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Frases de GIL M. FLEMING

111 frases

⁠Muito poderia ser dito, entretanto, palavras há em abundância para o pouco que se apreende. Mister se faz o próprio pensar.
⁠Quantas luzes podem existir? Luz das estrelas, a luz dos olhos Cidades-luz, luzes de Edson
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⁠Quantas luzes podem existir? Luz das estrelas, a luz dos olhos Cidades-luz, luzes de Edson A luz de um sorriso, da infância feliz Luzes de carros, apressados, luzidios O brilho do ódio na intolerância humana Árvores de natal, luzes coloridas A luz vermelha, convite à carne Luzes piscantes da adoração xenófila O farol da justiça, fraco, desfocado, vacilante Luzes que se foram e que virão Luz da vida, da morte E tantas outras que aí estão.

⁠Alguém já sentiu o peito congelar e o corpo todo vibrar em ondas quentes Já teve plena certeza de que o mundo era perfeito e a vida maravilhosa Sentiu vontade de voar, achando-se completamente capaz de tal façanha
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⁠Alguém já sentiu o peito congelar e o corpo todo vibrar em ondas quentes Já teve plena certeza de que o mundo era perfeito e a vida maravilhosa Sentiu vontade de voar, achando-se completamente capaz de tal façanha Quis correr, gritar, cantar, sorrir e explodir ao mesmo tempo Perdeu a noção do tempo e da realidade Quis invadir e ser invadido, até que dois corpos fossem um só Alguém já sentiu o poder devastador da paixão?

⁠O AMOR não é capaz de resistir incompleto A plenitude é o seu elemento natural E a condição sua inimiga
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⁠O AMOR não é capaz de resistir incompleto A plenitude é o seu elemento natural E a condição sua inimiga O AMOR pode suportar falhas, admitir enganos, perdoar erros Porém, não sobrevive na insegurança Necessita de uma intenção pura e um propósito firme O AMOR perece com a negligência Exige atenção e cuidados incansáveis, permanentes Senão muda sua natureza e nos confunde O AMOR desconhece seu poder É capaz de transformar tudo em felicidade Mas também pode fazer arder em chamas nossa realidade O AMOR é a presença serena e confiante Ainda que não seja eterno Deve ser, necessariamente, constante

⁠Que sabes tu, ó incansável guerreira? Por quê me pedes as horas? Dondes tem que te devo contas? Se já lhe dei satisfações, não lembro. Quando o meu dia chegar, não espere de mim lamentações, pois de bom grado irei.
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⁠Que sabes tu, ó incansável guerreira? Por quê me pedes as horas? Dondes tem que te devo contas? Se já lhe dei satisfações, não lembro. Quando o meu dia chegar, não espere de mim lamentações, pois de bom grado irei. Só não a quero sempre por perto, conquanto de tua presença não gosto. Tu com o véu dos tempos sobre os olhos e a foice insaciável, desagrada o que a ti não pertence. A vida, meu elemento, não se inclui nos teus termos, aguardes, então, tua vez.

⁠Viajo pela noite sem me lembrar, do dia que passou, é ou virá. Deitado em uma cama, olhos fechados, mente obliterada pelas imagens da comunicação, sinto cada vez mais distantes, em certezas pungentes, meus instintos naturais. A natureza chama, vejo seus gritos entrarem por deba…
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⁠Viajo pela noite sem me lembrar, do dia que passou, é ou virá. Deitado em uma cama, olhos fechados, mente obliterada pelas imagens da comunicação, sinto cada vez mais distantes, em certezas pungentes, meus instintos naturais. A natureza chama, vejo seus gritos entrarem por debaixo das costelas tirando a respiração. O coração se comprime, um gosto ferruginoso pela saliva e os olhos – ah! Os olhos – enchem-se de lágrimas, numa tristeza/felicidade de querer expressar o indefinível – a incrível aventura de existir.

⁠É noite, fria escuridão em meu peito À frente livros em pilha nada dizem Em suas páginas palavras não há, são como telas
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⁠É noite, fria escuridão em meu peito À frente livros em pilha nada dizem Em suas páginas palavras não há, são como telas Telas brancas aonde desenho o sorriso quente de seus olhos Perdendo-me dolorosamente na contemplação As horas voam madrugada adentro e continuo amortecido Ouço no fundo, débil, a voz da consciência Ela protesta, impõe; mas, diante da minha impassibilidade, capitula O sol desponta e nem assim sinto aquecer-me Diria a obrigação: - outra madrugada perdida Diz meu coração: - feliz estou, pois, ainda que em pensamento, de novo a tive do meu lado O telefone, mudo, insiste em não tocar Por mais que o mire, por mais que deseje, nega-me o direito de poder lhe falar Tua lembrança, como uma febre, me acompanha em tudo que faço A cada minuto, junto à batida do coração, sinto sua presença Uma dor sólida trespassa todo meu ser Sinto-a correndo nas veias, como se de mim fosse parte As vezes chego a invocá-la, como um mantra Receoso de que, sem ela, o sangue congele e a vida pare Saudades, suspiro, são tantas que não consigo quantificar Saudades de você, inteira e completa De onde vem essa necessidade premente? Este reflexo meu que em ti vejo? Não sei, não posso e não quero explicar Só preciso sentir, isto me basta.

