De Dália
Sandália de dália enfeitada
para a caminhada nas nuvens
pés de asas enfeitados
nas mãos um rosário de estrelas
para iluminar o céu
no peito um véu
acaricia o camafeu
com o retrato teu
nas costas o sol nasceu
raios em fios desceu
nas coxas floresceu
o ventre (re)nasceu
nos braços de Morféu
sono sonho acordo
acordo sono sonho
sonho acordo sono
ao som da sua flauta doce
sou menina moça sonhadora
meu flautista da noite e do dia
Voce aceita dancar comigo?
e, assim, nos (re)encontramos...
corpo, alma e coração!
coração batendo
um no peito do outro
um dueto perfeito
batidas entretidas e benditas!
A dança nos (re)ligou
em fios invisíveis e sedutores
ternos e fortes em rebentação
mão coração pulmão
respiração inspiração expiração
ritmo (re)conciliação...
uma nova ponte...
um novo acordo...
novos “belos horizontes”...
olho no olho...
corpo a corpo...
alma a alma...
nosso enredo sendo tecido
com todos os sentidos
um novo “sentido”...
ELISA...
Na imensidão dos teus olhos,
navego em todos os mares...
sou “poesia a vela”...
No teu riso, todos os “rios”...
sou toda risos... sem riscos...
Em teus bracinhos, todos os abraços e laços...
em tuas pernas, todos os meus passos...
Na sua doçura, toda a literatura se aninha...
Na tua ingenuidade, não temos idade...
Na tua inocência, toda essência...
magia... poesia...
No teu incessante faz de conta,
todas as contas e elos a desenhar e amar...
No teu coraçãozinho,
somos todos
“coração”... em oração...
Elisa, és céu
no chão das nossas vidas....
Teu pai Gregório ri no teu riso
e vive e revive no teu universo
cheio de versos...
"PARTIU"!
Vou me embora pra dentro de mim
Vou “(re)conhecer” cada “pedacim”...
Vou me olhar com os olhos do coração
Vou “botá reparo” em mim
Vou cuidar de mim...
cada “tiquim” (des)conhecido...
“Partiu” pra dentro de mim!
O mapa é minha intuição...
O olhar amar escavação...
coração arqueologia
poesia astrologia
“tesouros” à vista!
“monturos” debaixo...
“tesouros e monturos”...
um iceberg só...
solidão bem acompanhada
lágrimas e sorrisos
abençoam a expedição...
sem interdição...
cada vista é mapeada e abençoada...
na toada da nossa canção
santa missão... a minha, a sua...
missão santa!
Coração meu e seu em comunhão...
À nossa comunhão!
"DE COR"...
A vida é inédita...
quem dita as regras?
Sem script...
Ao vivo com ou sem cores...
sem ensaio... é de soslaio...
Um balaio de “gatos” e de ratos...
atos insanos... em anos ou segundos...
Um balaio de jabuticabas e roseiras...
inundo o mundo imundo
de esperança e poesia e utopia...
Na pia batismal fui inundada e encharcada...
mania de “coloração”.... cor com o coração...
Coração sangrando e esparramando poesia...
À deriva estou... e viva a poesia...
e vivo a poesia... com cor e de “cor”..
Poesia “de cor”...
EM FANTASIA
A fantasia induz sonho...
sonho dormente nas dobras luz
reluz cor brilho estrela
a memória corre solta
em imaginação coração
Tua voz ainda canta
ouvidos silêncio encanto
saudade invade macia suave
suavidade avassaladora
terremoto às avessas
somos vestes um do outro
vestidos de luz à meia luz...
inventamos um ao outro
em voz sussurro silêncio
grito silencioso
se faz e nos (re)faz
NA "CACUNDA" DO SONHO
Na “cacunda” da utopia,
caminho... voo... mergulho...
imersão sem submissão
uma nova versão!
sonho subversão...
Atrelada ao sol velejo
atiço céu com estrelas e lua
do avesso pinto a vida
Aquarela debruçada
ajoelhada no céu
altar inventado!
A oração é poesia
de coração para coração
na mão, rosário gratidão
veste minha alma desnuda
na “cacunda” do sonho
somos criaturas de amor
Um na “cacunda” do outro
somos alados e amados!
