Será loucura minha sentir ciúmes do que perto de ti está?
Dos que possuem a sorte grande de desfrutar
De sua alegre e esfuziante presença?
Ah! Como queria ser um deles nesses momentos.
Será você minha obsessão?
Sim, tenho grande inveja dos que agora tem sua atenção
E sua companhia enquanto me encontro aprisionado nesse penoso labor.
Passo o dia sonhando em poder sair contigo.
Levando-te ao passeio pelas praias e encostas.
Levar-te a lugares onde você seja toda minha.
Onde não tenha que dividir sua atenção com outros.
Mas só nos dois.
E ternamente nos amarmos diante da natureza.
Mostrar-te o romântico incurável que sou enquanto teu.
Quero que o tempo pare
Que o mundo pare
Que tudo pare
Para que esse momento seja eterno para nós.
Quero te mostrar que esse amor transcende o tempo e o espaço.
E vivermos em outra dimensão do eterno amor.
Hoje me peguei olhando
Minha imagem refletida num espelho.
Que estranho! Esse não sou eu!
Parece que a imagem que vejo
Não condiz com o eu interior.
É difícil vincular minha mente
A essa figura patética
E obesa qual reflete a lâmina.
É tão infinitamente incompleto
Julgar que minha mente se resume
Ao que se pode ver
Através da minha aparência física.
Penso que a todo instante,
No mundo inteiro
Somos classificados
Pelo que podem ver de nós.
Ou seja, nossa aparência física.
Não se pode fazer um diagnóstico
Ou traçar um perfil de alguém
Simplesmente pela sua aparência.
Não no meu caso!
Meu corpo é algo
Extremamente inferior
A minha mente.
É quase um insulto!
Entendo um pouco da filosofia
Greco-romana quando penso nisso.
“mens sana in corpore sano”.
Li essas palavras quando pequeno
Em um adesivo colado em um veículo qualquer
E ficou gravado em minha mente.
Gostaria de valorizar meu corpo
Na mesma intensidade
E com a mesma seletividade
Com que valorizo e alimento minha mente.
Penso que devo ter um firme propósito
Em mudar essa realidade do meu corpo físico.
Preciso ficar mais parecido por fora
De como sou por dentro.
Penso: quantas pessoas já se sentiram como eu?
E quantas já fizeram a mesma pergunta?
Será que sou o único?
Devo tomar uma decisão a respeito disso.
E imediatamente!
E manter-me firme no propósito
De melhorar meu físico e deixá-lo mais saudável.
Passado alguns instantes,
Isso já não me parece possível.
A minha força e determinação desapareceram.
Parece-me perda de tempo
Sair caminhando só por caminhar,
Malhar, suar e tudo sem nada construir.
Apenas para melhorar a aparência física
E ser mais fácil de ser sociável
Ou ser aceito numa sociedade essencialmente hipócrita,
Egoísta, e superficial.
Às vezes penso ser melhor e mais fácil
O relacionamento com animais do que com seres humanos.
Vemos claramente isso nos animais de sem tetos.
Eles os amam mesmo estando nojentos,
Fétidos, sujos e quase sempre sem comida.
Eles não ligam.
Querem a companhia deles e os seguem e os defendem até.
A aparência física, para eles, é o que menos importa.
E entre eles vemos companheirismo,
Partilha, carinho, sinceridade.
Uma relação sincera de cumplicidade.
Devo estar viajando!
Seria o amor egoísta?
Seria o amor possessivo?
Amar é querer o ser amado só para si ou saber dividi-lo?
Qual o limite se há, entre o amor e a possessão?
É justo esperar que alguém viva
exclusivamente para a outra?
Creio em um amor de entrega e dependência total.
Num amor que mantenha ardendo a paixão.
Que cative a vontade e o querer de uma forma
Que eles sejam apenas para agradar o outro.
Um amor assim seria sadio?
Existiria por ventura um sentimento assim?
Se me sinto dessa forma seria justo
esperar isso da outra parte?
Não sei o que houve comigo.
É como se os meus olhos fossem abertos
Para ver o quanto te amo e
o quanto sou dependente de ti.
Isso me assusta!
E minha prece é para que seja correspondido
Nesse sentimento tão ameaçador.