⁠Dias há em que somos capazes de enfrentar o mundo. Nada pode nos ferir ou cortar nosso caminho. Nos sentimos grandes. Uma grandeza que irradia através do corpo como um todo, como se nosso querer fosse o único requisito necessário para o existir. Uma grandeza plena, física e esp…
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⁠Dias há em que somos capazes de enfrentar o mundo. Nada pode nos ferir ou cortar nosso caminho. Nos sentimos grandes. Uma grandeza que irradia através do corpo como um todo, como se nosso querer fosse o único requisito necessário para o existir. Uma grandeza plena, física e espiritualmente. Nestes dias os problemas deste mundo são desmascarados, revelando sua verdadeira face – a transitoriedade e irrelevância. Nestes dias nossa natureza retoma seu lugar na ordem natural e divina das coisas. Dias há em que nos afundamos em um mar de desespero e desilusão. Tudo é capaz de nos atingir e forçar um retrocesso. Nos sentimos pequenos. Uma pequenez que escorre pelos nossos poros, reduzindo toda nossa vontade ao simples exercício de seguir respirando. Uma pequenez tirana que alcança a vida e a morte. Nestes dias os problemas deste mundo ganham força e espaço, dominando todo o nosso querer, iludindo nossa mente. Nestes dias nossa natureza é fraudada e impelida a se rebaixar para as coisas menores. Nossa vida é marcada por extremos – força e fraqueza; alegria e tristeza; poder e subserviência; vontade e dominação. Devemos aprender a sobreviver, cientes da atração que tais extremos exercem sobre nossa existência, mas buscando corajosamente e incansavelmente resgatar nossa natureza pura. É a nossa missão, nosso destino.

⁠No alto do abismo a única certeza que restava era a vontade de voar. Olhei para trás e vi o quanto já havia escalado. Lembrei dos momentos bons e dos ruins, sem poder dizer quais tive mais.
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⁠No alto do abismo a única certeza que restava era a vontade de voar. Olhei para trás e vi o quanto já havia escalado. Lembrei dos momentos bons e dos ruins, sem poder dizer quais tive mais. A subida foi e tem sido difícil, mas o desejo e o dever de crescer sempre foram mais fortes. Quantos amei ou odiei? A quais estendi a mão ou ignorei? Para quem sorri ou amaldiçoei? Não sei e talvez já não queira recordar. Tudo o que importa, tudo o que vejo agora, é o horizonte à minha frente. Estradas brotam como uma miríade de estrelas, largas ou estreitas, pedregosas ou pavimentadas, duvidosas ou sinalizadas, curtas ou infinitas, solitárias ou lotadas, com destino certo ou sem destino algum, mas no final são só estradas e a escolha é de cada um, individual e inescusável. Então, num impulso me atirei, as pernas esticadas e os braços bem abertos. Com os olhos fechados senti o vento bater confiante no meu corpo inteiro. Sua voz imperiosa dizia: “você pode”. Na queda, naquele mergulho vertiginoso, juntei todos os pedaços e, num espasmo de onisciência, entendi tudo, para, no mesmo instante, poder esquecer. Estava voando.

⁠Aguardo, ansiosamente, o retorno das batidas de meu coração Apesar de todo o sofrimento, apesar de toda a desilusão Sei que no fundo do peito dorme pesarosa uma chama candente
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⁠Aguardo, ansiosamente, o retorno das batidas de meu coração Apesar de todo o sofrimento, apesar de toda a desilusão Sei que no fundo do peito dorme pesarosa uma chama candente Perdida nas memórias dos incêndios passados Recordando os dias felizes de labaredas impetuosas Sinto que dia-a-dia a escuridão se ressente um pouco mais Consciente dos dias claros que estão por vir Dias em que os raios de luz serão novamente percebidos e alimentados Dias em que a vida terá de volta a esperança Pois nem a grande noite pela qual passei terá o poder de me apagar

⁠Só eu sei dos caminhos escuros que percorri Sentindo, a cada passo, a dor de sua ausência Há pouco tempo atrás havia tristeza,
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⁠Só eu sei dos caminhos escuros que percorri Sentindo, a cada passo, a dor de sua ausência Há pouco tempo atrás havia tristeza, Mas junto a ela estava a certeza de poder estar com você, Ainda que por instantes Tudo parece confuso, como em um pesadelo no fim da noite, Do qual recordamos ao despertar No fundo, apesar da incerteza, Não houve um dia sequer em que deixasse de pensar em você E nestas horas, mesmo amargurado, Sentia aflorar um sorriso na minha alma, Que corria no meu sangue e inundava meu espírito Nem sei quantos dias se passaram, Só posso dizer das tardes, noites, madrugadas e manhãs Que passei sem você.