Enxoval lua de mel
camisola dourada pra noite demorada
anágua de água pra dia pausado
camisola de seda pra noite estrelada
calcinha de florzinha pra tardezinha
camisola prateada pra noite enluarada
calcinha vermelha pra tomar café
camisola de bolinha pra manhãzinha
meia arrastão pra final de semana
luvas de pétalas de rosa toda noite
grinalda furta-cor pra ver o pôr do sol
Colar de arco-íris pra colorir tua íris
anel de crepúsculo pra cumprir o oráculo
pulseira de ipê pra adornar a dança
na cintura uma ruma de rosa
sem espinhos...
Flor de dentro
Engulo o silêncio
mergulho em lágrimas
dilúvio em alívio
(des)obstrui o peito
peito liberto
janela (re)abre
sorriso se abre
na soleira ensolarada
a primavera acena
se fazendo flor e cor
floresce no calor
em torno do ventre
no baixo ventre
lateja primavera
seja na beleza
seja na peleja
da flor de dentro
ELISA EM ENCANTOS...
Elisa é céu...
é “designo” de Deus...
um signo de amor...
Elisa é encanto...
um canto um tanto melodia...
dia e noite... dia após dia sua
magia e poesia vai nos enredando...
Enredo de candura e doçura...
uma ternura em cada dobrinha de sorriso...
Elisa é “filhotinha” de anjo...
ficção...
inventando e tecendo faz de conta...
Elisa nos faz e refaz em amor e meiguice...
amorice...
Poética da gratidão
Gratidão é elo
a nos (re)ligar a nós mesmos,
ao outro e ao universo
Gratidão é o mais belo poema
escrito com a pena do coração
da alma do corpo inteiro
Gratidão não carece rima
já é coisa rica
repleta de verso
frente e verso
verte abundância
exala amor
em concordância
com a abundância
a gratidão faz bem ao coração
a gratidão faz bem à alma
a gratidão faz bem ao corpo todo
humaniza e harmoniza
baliza nossa divindade
uma infinidade de possibilidades
amorosas e harmoniosas
se abre em todo nosso ser
Ser luz
dentro e fora da gente
luz que ilumina e anima
tudo e tod@s
Namastê!
DE CHOCOLATE...
Somos feitos de vinho...
de chocolate
e de morangos...
Ainda bem...
Meu bem... ressuscitados... atados...
enlaçados... na graciosa... graciosamente...
A vida se refaz...
bem faz...
o bem fazemos...
Somos benfazejos... somos anjos...
anjos em andores outros... sem dores....
Cheinhos de cores e “amores”...
Somos “anjos voadores” nos ares e mares...
anjos terrenos... com asas rasantes...
antes das asas... correntes...
Por entre dentes... reluzentes...
asas aprendentes... Surpreendentes...
QUEBRANTO NAS NUVENS...
“Virei o vento”...
não entendo...
“com quebranto”...
sem pranto... de pronto...
No ponto de por à prova
um novo molde...
uma ode ao meu maravilhoso...
um devir assombroso...
Gratidão ainda sem certidão...
mas com aptidão...
perdão... o sonho acordado... sonho risonho...
pintado de pôr do sol... com ou sem nuvens...
Eu sei que tu vens...
VIDA AMADA...
Apagar...
Como se possível fosse deletar
o dito...
o vivido e o sonhado...
tão amado...
Cadê o teclado?
Onde está a agenda?
(Des)agendar... (des)falar...
amar, apesar de tudo isso...
vida maravilhosa, apesar disso...
disso tudo... eu não disse nada...
Amada... vida idolatrada...
Coração moído
A palavra grita dor
O peito grita abafado
O coração sangra dor
aqui dentro tudo sem graça
sentimentos em trança
apertam na garganta
um nó que dói
coração moído
mente (re)mói
flashback sem cor
sei que vai passar
a cor vai voltar
o sorriso vai se abrir
de novo dentro dos teus olhos
vou descansar
vamos nos tocar com delicadeza
na singeleza e beleza
que mora no nosso peito
com amor e respeito
no parapeito da janela da alma
DE "ALMAS DADAS'
Em minha cabeça,
uma “rudia” de sonhos...
aninham e ninam coração
grávido de palavras...
