meio desajeitado... Sob a regência do Amor... do Maestro... do Poeta... essas estrofes são odes a um Grande Concerto... e o mundo será “concertado”... Um concerto com acordes prenhes nos amanheceres que ainda estão sendo fiados e tecidos no horizonte sob e sobre a batuta e literatura desse Narrador Onisciente e Onipresente... O nosso presente...

⁠Mais amor, por favor... O milagre da vida e da morte são enigmas que nos instigam desde tempo imemoriais...
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⁠Mais amor, por favor... O milagre da vida e da morte são enigmas que nos instigam desde tempo imemoriais... A natureza com toda sua grandeza e pureza nos fascina e ensina... somos centelhas divinas em caminhada individual e coletiva... Somos mistério profundo em comunhão com a fonte Amor... O Amor nos adorna e transforma em formas de Amor... Somos amor em nosso andor de amor e dor... Somos sementes a germinar em amor... para o amor e pelo amor... Amor, por favor!

⁠Somos “interrogação”... As minhas interrogações são passarinhos ainda no voo...
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⁠Somos “interrogação”... As minhas interrogações são passarinhos ainda no voo... são estrelinhas delicadas no firmamento do meu coração... são borboletas ainda “lagarteantes” em pré estréia de voo... “lagarteando” e sonhando voos... Minhas interrogações interrogam as suas... minha interrogação... tua interrogação... brincam nas dobras de nossas dúvidas em estado de encantamentos momentos delicadeza ternura beleza... Minha interrogação reza e a sua, ora... Por ora, somos cirandas e crianças tentando decifrar o enigma amor...

⁠Em “tibungo” Sou “asas” de borboleta... beijo de beija-flor... ninho de passarinho quentinho e fofinho...
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⁠Em “tibungo” Sou “asas” de borboleta... beijo de beija-flor... ninho de passarinho quentinho e fofinho... Sou burburinho de rio mar amar... Sou pôr do sol me pondo em você... sou arco íris colorindo teu corpo e riso... Sou poesia em tua cantoria... sou ‘estripulia” em nossa folia magia... Somos mel a lambuzar a vida de doçura e literatura ternura... Ternura que cochicha e urra em nossa urdidura bordadura... Somos sol nascendo... um no outro... Olho no olho... mergulhados em “tibungo” um no outro... Somos ouro um para o outro...

⁠O Todo-Poeta e nós... Nossos olhares se jogam um no olho do outro e... se diluem em ondas quânticas e semânticas...
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⁠O Todo-Poeta e nós... Nossos olhares se jogam um no olho do outro e... se diluem em ondas quânticas e semânticas... são chamas e labaredas... em paredes e redes de fios de sonhos risonhos... Somos feito “bobos alegres” em tibungo no fundo dos olhos um do outro... As palavras são sorrisos e risos em encontro trocado... trocadilho sintonizado e sincronizado... nado alado... cílios embaraçados e abraçados... somos braçadas de promessas... remessas de carinhos em trocas simétricas e miméticas... Só Deus o Todo-Poeta desfia o nosso enredo sob as suas mãos e bençãos onipresentes e oniscientes... Somos personagens nas suas margens benditas e benfazejas.. Lateja amor em nós... somos criaturas na santa escritura... nossa literatura nas alturas...

⁠DNA EM POESIA A poesia é meu dna mais profundo... um mundo particular e secular...
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⁠DNA EM POESIA A poesia é meu dna mais profundo... um mundo particular e secular... vivo “carregada” pela poesia... Uma ponte a me (re)ligar a mim mesma... a esmo me procuro... sou caleidoscópio em espiral... uma tal mania de me perder dentro e fora de mim.. A busca é fulga... me escondo nas palavras... entre o dito e o não dito... repito: bendito todos os dias em que a poesia me possui e intui... Bendita a tal mania de dizer o “não dito”... o proibido... poesia com libido pelo não dito... ... inventa ditos escondidos na profundeza de palavras vazias... mentiras... “De mentirinha” vou me fazendo verdade dita e bendita...

⁠A menina que adorava “gabiroba”... Naqueles idos, lá nas Minas Gerais Especificamente, na nossa Lagoa Formosa
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⁠A menina que adorava “gabiroba”... Naqueles idos, lá nas Minas Gerais Especificamente, na nossa Lagoa Formosa vivia a “criançar” pelos imensos quintais e ruas de terra vermelha batida... nosso pai não tinha carro mas o Senhor “Vorigues”, pai da minha amiga de infância Ione Costa e Silva (nunca esqueci seu sobrenome, pois era igual ao de um general que havia sido presidente do Brasil, naquela época de História decoreba) Mas isso não vem ao caso... voltemos ao Senhor Vorigues e ao que minhas memórias “guardam”... Ele, o Senhor Vorigues, pai da Ione era motorista de caminhão e... vez ou outra, enchia o caminhão de crianças e adultos e íamos “catar gabiroba no mato”... Meu Deus! Que delícia maravilha! ainda sinto o cheiro e gosto dessa fruta que se confunde com minha infância... Fruta sabor criança... Gente, minha boca ainda guarda esse gosto! ainda existe “gabiroba”? Onde? ou essa iguaria infantil existiu apenas na minha infância mineira?

