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Frases de Felipe Coelho

14 frases

Pescados peixes, variantes Na relva plena, colocados foram Reviveram de súbito,
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Pescados peixes, variantes Na relva plena, colocados foram Reviveram de súbito, as barbatanas urgiram-se e no mar de volta, firmaram-se. Glauco, estupefato ficou E na relva que estava Comeu as ervas que juncou. Peixe virou, caindo ao mar, se deleitou. Contemplou Sila Das prediletas ninfas das águas O Deus do mar, Glauco, virou. Pediu sua dourada mão cadente Em seu pleno amor ardente Mas, Sila no alto do rochedo se esconde. E morta por monstros horripilantes Nunca mais se viram Glauco e sua deslumbrante amante.

Beleza exuberante, mulher desejada Todos queriam como esposa. Jaz um cupido; Uniram-se, senão por ela, os casais.
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Beleza exuberante, mulher desejada Todos queriam como esposa. Jaz um cupido; Uniram-se, senão por ela, os casais. Surgiu das espumas do mar ufano Deusa do amor e da beleza rara era ela, Afrodite. Jaz uma flecha lançada, jaz uma flecha certeira Mirada em rostos de desdém Formaram-se casais apaixonados Deus do amor, Eros, era ele. Mulher da planta oliveira, dedicada Coruja era sua ave favorita, soava cantos nas noites dúbias. Era uma Deusa sábia e mãe não tinha. Minerva era ela.

Arrebol pinta o torso do céu, uma boa noite estar por vir; Hora do crepúsculo. Nuvens em neves contida em um só espaço,
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Arrebol pinta o torso do céu, uma boa noite estar por vir; Hora do crepúsculo. Nuvens em neves contida em um só espaço, como em rebanho, ovelhas pálidas. A lua crescente à vista mansa E tuas crinas soltas e bambas, valsando vão. Fito teu lábio de cidreira doçura Do coqueiral quê é teu corpo e com o vento samba. E os cocos flamejam e tombam; quê é hora do teu firmamento, firmando um amor polido e, tudo que é verdadeiro. Como orvalho que cheira mato Como nuvens sem choros carregados Como aves que batem ás asas sem destino

Tira esta birra da cara infezada; Lava-te o rosto de terno, que dormiu Erga o nariz para o meio, a me ver
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Tira esta birra da cara infezada; Lava-te o rosto de terno, que dormiu Erga o nariz para o meio, a me ver Tira este sorriso de canto de boca e, põe os dentes pra fora da boca, à rir. Dorme comigo esta noite e ecoa no meu, ouvido dizendo, eu te amo; Que eu ecou no teu ouvido dizendo, eu te amo também. Brindai-nós do vinho tinto, de velhas quimeras Aí fechamos à noite com chave de ouro.

- Soneto de lua cheia (completo) Ó lua linda, ó lua iluminada Minguante, distante, a contemplar-te
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- Soneto de lua cheia (completo) Ó lua linda, ó lua iluminada Minguante, distante, a contemplar-te Faço de ti, pranto dos meus anseios, tudo fulge. Visão lúcida da escuridão, de brilho semblante, pálida alvejante; Estás tu por testemunha, que nesta madrugada, escrevo agora. A natureza se manifesta, com ditos brandos; Ouço uivos, sapos sussurrando A lamparina ao lado da mesa. Narciso, tu te faz ao mar, fitando a face Aqui tudo serve de consolo Faço jus à tua fala. Ó lua!

- Ao longe Oh,minha querida, daqui de longe... Mais de bem longe,
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- Ao longe Oh,minha querida, daqui de longe... Mais de bem longe, dá pra sentir teu cheiro. Sinto pelo dedão do pé, pelos pelos dos braços e, da cabeça e eles te chamam. De olhos fechados, teu corpo fica presente, na carne pele também sente Irradiando o sentimento à emoção. Minhas mãos veem o pôr do sol, lá ao longe... Mas bem lá ao longe De forma calma, tua calmaria lembra-me e, teu jeito doce está presente.

- Garota esbelta Garota esbelta, de curvas perfeitas, meu algoz clama Teu sorriso na atmosfera resplende
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- Garota esbelta Garota esbelta, de curvas perfeitas, meu algoz clama Teu sorriso na atmosfera resplende Tua língua junta aos meus lábios tem gosto de vinha; Das mais maduras uvas, sabor que não cessa. Meus dedos escorregam na tua pele lisa e nívea Teus cabelos negro de fumo realçam tua pele, combinam Teu ato de jogar os cabelos para trás, são tão envolventes, como a música Je T'aime de Serge Gainsbourg Teu olhos foscos parecem uma berlinde; Beijo-os fechados de boa noite. Tua matéria é um pomar, tua alma fulge Só não és perfeita, pois se fosse era um fel. Tu és um orvalho quando sai do mar; Mulheres e homens contemplam-te. És um cidreira doce, uma esmeralda, encontrada nas montanhas de minério raro, teus seios são dois buquês de rosas; Cato as pétalas ao dente, uma por uma, sugo-as. Ó bela moça do meu viver, meu algoz clama! - Felipe Coelho

A noite é canto do enfado Canto das demasias; É canto nos holofotes da vida.
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A noite é canto do enfado Canto das demasias; É canto nos holofotes da vida. A noite sangra E o meu coração também No devaneio, eu entro e saiu rápido, logo finda Isto, acostumei. A noite também é canto de desejos Do deleite Que ficam na atmosfera do lugar É canto do desespero e, canto do silêncio que é bom E eu vejo os cantos da noite.