Jamie, Jamie, Jamille is the name
Um céu de estrelas a brilhar
É por você que esse mar se agita
A imensidão te convida a navegar
Mas o amor por hora não o sinta
Ai meu amor como sinto a falta tua.
Sinto minha alma desfalecer dentro em mim pela falta de você.
Sem você meu destino é a inexistência.
Aguem disse certa vez:
“a poesia não pertence a quem escreve, mas sim a quem dela precise”.
Sendo assim tomo posse de uma parte da poesia de Djavan e te digo:
“tudo o Deus criou foi pensando em você...
E sem pensar em nada fez a minha vida e te deu.”
É justamente assim que me sinto.
Como se existisse somente para ser teu.
Sem isso ela perde o sentido e a razão.
O filosofo disse: “penso, logo existo”.
Parafraseando-o digo: amo-te, logo existo!
É como se minha existência estivesse condicionada a te amar.
E apavorado pela verdade aterradora
De que é essa minha real condição,
Entrego-te minha existência.
Anseio para que possas vir a entender
E corresponder tamanha devoção
Que de minha parte sem nenhuma opção ofereço-te.
Escrevo estas lamuriosas linhas
Na esperança de nunca ter que lê-las
Ou entrega-las a ti.
Sinto minha alma fatigada em esperar de ti
Alguma reciprocidade em relação ao que sinto.
Vejo-me como um miserável mendicante
A suplicar por um pouco de carinho de ti.
Essa fadiga me gangrena a alma,
Destruindo-me pouco a pouco,
Bem lenta e dolorosamente.
Meus olhos se iludem,
Mas meu coração vê que minha morte é inevitável
Com o partir de nossas almas.
Como gêmeos siameses que fomos durante anos,
Nessa cisão um terá de ser sacrificado.
E serei eu.
Pois não poderei sobreviver fora de ti
Ou com você fora de mim.
Quero muito estar errado.
E espero em Deus que isso nunca venha nos suceder.
Foi pelo temor desse dia chegar
Que me mantive sempre inalcançável
Ou inatingível todos esses anos.
E agora que aprendi a ser tudo o que queria de mim,
O resultado final é o fim.
Onde foi que nos perdemos?
Em que parte do caminho seguimos por lados opostos?
E como pudemos prosseguir por tão longo tempo
Na ilusão de estarmos ainda caminhando juntos?
Meus olhos se abriram
E vejo que tua imagem a meu lado é só uma miragem desesperada
De quem não aceita admitir que esta só.
O sonho acabou?
Para onde iremos?
Reúno os fios de orgulho e de amor próprio
Que ainda me restam escondidos e esquecidos
Em um canto qualquer de minha alma e deixo-te.
Sim me vou embora.
Sei que morrerei sem ti,
Mas tenho esperança de que um dia
Eu possa renascer em um amor talvez não igual ao teu,
Mas apenas o suficiente para me trazer de volta a vida,
E me fazer novamente sonhar com um amor
Igualmente correspondido e devotado.
Peço-te que ao menos me deixe ficar com as crianças.
Pois seria menos penosos para mim,
Tê-las como parte de você que um dia me pertenceu por completo (?).
Finado...Fabricio
Carolina
Como você cresceu, tão linda ficou
O sonho aconteceu, o tempo passou
E hoje posso ver o amor acontecer
Vejo em seu coração o amor florescer
Carolina é mesmo assim
Dos meus sonhos você me despertou
Pra viver um sonho real
Carolina é tão simples pra mim
E hoje eu sei, você me ensinou
Que o amor é um sonho real e incondicional
Parece que foi ontem, mas foi há 15 anos
Que você, ao nascer, me deu forças pra viver
E a ti, só a ti, dedico essa canção
Feita no meu coração, e agora canto pra você
Leticia
Um dia acordei de um sonho e vi
Que o sonho ainda continuava
Tinha sonhado com você
Te conheci antes de você nascer
E ao acordar vi que estava em meus braços
Linda como eu tinha sonhado
E ao passar dos dias esse sonho real
Torna-se cada vez mais lindo
Ter você é bem melhor que um sonho
Ter você é amar além da conta
E viver assim é viver o sonho
De ver, sentir, sonhar, amar e viver
Leticia sonhei com você
É estranho sentir-me cheio de um vazio tão grande.