⁠Exposta... (Ex)posição de coração... na beleza e reza de sorrisão em subversão...
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⁠Exposta... (Ex)posição de coração... na beleza e reza de sorrisão em subversão... Contravenção de invenção na oração... posta na sua vida... (ex)posta no voo de tirolesa até seu coração... Inteira na derradeira (ex)posição... Despedaçada? Que nada? (Ex)posta na nossa literatura em urdidura... sem “duras penas”... Aprendentes de amar em encontro de sorrisos... (in)ventando caminhos sorridentes no ninho de carinho (re)construindo voos livres de “sorrisos dados”... Amém!

⁠Teu gosto em agosto... O vento é pente... penteia e despenteia
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⁠Teu gosto em agosto... O vento é pente... penteia e despenteia as folhas... flores... árvores em reconfiguração... A ventania exala... (pre)sinto, sinto e (re)sinto o teu cheiro e gosto... num agosto à gosto de saudade e carinho... Ventania que nina e sacode e descobre... abre estradas e mares de amares em meu corpo em (re)composição... uma canção em meados de um agosto...

⁠Encantos sem quebrantos... Aí você vai tirar as roupas da máquina de lavar para estender no varal...
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⁠Encantos sem quebrantos... Aí você vai tirar as roupas da máquina de lavar para estender no varal... (não daqueles da minha infância que eram de arame farpado ou liso...) e, sim, desses “modernos”... próprio para pequenos espaços Voltando às roupas... você se depara com um “sutiãzinho” pequenininho infantil ainda... da sua neta tão amada... Emoção coração na mão e lágrimas nos olhos... um misto de sentimentos, aliás, um turbilhão no coração... Gratidão pela participação mais que especial no desabrochar do feminino sagrado da minha neta... Aquela em que ficou “um pouco do teu queixo”, Filho “encantado”, Gregório... Ela que nos “presenteia” com a presença continuação Tua entre nós... ela que nos “encanta” mais a cada dia com seu jeiti#2;nho“Elisa” de ser... de ser “encantadora”!

⁠FEITO “BOBOS ALEGRES” incêndio poético... incendiada pela fúria das palavras “engasgadas”...
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⁠FEITO “BOBOS ALEGRES” incêndio poético... incendiada pela fúria das palavras “engasgadas”... Em “labaredas” me consomem as paredes de vento e nuvem que se fazem ciranda andança ... A nossa dança é em fogo poetizada... fogo que se espalha e se espelha em nossos “sorrisos bobos”... de fogo atada e espetada em alada capela musical... Sem sinal de fumaça... somos sinais de chamas em labaredas... Enredadas e “mancomunadas” estão nossas peles em fogo sagrado e alto... Alta voltagem... em contagem Regressiva e progressiva somos nós... “Nós” em acabamento de “deslumbramentos”... momentos lentos e envolventes...

⁠Peles em estesia... A vida é mar... vida amar... mar bravio... de pavio curto...
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⁠Peles em estesia... A vida é mar... vida amar... mar bravio... de pavio curto... de ressaca tabula e encabula com novas bulas de uso... O mar é manso... um remanso... massageia nossos pés e almas com novas abordagens... bordadura em literatura ternura... O mar é música inspiradora e sedutora a sussurrar e urrar nos nossos ouvidos e almas... A vida é mar amar a suspirar e gemer saudades e eternidades... Você veleja em meus mares... eu navego no ter mar amar... nessa peleja, somos desejos ancorados em nossas peles em estesia... somos poesia e cantoria...

⁠Vó Donana A pele é nosso esboço mapa... dna... cartografia em afagos...
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⁠Vó Donana A pele é nosso esboço mapa... dna... cartografia em afagos... Vamos fazer círculos mágicos em volta das sombras que nos “assombram”.. . Vamos “delicadamente” adocicar tudo à nossa volta... Vamos em “saltos” e voos ser borboletas e carícias na alma do outro... Vamos ser “sopros de luz” no coração do irmão... palavras algodão e palavras sedas a deslizar das nossas bocas... Sejamos “sorrisos” a acariciar em mel e céu... na pontinha dos dedos... enredos iluminados... Toque de levinho na alma... ama... Emana... irmana... vó Donana...

⁠(Des)entendida... Como se diz lá nas nossas Minas Gerais ando “disintindida” sobre a vida... da vida...
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⁠(Des)entendida... Como se diz lá nas nossas Minas Gerais ando “disintindida” sobre a vida... da vida... buscando apenas “sentir’ a sua grandeza e inteireza... Tentando deixar fluir... fruir cada instante com alegria e poesia... buscando a sabedoria divina na simplicidade profunda que funda a vida... Uma literatura fundura candura... sem duras penas... apenas o encanto... o teu canto... no nosso canto... um cantinho cheinho de sedução e canção...

⁠Zeus e eu... Meu Zeus e eu... eclipse no panteão... Esse Zeus é deus meu...
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⁠Zeus e eu... Meu Zeus e eu... eclipse no panteão... Esse Zeus é deus meu... nosso altar é sol nascendo nas nuvens... Altar adornado de corpos, almas e coração... Nossa oferenda é de rendas... rendas tecidas e entretidas por nossos corpos em trança e dança sagrada... Isso muito nos agrada... teu eros é elo a bordar e desenhar amar... beija- flor a beijar a flor amor em voos e pousos... Repouso por entre peito e cabeça a esperar nova performance... Um romance em nuance por um eros artista divino profano... Zeus e eu... Eu e meu Zeus...