Estar longe de ti
É como se uma flecha
Atravessasse-me o coração
Trazendo-me uma dor aguda
Rasgando minha alma.
Os céus percebem a minha tristeza
E choram lagrimas continuas e inconsoláveis.
O dia cinzento externa a infelicidade
De estar longe de ti.
Hoje o sol nem apareceu
Sinal de que ele brilha por ti
Ou então porque ele apenas
Reflete o brilho dos olhos teus.
La fora o dia choroso sente tua falta
E torna-se melancolicamente insuportável.
Dia dolorido!
Minha mente vagueia em lembranças
Felizes de quando estamos juntos
O cheiro do amor que teu corpo exala
Invade meus sentidos e me faz deseja-la.
Nos teus lábios há prazer
Em tuas mãos seda
Em teus cabelos um campo florido de lírios
Em teu corpo um oceano onde meu ser navega
E se perde na imensidão das ondas da paixão.
Sou naufrago no mar dos teus olhos.
No teu beijo encontro agua fresca
Que mata minha sede e me faz
Viver a espera que traga em teus olhos
A alegria de um dia ensolarado
Onde até os pássaros cantem
O amor que em meu coração há por ti.
Minha alegria, minha flor, meu amor!
Teu amor é minha luz
Teu corpo me seduz
Teu sorriso e teu olhar
Fazem-me desejar
Que o tempo passe depressa
E essa dor que nunca cessa
Pare de me torturar.
No teu beijo encontro agua fresca
Que mata minha sede e me faz
Viver a espera que traga em teus olhos
A alegria de um dia ensolarado
Onde até os pássaros cantem
O amor que em meu coração há por ti.
Ser poeta é ser sofredor?
Todos os poetas sofrem?
Expurgos do coração dorido
É o resultado da minha pena.
Ah! Se não fosse a pena!
Como deitaria fora essa pustulência
De minh’alma inflamada?
Não sei
Simplesmente não sei
Por que sempre soube?
Sempre soube?
Ou pensei saber?
Não importa!
Agora não sei. Simplesmente não sei.
Não sei como agir
Nem como pensar
No que pensar
Quando pensar
Se devo pensar.
Não sei
Não sei saber
Não sei
Chegou o momento mais temido
O momento de não saber
Não saber responder
Não saber perguntar
Não saber viver
Não saber querer
Nem se sei querer saber
Sem ação
Sem noção
Sem querer viver
Sem querer, querer
Ou querer sem saber
Mas não sei
Isso nunca aconteceu comigo
Não saber
Sempre soube
Pelo menos achei que soubesse
Mas agora nem isso
Não sei
Isso é aterrador
Não saber
Como posso não saber?
Não sei
Não sei mais de nada
Sem forças
Sem vontade
Sem saber
É muito difícil!
Não da pra saber
É muito difícil
E reconheço: Não sei
Fico parado, paralisado
Por não saber
Não saber o que dizer
Não saber o que responder
Não saber como
Quando
Por que
Não saber me faz ficar
Ficar triste
Ficar com medo
Ficar
E não ir
Não ir além do medo
Além da questão
Além do que se vê
Além do que se tem
Não sei
Não sei chorar
Não sei clamar
Não sei amar
Não sei lidar com tudo isso
Não sei
Simplesmente não sei
E agora?
Como sair desse impasse?
Como agir diante da situação?
O que dizer?
O que fazer?
Alguém aí me diga
Alguém aí há que me socorra?
Se houver devo ouvir seu conselho?
Devo aceitar sua ajuda?
Não sei
Nada há que paralise e impeça alguém de seguir em frente
Do que não saber
Sigo buscando, clamando
Construindo o saber
Para que talvez um dia eu possa
Não dizer: não sei
Nem me deixar abater dessa forma
Nunca mais
Pois saberei
Conquistarei o saber
Mas a custa de que?
Ao final valera a pena tudo isso?
Não sei
Mas saberei
Será?
Talvez não
Não sei
Simplesmente não sei.
Chorei
Chorei como a chuva que ameaçou vir e não veio
Chorei com tanta verdade
Com tanta vontade
Com toda força de um coração confuso e perdido pode se achar
Chorei como se chora uma criança
Como se chora esquecido
Como se chora traído
Como se chora deixado.
