Seu conto mexeu com minhas desrealidades, trouxe nas costas da ficção, um desejo de colocar pela frente, todo meu jorro de decisões... Para Daniela
Frases de FabioDiRocha
6 frases
PONTO E VÍRGULA NO ACASO Vamos então tentar e ver o que acontece Pois quero encontrar apenas os que se sintam
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PONTO E VÍRGULA NO ACASO Vamos então tentar e ver o que acontece Pois quero encontrar apenas os que se sintam Tocados pelo sangue, fluídos e cântico negro nos lábios Vamos então tentar e ver o que acontece Apenas o momento em que o velho sonho Torna-se uma outra tempestade Vamos somente os que carregam um peso Que anule a eternidade imutável das coisas Os que dizem aqui e agora E sentem a cada passo um golpe de vento no rosto Vamos então tentar e ver o que acontece Aqueles que têm nas entranhas uma animalidade mutante e são hábeis em esquivar-se Vocês que desistiram do para sempre e desde sempre E sem nenhum apelo às recordações Vivem um milênio em explosões de lenta combustão Vamos então tentar e ver o que acontece Subir bem alto na torre de televisão Para um olhar mais amplo nos teus estranhos lugares Pois não dou a mínima para os que querem ser compreendidos... Só me venha os que se entregaram aos seus desertos Vamos então tentar e ver o que acontece Nós, os porta-vozes da agonia Os que afirmam a divergência E se esbaldam no descentramento Os que sentem a gravidade de carcará Aqueles que se interessam pela suculência do andar Os que vivem de flores e pássaros Aqueles que colocam a montanha no topo das coisas Vamos então tentar e ver o que acontece Somente os da chama incorporal Os intensos em termos de afetos Apenas os que encararam um banho frio na madrugada E os que descem suficientemente fundo para Alcançar a superfície veloz da alma do osso Vamos então tentar e ver o que acontece Alguma coisa incompreendida no que venha a ser Vamos absolutamente ficar sobre ela Chocá-la como a um ovo Tentar ,um instante que seja, as torrentes Distante dos nossos aposentos Vamos, os que podem, num piscar de olhos... Sem memórias, costumes e leis Somente com as nossas pontes Vamos de passagem...e nada de interiorizar a dor Sair num continuum de movimento E me traga na mochila apenas os fluxos emergentes E novos jeitos de experimentar Vamos logo se atirar um no outro Dando linguadas e limpando o vazio à nossa volta Vamos então tentar e ver o que acontece Você que tem o espírito de fugir Você e seu devenir ilimitado Você que subverte as alturas E instaura o caos no corpo Pois quero apenas o mergulho com os que têm um segredo anárquico e romântico do lado direito do peito E um vício inocente por destruições e abalos sísmicos Vamos então tentar e ver o que acontece Se teu vento se vem e se vai sem pedir licença Vamos...apenas os que deixaram de opinar E os que chegam atrasados e nunca vão adiante Pois só desejo o frêmito que me causa A incontrolável ardência de bocas cerradas Pois só acredito nos estranhos nas locomotivas...nos cavalos... Nos que se cansaram das expressões e aparências E fogem, fogem, fogem da languidez e paralisia Naqueles em que o ódio é muito mais que uma munição vazia Nos que desacreditam da morte E naqueles em cuja estação dos pés...todos os alvos já foram abatidos Nesses que agarram e se enroscam na crista da onda sem nunca olhar para trás... Nos sedentos pelo fim de partida Calma! Isso é apenas o começo da estrada! Tem sempre algo mais Não se deixe capturar facilmente Minha loucura irá buscar esses espaços quaisquer em que face a face estaremos rindo e atravessando todos os vales e lágrimas... Pois as solas de meus pés também estão sensíveis como se fossem fios elétricos.. Por isso vamos tentar e ver o que acontece....
