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Frases de Gabriel Luiz maroli

28 frases

O Sacrifício do Silêncio O sorriso que ostento é apenas uma fachada, Uma máscara polida para o mundo não ver,
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O Sacrifício do Silêncio O sorriso que ostento é apenas uma fachada, Uma máscara polida para o mundo não ver, Que por trás do gesto, a alma está cansada, E o coração insiste em, baixinho, sofrer. Escolhi os outros, e nessa escolha me perdi. Fui o porto seguro, a mão que sustenta a queda, Abri mão do meu chão para que vissem o céu dali, E hoje o que me sobra é essa triste moeda. Dói saber que estou onde a renúncia me deixou, Nesse canto escuro de quem sempre se deu. O mundo seguiu, mas em mim nada mudou, Apenas o peso de um "nós" que nunca foi "eu". Ainda assim, no peito assolado pela tormenta, Guardo a pureza de quem nunca soube mentir. Minha verdade é o fogo que ainda me alimenta, Mesmo que o preço seja este lento sucumbir. Faria tudo de novo, com o mesmo coração quebrado, Pois ser verdadeiro é minha única direção. Sigo em silêncio, por mim mesmo abandonado, Carregando a tristeza como uma eterna oração.

O Eco do Punhal de Vidro ​Há perguntas que nascem com dentes, Criaturas pálidas trancadas no sótão da mente.
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O Eco do Punhal de Vidro ​Há perguntas que nascem com dentes, Criaturas pálidas trancadas no sótão da mente. Não as soltamos porque o silêncio é um cobertor, E a verdade, nua, tem o hálito podre do terror. Pois saber o "porquê" é, muitas vezes, aceitar Que o castelo de cartas nunca foi feito para habitar. ​Vale a pena o risco? Questionar o destino é como polir o fio da navalha; Se o corte mudar a vida, o que resta na batalha? Uma alma nova, talvez, mas banhada em sangue e frio, Pois certas respostas transformam o oceano em um rio vazio. É o luxo da ignorância combatendo o vício de ver, Enquanto o relógio mastiga o que nos resta de ser. ​Temer a morte é o maior dos contrassensos, Um ensaio fúnebre em nossos dias mais densos. Se o fim é o ponto final já posto pela mão do tempo, Por que tremer diante do sopro de um vento atento? A resposta final já está escrita na pele e no osso: Ela virá nos buscar, quer o abismo seja raso ou fosso. ​Mas escute o sussurro que você insiste em abafar, Aquela verdade que o peito não ousa confessar. E se a resposta que você guarda, trancada e sombria, For a única chave que encerra essa agonia? Talvez o horror não seja o fim que a morte traz, Mas viver uma mentira e chamar o cárcere de paz. ​"A verdade é um monstro que preferimos manter faminto, sem perceber que, ao final, somos nós o seu único alimento."

O Último Relato de uma Alma Ausente Se estas linhas te alcançam, entenda o meu fim: Não é que o sopro cessou, ou que o sangue parou de correr,
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O Último Relato de uma Alma Ausente Se estas linhas te alcançam, entenda o meu fim: Não é que o sopro cessou, ou que o sangue parou de correr, É que o meu verdadeiro eu sucumbiu dentro de mim, Cansado de tantas guerras que ninguém pôde ver. Meus sentimentos partiram há muito tempo atrás, Deixando apenas um corpo oco, uma carapaça vã. Onde existiu amor, hoje a desilusão é o que jaz, Em uma mente atormentada que teme o amanhã. Talvez eu tenha partido em doses de álcool e remédio, Ou talvez tenha morrido no vácuo de uma escolha qualquer. Nada faz sentido quando o mundo se torna esse tédio, E o teu perfume é uma lembrança que o tempo quer varrer. Tentei acreditar em uma salvação para a alma, Fui hipócrita ao buscar luz no meio do meu breu. Mas o peso mental roubou de vez a minha calma, E o que você lê agora já nem ao menos sou eu. Morri da pior forma: em silêncio e na dúvida, Sendo cinzas de um incêndio que ninguém tentou apagar. Resta apenas esta sombra, solitária e desprovida, De uma vida que se foi antes mesmo de o corpo parar.

Alma hipócrita... Odeio o silêncio que fica quando você vai, Mas não se engane: não é saudade, é só o ego que cai.
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Alma hipócrita... Odeio o silêncio que fica quando você vai, Mas não se engane: não é saudade, é só o ego que cai. Eu nem gosto de você, nunca houve esse querer, Eu só nutro um ódio profundo pela sensação de perder. ​Adoro o brilho do que é proibido, do que está distante, O inacessível é meu combustível, meu vício constante. Repito histórias, ensaio tragédias em grandes encenações, Um ator medíocre preso em velhas e vãs repetições. ​Sou a hipocrisia em carne, osso e falsa memória, Apago os cortes, as traições, mudo o fim da história. Esqueço o aço nas costas, o abraço que foi punhal, E finjo que o veneno que bebi era algo natural. ​Mas ei, veja como sou nobre ao assumir meu papel: Talvez a culpa fosse minha, talvez eu tenha sido cruel. "Ela sofria", eu digo, criando um álibi qualquer, Justificando o golpe de quem nunca soube me querer. ​Vou seguindo assim, nesse teatro de sombras e farsa, Acreditando na mentira que o meu próprio peito traça. É o meu escudo, meu modo covarde de não ver ninguém partir, Pois se eu me convencer do engano, não preciso mais sentir. ​Que a morte me encontre no meio desse labirinto vil, Antes que eu me apegue a outra alma, antes de outro abril. Pois é mais fácil esperar o fim, no frio dessa agonia, Do que admitir que sou o mestre da minha própria hipocrisia.