Minha alma feita de eternidades
continua a peleja de roçar na tua...
Eternidade de literatura e urdidura...
perdura na lua de luto e de luta...
“Luto” por todas as idas e lutas...
uma labuta com a batuta do Poeta
Onisciente e Onipresente...
presente até na ausência
e na saudade de ti...
sem ti... senti tua alma e a minha
na palma da mão ...
Seguiremos de “almas dadas”...
TREMPE E TEAR...
O Amor é “trempe”
aquecendo nossos corpos
em chamas ensolaradas e estreladas...
Enquanto isso, nossos sonhos
são enredados pelo tear...
num altar em alto mar...
nossos medos,
pendurados nos varais
criam coragem...
e viram miragem numa viagem...
passagem de trem...
viagem... vertigem...
EM TRAVESSIA...
Com licença poética, posso subverter
e ser o que inventar...
ter todas as palavras para delirar...
E nesses delírios poéticos,
o céu é o deslimite... um jardim
de lírios e estrelas...
A vida vira metáfora
pelas palavras afora...
anoitece e amanhece
a qualquer delírio...
Os delírios são rios de palavras
ensandecidas
tecidas em rendas de
sentimentos e
atravessamentos...
APARIÇÃO
vez ou outra, você vem
suporte sonho...
você volta
nas “voltas que o sono dá”...
(Re)surge envolto em luz!
sem noite marcada...
sem telefonar 84041488
sem interfonar casa 9
sem avisar...
(Re)encontro inusitado!
“Em paz”... como combinamos
na despedida dessa vida
livre como sonhamos...
“- mãe, voltei a estudar,
estou aprendendo tantas coisas... “
uma vez você veio...
só para “aquele abraço de alma”...
que nos “(re)ligou” de novo
por todas as eternidades e vidas
passadas, presentes e futuras...
Venha, sempre, filho!
ligação eterna...
nas ondas vibração amor
contemplação etérea
somos nós...
templos!
(RE)EDIÇÃO
A vida é o interdito...
o dito... o não dito...
A vida é o (ben)dito...
o (mal)dito...
A vida é o silenciado...
sem cadeado nos sentimentos...
A vida é (sen)tidos...
sempre entretidos à nossa procura...
A vida é com sentido...
é (con)sentida... com ida e volta...
à sua volta os sentidos
brincam e se escondem...
(Re)aparecem... em ditos outros...
em sentidos outros...
A vida é sem “ditados”...
a vida é (re)editada...
Edição em (re)invenção...
NASCENTE
O sol nascente vai “desvirginando”
lentamente a manhã com seu
fulgor e cor alaranjada...
Vai adentrando as frestas da cortina
que se entrega à sua luz
timidamente...
Sou “abduzida” pela cor e luz vibrante...
(des)nuda de tudo... me (des)nudo...
E, muda...
me visto do nascer do sol...
Assim, estarei “amanhecendo”...
sempre... um eterno amanhecer...
Ser “nascer”...
uma recém-nascida...
QUENTURA E TERNURA...
Minha poesia é laço a abraçar-te...
é elo a ligar o nosso ar... ar quente...
Refrigério em nosso “rio”...
o ar condicionado é alado...
é mar “mareado”...
Ao lado do outro lado...
só com o ar ligado...
Palmas voltou a ser Palmas...
na “quentura” e na literatura...
Quem atura?
Temperatura nas alturas...
(DES)MANDO
Ando a (des)inventar “moda”...
(re)construindo itinerários...
tecendo ilhas em outros rios...
ando “teclando”
poesia e não reclamando...
A mando da utopia...
em (des)mando...
sigo amando...
Latifúndios de lírios
Planto lírios nos horizonteslatifúndios (é assim
mesmo emendado)
Que se perdem ao infinito
olhos não conseguem alcançar
Semeio sonhos pelo céu
olhos não enxergam
o coração e a mão
cuidam da plantação
as estrelas irrigação utopia
esparramo palavras
crianças cirandas
nessa terra arena palco
comunhão com palavra pão
comunga o corpo
a alma
o coração
esparramados
em ramas e rumas
colheita farta