O Sacrifício do Silêncio O sorriso que ostento é apenas uma fachada, Uma máscara polida para o mundo não ver,
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O Sacrifício do Silêncio O sorriso que ostento é apenas uma fachada, Uma máscara polida para o mundo não ver, Que por trás do gesto, a alma está cansada, E o coração insiste em, baixinho, sofrer. Escolhi os outros, e nessa escolha me perdi. Fui o porto seguro, a mão que sustenta a queda, Abri mão do meu chão para que vissem o céu dali, E hoje o que me sobra é essa triste moeda. Dói saber que estou onde a renúncia me deixou, Nesse canto escuro de quem sempre se deu. O mundo seguiu, mas em mim nada mudou, Apenas o peso de um "nós" que nunca foi "eu". Ainda assim, no peito assolado pela tormenta, Guardo a pureza de quem nunca soube mentir. Minha verdade é o fogo que ainda me alimenta, Mesmo que o preço seja este lento sucumbir. Faria tudo de novo, com o mesmo coração quebrado, Pois ser verdadeiro é minha única direção. Sigo em silêncio, por mim mesmo abandonado, Carregando a tristeza como uma eterna oração.