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Frases de Geraldo Neto

382 frases

⁠Ofereço-te uma xícara! As tardes espreitam a noite e a noite me relembra a madrugada e um céu sem estrelas e sem lua, ruas vazias e mais nada. A brisa suave do horizonte traz-me a felicidade dos deuses do prazer, a sensação vadia de que perdi você.
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⁠Ofereço-te uma xícara! As tardes espreitam a noite e a noite me relembra a madrugada e um céu sem estrelas e sem lua, ruas vazias e mais nada. A brisa suave do horizonte traz-me a felicidade dos deuses do prazer, a sensação vadia de que perdi você. O amor tem um sabor de existência e esse gosto vem do doce de um beijo ou do encanto de um sorriso e até mesmo do silêncio do entreolhar. A gente se entreolha, isso é um máximo, os olhares não dizem nada pois escondem por trás da timidez a voracidade de corpos sedentos e de almas com aparência inocente pois o amor é inocente, ensina as trilhas do prazer desnudo. Ofereço-te uma xícara, esbanje suas lágrimas para que seja o meu café das tardes miseráveis onde desejava o teu corpo e o teu beijo, a essência de mil loucuras e de minhas ternuras obsessivas, o aroma de meus dias ansiosos e o café de minhas tardes solitárias onde eu bordava novas paisagens de amor enquanto você galanteava confidências no leito quase perfeito da glória. E nessa rotina entre o tudo e o nada, sem saber o que é o amor, nada mais importa - um sorriso a toa, a saudade sem passado e um desprezo, desprezo? - Que beba água de pote, só entendo de amor e é de amor o que me adorna.

⁠A madrugada uiva vãs noites, e as ruas vazias discursam encrespações, ao longe já se ver os poemas de dois corações,
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⁠A madrugada uiva vãs noites, e as ruas vazias discursam encrespações, ao longe já se ver os poemas de dois corações, e o seu dilema que me atira açoites. Há outros beijos e outros nortes que na noite turva se cultua o adeus de minhas mãos nuas e o alvitre impecável de nossos corpos. E no infinito já se ver outros caminhos sem você um prazer que aos poucos se desfaz, Meu amor, adeus, pra nunca mais...

⁠à sombra do meio dia se espera a noite, uma noite escandalizando-se em estrelas, luas e segredos. sem o enredo de um teatro vulgarizado.
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⁠à sombra do meio dia se espera a noite, uma noite escandalizando-se em estrelas, luas e segredos. sem o enredo de um teatro vulgarizado. à saudade da partida se espera a chegada, a volta ou o nunca mais de um nunca a mais infinito, e coisas se guardam na mente de anônimos apaixonados. Olhos se fecham, corpos se entortam e um único gemido dilacera, em cada um - uma espera.

⁠As ideias dialogam, sem o compromisso com a verdade. Quando alguém discorda, o sol nasce no horizonte, entretanto, ao concordar, as ideias morrem. E você pode me perguntar, mas, existe a anuência das ideias até por seguridade das relações humanas? Concordo, porém, é uma concordâ…
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⁠As ideias dialogam, sem o compromisso com a verdade. Quando alguém discorda, o sol nasce no horizonte, entretanto, ao concordar, as ideias morrem. E você pode me perguntar, mas, existe a anuência das ideias até por seguridade das relações humanas? Concordo, porém, é uma concordância aparente, não existe a anuência de ideias, o que temos é apenas o bom senso de limitarmos. A verdade não se conta, se busca, se busca e se busca além das limitações humanas.

⁠E todas as poesias rasgaram-se em lágrimas, café, ron, cheiros e mais cheiros e falavam do sensacional que oblitera o espetacular
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⁠E todas as poesias rasgaram-se em lágrimas, café, ron, cheiros e mais cheiros e falavam do sensacional que oblitera o espetacular e nada tenho a mais nem a menos, apenas desejos do nada amanhecido depois de um luar as pessoas conversam, caminham, correm a hora passa descontinuamente e nada vem a mais, nada vem a mais, e sua lembrança me insinua, desesperadamente. E corro pra janela e nada vejo ligo o rádio e nada escuto está tudo parado a descansar? Há ruídos, É o nada, em desespero, a cantar.