Devo deixar também
Devo aceitar meu erro
E meus não erros esquecer
Aceito a imposição e o açoite
Que este me machucando,
Torne-me mais resistente ao ser curado
Que meus olhos aprendam ver os detalhes importantes
E negar as deslumbrantes ilusões
Que eu amadureça
Ainda que tardiamente
Que meu choro não seja em vão
Seja libertador aliviando a dor que mata
Que o futuro me reserve
Bondade, vida, felicidade.
E um bônus suficiente para me causar espanto
Que seja reconfortante revigorante
Que ressuscite o amor e a capacidade de amar.
Que me traga um novo e correspondido amor
Hoje estou sentindo muito a falta tua.
Quero encontrar-te e beijar tua boca gostosa.
Dar-te-ei beijos quentes e gulosos,
Sedentos da boca tua.
Quero um beijo molhado,
Demorado e sedutor.
Um beijo voraz, sagaz,
Porem terno como meu amor.
Um beijo penetrante,
Dominador,
Cego e tenso.
Um beijo tranquilo,
Apaziguador e infinito.
Quero que esse beijo
Dure o tempo que durar.
E que o tempo pare
Que o universo pare
E que até Deus
Se digne a curvar-se
Para contemplar tamanha paixão.
Que Ele peça silencio no céu
E todos os anjos olhem
Para essas duas criaturas
Tão pequenas e frágeis
Mas capazes de manifestar um
Amor gigantesco e infinito.
E que a explosão do amor
E da paixão nesse beijo
Se agigante até o céu
E os anjos emocionados
Cantem a mais linda
Melodia celestial
Celebrando o amor divino
Derramado sobre dois seres
Humanos imperfeitos
Em ações e pensamentos.
Mas perfeitos em amor.
Sozinho
Sozinho
Sozinho
Extremamente só
É assim que me sinto
E é assim que quero ficar
Não quero mais confiar em ninguém
Nem ter que amar
Nem ter que permitir ser amado
Não quero ser lembrado
Muito menos esquecido
Frio como o mármore
Morto?
Não, morte não!!!
Só quero o direito de chorar
Gritar
E dizer tudo o que penso e sinto
Sem ser julgado por isso
To cansado de ter que ser exemplo
De ser forte
De não poder decepcionar os que estão se espelhando em mim
Não quero magoar as pessoas como já fui magoado
Não quero ninguém se espelhando em mim
Não quero ser responsável por isso
Ninguém tem o direito de me fazer exemplo
E de por esse fardo em minhas costas
Quero ter o direito de errar
Mas vou dar a volta por cima
Vou levantar e mudar a situação
De manha acordado,
bem acordado
Ainda o pesadelo me aflige
Um pesadelo constante
Que não acaba
Não consigo acordar
Ou será que o pesadelo acordou
E convive comigo nesse mundo de realidades
Realidades imbecis
Realidade de mentiras, de hipocrisia
Realidades irreais
Pesadelo não acaba
Não acordo
Não concordo
Não discordo
Não recordo de um dia de felicidade
Deitado com a cabeça entre teus seios
Sinto-me seguro
Teu cheiro me excita
Teu pulso me acalma
Teus braços me chamam
Teus lábios me convidam
Teus quadris me enlouquecem
Tuas mãos me exploram
Teu gosto me vicia
Teu olhar me domina
Tua falta me tortura
Teu amor me basta
Tua fidelidade me orgulha
Teu carinho me amansa
Teu ventre me possui
E meu coração te confessa:
Sou teu!
Te amo e te odeio
A ambiguidade do meu ser.