Tão pleno, tão crescente, tão abundante.
Abundantemente vazio!
Cheio de nada!
Repleto de coisa nenhuma.
Sua partida
Sua partida partiu o meu coração.
Bem mais que isso.
Partiu minha alma.
Com o coração e a alma em pedaços
Tento vislumbrar um só motivo para seguir em frente.
Apenas um.
A revolta toma conta da minha alma.
Sei que a vida é injusta.
Sei das perdas que estamos sujeitos
Enquanto seres viventes.
Mas agora apenas sei da dor de um coração quebrado.
Da dor de uma alma em frangalhos.
A conclusão:
O amor fere!
Seja qualquer forma de amor ou de amar.
O amor fere!
O amor faz sangrar!
O amor é faca afiada que corta lenta e dolorosamente!
Até a mente perde a lucidez e
O corpo sem equilíbrio tomba
Num choro doído e profundamente cindido.
Dor doída!
Profunda!
Amarga!
Lenta!
Agonizante!
Sádica!
Incisiva!
Prefiro a morte!
Fui decepado!
Perdi parte de mim.
Cortaram e atiraram longe.
E eu fiquei aqui sentindo a falta
Do pedaço de mim.
E sangrando em lagrimas.
Preferindo o morrer ao viver.
Oh Morte! amiga minha
Por que se esconde de mim?
Não vês o que fizeram comigo?
Não vês o meu sofrimento?
Por que não me alivias?
Por que não se apresentas a mim?
Usa tua foice, pois já me encontro maduro para a colheita.
Vazio!
É estranho sentir-me cheio de um vazio tão grande.
Tão pleno, tão crescente, tão abundante.
Abundantemente vazio!
Cheio de nada!
Repleto de coisa nenhuma.
Ah, a dor!
Essa sim habita parte de mim.
Qual parte não saberia dizer.
Dor da alma!
Dor do coração!
Dor da mente!
Passo de uma dor terrível para
Um estado de torpor.
Tenho alguns minutos de paz
No entorpecimento.
Mas logo a dor exala sua essência
Seca, amarga como fel.
E então mergulho em um oceano de dor e tristeza.
De forma que provoca em meus olhos
Um transbordar úmido, salgado em forma de lagrimas.
Alguém disse: “lagrima: sumo que sai dos olhos quando se espreme o coração”.
O meu se encontra em uma morsa que o arrocha cada vez mais.
Até explodir pelos olhos meus,
Um sumo ardido e muito doído.
Alguém pode me beliscar para que eu acorde desse pesadelo?
Alguém?
Por favor?
Ninguém?
Quero misericórdia!
Quero acordar e abraçar minha menina.
Vendo que tudo não passou de um sonho ruim.
Por favor! Acordem-me!
Acudam-me!
Ajudem-me!
Tragam minha menina de volta!
Tragam meu bebe de volta!
O meu bebe.
Ainda ontem sentava no meu colo
E ouvia atentamente estorinhas que eu lia em seus livrinhos.
Ainda ontem em meu colo ouvia-me cantar
Canções para nina-la.
Ainda ontem dependia de mim para tudo.
Hoje...hoje onde estará?
Saiu!
Saiu para a vida.
Fez as malas,
Arrumou suas coisas e partiu.
Levou consigo parte de minha alma!
E todo o meu coração!
Levou-me a parte boa embora.
E deixou-me cacos.
Cacos ruins sem condições de serem juntados.
E assim termina.
Termina mas, não acaba.
Acaba com a morte.
Mas esta está longe de mim.
Quem me dera encontra-la!
Quem dera conhece-la!
Sigo dolorido.
Dolorido e cada vez mais revoltado.
Revoltado e cada vez mais apático.
Apático e cada vez mais triste.
Triste e cada vez mais sombrio.
Sombrio e cada vez mais menos.
Menos e cada vez menos.
Menos, menos, menos.
Mais menos até o fim.
A plenitude do menos.
Hoje menos feliz.
Menos pai.
Menos.
Menos amigo.
Menos pessoa.
Menos lucido.
Menos são.
Menos bom.
Menos marido.
Menos Fabricio.
Menos tudo.
Mais infeliz.
Mais só e vazio.
Menos mais.
E
Mais menos!