⁠velejei em mar aberto por uma densa expectativa em pescar amores, resisti a ondas revoltas, frios e tempestades,mas, em um certo limiar do tempo consegui abrir os meus olhos ressecados e tímidos, vislumbrei a luz do sol e na praia cortejavam-se todos os meus amores a contento e…
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⁠velejei em mar aberto por uma densa expectativa em pescar amores, resisti a ondas revoltas, frios e tempestades,mas, em um certo limiar do tempo consegui abrir os meus olhos ressecados e tímidos, vislumbrei a luz do sol e na praia cortejavam-se todos os meus amores a contento e acompanhados, então sorri, e uma brisa serena descaminhava o navio para uma outra direção, agora em mar sereno enxerguei um horizonte, águas azuis e um céu anoitecendo e me cobrindo pouco a pouco de um denso véu de estrelas, e sob o amparo da lua consegui dormir sem esperar o nascer do sol pois ele já tinha amanhecido dentro de mim. Assim defino amor, nesse momento da existência!

⁠Há um olhar envergonhado que se fecha e palavras caladas que não sabem nada dizer escuta a tua canção, um amor que não se deixa
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⁠Há um olhar envergonhado que se fecha e palavras caladas que não sabem nada dizer escuta a tua canção, um amor que não se deixa mas se abandona sem nada mais pra fazer. E ao léu há poesias e nostalgias mas você está no outra lado da melodia e nada posso fazer a não ser o estoque de rebeldias, e vou me esquecendo extasiado em pleno dia. Já que não posso falar pela dor, Vou escrever e reiventar um grande amor. um grande amor.

⁠me canso dias e dias, e no sereno da noite, o sol vem logo cedo clarear,
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⁠me canso dias e dias, e no sereno da noite, o sol vem logo cedo clarear, o que era escuro, frio, feito açoite. Mas tudo é vazio, sem você, cadê ao menos o amor vadio, que enlouqueceu e logo esqueceu. Não sento ao lado da fidelidade pois nada é de verdade e escorre pelas idades e nada nasceu. Não sou e nem fui, não ando e nem cheguei, tudo é um nada que flui, até o sombrio desejei, algo desprezado ao léu morreu.

⁠Caro amigo, Como dizia os conservadores cardeais italianos na década de 50 - "com o coração dançando no peito", o exorto no crepúsculo de 2021 com a mesma nostalgia, como se o coração dançasse em meu peito, para que no ano vindouro, você retire os seus sonhos do campo imaterial…
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⁠Caro amigo, Como dizia os conservadores cardeais italianos na década de 50 - "com o coração dançando no peito", o exorto no crepúsculo de 2021 com a mesma nostalgia, como se o coração dançasse em meu peito, para que no ano vindouro, você retire os seus sonhos do campo imaterial das ideias e os concretize na práxis racional da realidade, uma aparente inversão da metafísica aristotélica, e que seus dias sejam felizes, pois as lágrimas vão vir fragilizar a sua alma mas o seu sorriso será farto e tudo renascerá em 2022. Com afeto, Geraldo Neto. Às 18h do último dia de 2021.

E a tarde tem cheiro de café, com sabor de pão amanteigado, ⁠e nas noites vazias só resta a fé,
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E a tarde tem cheiro de café, com sabor de pão amanteigado, ⁠e nas noites vazias só resta a fé, de Lázaro esperançado. Mas no céu tem estrelas a reluzir, luzes mossoroenses em promoção, dá até para comer um açaí, depois de dois hambúrgueres por um vintão. E do meu carro se borda o futuro, pelas vontades de nossas invenções, Lázaro ascendendo no escuro, a luz que alumeia nossos corações. E nas voltas tão esperadas, nos caminhos mais medonhos, vai e vem dois psicopatas, empreitando realizar sonhos.

⁠Se a morte me visitar apressadamente, esperarei com a bagagem de todos os meu sonhos nas mãos e garrafas de vinho para entorpecer um pouco, mas, não hesitarei de ir, apesar de tantas obra pra concluir, enfim, não sou privilegiado e não posso pedir para esperar. O meu legado não…
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⁠Se a morte me visitar apressadamente, esperarei com a bagagem de todos os meu sonhos nas mãos e garrafas de vinho para entorpecer um pouco, mas, não hesitarei de ir, apesar de tantas obra pra concluir, enfim, não sou privilegiado e não posso pedir para esperar. O meu legado não é exemplo para as pessoas que considerei indispensáveis em minha existência e os meus maiores problemas sempre pairou sobre dois vieses - amar demais e sonhar, sonhar demasiadamente, cansei um pouco, e a gente silencia, pensa, silencia, e continua em silêncio e assim vai. Ainda bem que sou uma exceção, conscientemente, um caso atípico, e se um dia eu fosse aconselhar o meu afilhado, diria: Gabriel, ame e sonhe, entregue-se ao amor e acredite em seus sonhos. É isso, é como uma frase escrita em um livro de anatomia que ganhei e dizia referindo-se a antiga proprietária do livro: - "não tiveres sorte, triste amplexo"!