Te amo com o mais profundo da minha alma
Te odeio com todas as minhas forças
Te amo com o meu coração que bate somente quando penso em você
Te odeio com minha mente que se lembra de teus pecados
Te amo pela segurança que me destes durante anos
Te odeio pela insegurança que deste ultimamente
Te amo pela tua presença sempre constante ao meu lado
Te odeio pela tua ausência momentânea e urgente
Te amo porque meu mundo só tem nexo com você
Te odeio porque meu mundo só tem nexo com você
Te amo por sempre saber o que é melhor pra mim
Te odeio por achar que sempre sabe o que é melhor pra mim
Te amo porque estás comigo em todo instante
Te odeio porque não estás comigo agora
Te amo porque nunca me abandonastes
Te odeio porque agora me abandonastes
Te amo pela tua alegria, tua energia, pela tua beleza
Te odeio por me privar dos mesmos
Amo teu sorriso ingênuo e tua gargalhada despreocupada
Te odeio por me privar deles
Amo teu cheiro, e cheirar tua nuca é um prazer indescritível
Te odeio por me privar disso também
Te amo tanto e sinto tanto sua falta
Te odeio tanto e não te quero mais
Não te quero mais
Sim, não... não te quero mais
Ta decidido
Não te quero mais
Nem menos
Talvez não seja possível te querer mais
Com certeza não é possível te querer menos
Nem não te querer
Eu te odeio
Odeio mais ainda te amar desse jeito
De um jeito sem escolha
De um jeito sem jeito
Sem começo e nem fim
Ah, como te odeio
Detesto saber que te amarei para sempre
Com ou sem você ao meu lado
Odeio seu sorriso a todo instante em minha mente
Você é má! Te odeio com todas as minhas forças
Por que me manter subjugado?
Por mais longe que de ti eu esteja
Permaneço conectado contigo
E eu te odeio por isso
Por que não me deixas ir?
Por que não me libertas?
Se fizer isso... te odiarei ainda mais
E morrerei longe de ti
Longe do teu espírito
Teu espírito me persegue
A única saída seria eu deixar de ser
Mas isso não é escolha minha
E parece que o universo compactuado com você
Não me libertará também tão cedo
Te odeio por isso
Te odeio por me fazer te odiar
Te odeio por me fazer te amar
Eu te amo com toda minha alma
Mas te odeio com todo meu... meu...meu...
Não sobrou nada em mim que possa te odiar
Mas eu te odeio com alguma parte de mim
Ou de ti
Não sei odiar
Não consigo
Fraco
Isso que sou
Fraco
Vencido por um sentimento
Que nem da pra provar que existe
A não ser quando se está prostrado diante dele
Totalmente vencido
Te amo porque esse é o único sentimento
Que consigo ter por você
E te odeio por isso
Eu te odeio
Eu te odeio
Eu te odeio...
Meu amor
Minha vida
Eu te amo
Eu te odeio
Vou te amar desesperadamente por toda a minha vida!
Minha flor
Não encontrei nada para presenteá-la
Que pudesse ser comparada a tua beleza
E ao teu cheiro inebriante.
Apenas essa rosa e esse perfume.
Perdoa-me se eles não são dignos da tua perfeição,
É que diante de ti até as rosas mais belas
Perdem seu esplendor e se curvam diante de tua formosura.
Não estranhe se ela soltar suas pétalas
Estará simplesmente se jogando aos teus pés
Enfeitando teus caminhos em sinal
De submissão a ti ó rainha das rosas.
E se os botões se encurvarem
Estarão apenas reverenciando-te
Ó mais formosa das flores.
E se no final a flor secar e se acabar
Estará apenas sacrificando sua vida
Para exaltar sua beleza, tua existência.
E a declarar uma pequena parte
Do imenso amor que sinto por você.
Minha flor, meu amor!
Sem você nada sou!
Sem você nada sinto!
Você é o meu tudo
Minha alegria, meu prazer!
Você não faz parte de mim
Você já é mais que isso.
Já tomou conta de todo meu ser
E sou completamente seu.
Você me completa
Anima-me.
Já é parte inseparável de mim.
Estamos homogeneizados
Para sempre.
Um dia longe de você como
Mil anos de sofrimento.
Minha boca sedenta procura teus lábios
E num beijo, carnal, imaterial,
O cosmo para pra sentir toda
Energia vital de dois corpos unidos
Em um momento entre o tempo
E o espaço, da eternidade que
Dura esse beijo, da explosão de sensações dessa união ardente
Brotam a cumplicidade e o desejo de que
Esse momento seja para sempre.