Frase de Gabriel Luiz maroli
O Eco do Punhal de Vidro Há perguntas que nascem com dentes, Criaturas pálidas trancadas no sótão da mente. Não as soltamos porque o silêncio é um cobertor, E a verdade, nua, tem o hálito podre do terror. Pois saber o "porquê" é, muitas vezes, aceitar Que o castelo de cartas nunca foi feito para habitar. Vale a pena o risco? Questionar o destino é como polir o fio da navalha; Se o corte mudar a vida, o que resta na batalha? Uma alma nova, talvez, mas banhada em sangue e frio, Pois certas respostas transformam o oceano em um rio vazio. É o luxo da ignorância combatendo o vício de ver, Enquanto o relógio mastiga o que nos resta de ser. Temer a morte é o maior dos contrassensos, Um ensaio fúnebre em nossos dias mais densos. Se o fim é o ponto final já posto pela mão do tempo, Por que tremer diante do sopro de um vento atento? A resposta final já está escrita na pele e no osso: Ela virá nos buscar, quer o abismo seja raso ou fosso. Mas escute o sussurro que você insiste em abafar, Aquela verdade que o peito não ousa confessar. E se a resposta que você guarda, trancada e sombria, For a única chave que encerra essa agonia? Talvez o horror não seja o fim que a morte traz, Mas viver uma mentira e chamar o cárcere de paz. "A verdade é um monstro que preferimos manter faminto, sem perceber que, ao final, somos nós o seu único alimento."
No pensador.ai desde