⁠O sol vai nascer, em noite estrelada. ⁠
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⁠O sol vai nascer, em noite estrelada. ⁠ Mas por que o sol vai nascer, se ainda é madrugada? Amanhece de uma vez, não tenho sereno para você. É? O meu cigarro ainda tem chama. poxa, aqui não tem fósforo! E aquela lua espreitando? espreitando não sei o que. Ainda é noite? olha o vermelho, não vês o sol? Sol?, é apenas o que você queria ver, reluzindo. A noite é ensolarada com você. acabou o cigarro, e já se vou. e o eterno se vai? Se vai, dormindo.

⁠O sol depara-se com o limiar da noite A noite se demasia com a madrugada A madrugada em terno açoite
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⁠O sol depara-se com o limiar da noite A noite se demasia com a madrugada A madrugada em terno açoite Amanhece na solidão do nada. A lágrima caída no papel - sugou, o riso se acabou ao meio dia, o coração distraído pulsou, se vai amores que a razão enganou. Há horizonte no mar inquieto, e luz no arrebol, - a espreita do nascer do sol!

⁠⁠Perdi-me pelo esquecimento,⁠ Dos teus quereres fadonhos, Mais nada há de iluminar,
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⁠⁠Perdi-me pelo esquecimento,⁠ Dos teus quereres fadonhos, Mais nada há de iluminar, Nem o sol, nem a lua e seu luar. Pois teus quereres irônicos, Nada mais há de clarear, - nem as fiadas vezes do divertimento, Nem a loucura tentada de te amar. Serás escuridão quando fores luz, E dia quando fores lua, uma esmola sem nada pra deixar. esperarei pelo fogo da quimera e se perdendo pelo esquecimento Pra nunca mais te encontrar.

⁠E da janela de seu quarto esfumaçado, A menina ucraniana via mísseis a cintilar sua cidade. E sorria, pois não sabia que a morte também brilhava,
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⁠E da janela de seu quarto esfumaçado, A menina ucraniana via mísseis a cintilar sua cidade. E sorria, pois não sabia que a morte também brilhava, E ficava a sonhar, estrelas cadentes a se lançar ao mar. E depois mais nada, nem estrelas, nem sonhos e nem mar, E tudo virou história novamente...

⁠⁠⁠O amor perscrutei mas saudades inoportunas - e me perdia aos poucos nas estradas, a buscar estrelas em cada canto de Uiraúna! No beco da sala espacial a noite se afunilada, pois juntava estrela com lua e uma avenida por um beco se apaixonava. E viajava nas asas das graúnas
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⁠⁠⁠O amor perscrutei mas saudades inoportunas - e me perdia aos poucos nas estradas, a buscar estrelas em cada canto de Uiraúna! No beco da sala espacial a noite se afunilada, pois juntava estrela com lua e uma avenida por um beco se apaixonava. E viajava nas asas das graúnas Da revoada que partia da Catedral E do céu o coral de Uiraúnas Poetizando

⁠coisas inventadas são requintes intermináveis, o tempo idealiza intervalos de eras, e de eras e mais eras, os segundos são horas,
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⁠coisas inventadas são requintes intermináveis, o tempo idealiza intervalos de eras, e de eras e mais eras, os segundos são horas, as horas mais belas dos verões desejáveis. Os sóis do cotidiano dissimula o sangue da terra, o céu estralado também esconde luas, poetas desesperados escondem seu amor, as fúrias humanas, outrossim, dilaceram. os caminhos são longos e esquecidos, vagam almas boas que disfarçam alguma espera, o sangue escorre da colina dos enternecidos, e o céu lacrimeja e chora sobre a terra.

⁠⁠⁠Ah! as ruas, são ladrilhadas de passos, caminhos que se cruzam, vidas, passados e mais passados de desconhecidos mas que se veem por acaso e não se conhecem, que fatalidade! Mas são passos de gentes, de alguéns, de caminhos e de passado. De minha janela vejo o sol, estrelas,…
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⁠⁠⁠Ah! as ruas, são ladrilhadas de passos, caminhos que se cruzam, vidas, passados e mais passados de desconhecidos mas que se veem por acaso e não se conhecem, que fatalidade! Mas são passos de gentes, de alguéns, de caminhos e de passado. De minha janela vejo o sol, estrelas, luzes no céu, confundíveis, clarões e noites vadias, um pouco de sereno que passa por mim e se esvazia, quem sou eu, se por acaso não existo? Se há beleza nas coisas estranhas, tudo se encontra pois somos coniventes. A vida se revida no tempo!