GEOGRAFIA IMATERIAL DA ESTRANHA LISTA FEIA Ação!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Em um lapso de olhar meus orgãos de sentir
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GEOGRAFIA IMATERIAL DA ESTRANHA LISTA FEIA Ação!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Em um lapso de olhar meus orgãos de sentir estavam sôfregos com tanta estranheza Pobres Coitados ! Perderam as ilusões e a insane loucura Nunca saberão que enxergar é inventar o infinito e ainda me perguntam onde fica a árvore sagrada das goiabeiras celestes e cerejas divinas? Quer chegar lá? Faça um close no intempestivo Sabe o caminho? Panorâmica no submarino estratégico da baía Como assim…o caminho é o caminhar? Veja um ponto fosforescente onde toda a desrealidade se reencontra chegando lá vá mais adiante e não se atrase ao ver uma pele roxa desenhando cosmogonias individuais não saia daí jamais… somente se outra rosa silvestre tocar-te a superfície… Em um giro-zoom o seu entorno monótono o coro normatizado e descontente retornará à tela do cotidiano com suas aninhas e seus rosas encabeçando os papéis e tantas outras pedreiras alimentando o desassossego E já não haverá qualquer insert que nos faça imaginar terrenos intensos E dizem por aí, pelo dois de julho que ainda seremos punidos e envergonhados Pelas nossas virtudes Enquanto os vícios e maledicências prosseguem Com um líder cachorrão Quem? Aquele que me sugere em planos escondidos De lapas fingidas e falsos alagados Qual? O que pinta as minhas unhas decepadas com esmaltes de dor e ressentimento Não me faça vedete da sua ignota irresponsabilidade civil… Ainda que a hombridade se envergonhe nos bits da mordaça E a vontade abandone Nos bares entupidos de haitis Tempestades estáticas e bestiários humanos Ainda que as zonas de fratura de outras lisboas E a vacuidade da droga Dourada… a esperança dos ribeiros das velhas vilas E das josefinas pouco educadas Mostrem-se grávidas de medos e tristes paixões Ainda que possamos intuir o cinismo e a velhice dos encontros nada satânicos e a frágil paralisia inventando uma macropolítica de indecisões… ainda que o lento traveling do meu modo rochedo de existir insira no osso e na pele encardida de uma memória física a lentidão da cultura de butique arruinada… devo insistir que o daltonismo…agora leve miopia prossegue mundo afora… e não é exagero algum preferir ainda e sempre a essência da pobre solidão povoada aos abastados signos de uma Bonfim de infâmes atordoando esse poema menor… Corta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Entre o corte brusco e a ação de tripé… Entre as caras excusas Que escondem a incompetência sobre o véu de homem-mídia... E um passado de toupeiras continuo desejando outras suavidades… e bordejando em rios pós-quase nada na repetitiva cidade dos cabotinos famintos e engessados…. Enquanto isso… a lista feia engorda a nossa nada estranha geopolítica imaterial…
Esse CINEMA é mais que um decalque de gritaria, um delírio, e não há delírio que não passe pelos povos, pelas raças e pelas tribos, e que não habite a história universal….e nisto jogo o meu destino entre os dois pólos do delírio...O delírio como doença, a doença por excelência,…
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Esse CINEMA é mais que um decalque de gritaria, um delírio, e não há delírio que não passe pelos povos, pelas raças e pelas tribos, e que não habite a história universal….e nisto jogo o meu destino entre os dois pólos do delírio...O delírio como doença, a doença por excelência, quando erige uma raça que se pretende pura e dominante (ou um cinema coletivo de forças), mas ele é a medida da saúde quando invoca essa raça(esse cinema) bastardo, que não pára de se agitar sob as dominações, de resistir a tudo o que esmaga e aprisiona, e de se esboçar enquanto fundo no cinema como processo...
O ABISMO ENTRE A TUA IMAGEM E O MEU REFLEXO QUEBRANTADO Fragmentos passageiros não matarão o que sinto tão intensamente Apenas afastarão pequenos sotaques que já não servem
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O ABISMO ENTRE A TUA IMAGEM E O MEU REFLEXO QUEBRANTADO Fragmentos passageiros não matarão o que sinto tão intensamente Apenas afastarão pequenos sotaques que já não servem Pra isso teremos de correr altas cordilheiras Para permanecemos no mesmo lugar Estar no incandescente toque de mãos que só os ventos uivantes conseguem E também sermos logo…atingidos nesse exato momento pela plenitude das cores E quiçá…do sentimento de vibrar... Salvaremos esse bom encontro da incompletude Da recusa e da reatividade Do esperar que nunca chega Do admitir insalubre Do enlouquecer desembestado Do desenfrear silencioso Do possuir e do passar Da apatia e do sorriso de ir embora Salvaremos a destruição de um tão lindo gostar de estar tão longe, tão perto Justo porque você é minha libélula E eu…um rosto suado de sangue em fim de guerra… Depois de tudo isto e aquilo….ainda desejarei teu rosto em meus sonos Tudo em apenas um único dia E se você quiser ir a algum outro lugar Que vá pelo menos duas vezes mais depressa Pois estou na ontohistória….apenas durando na eternidade da substância Enquanto a fagulha desses tantos amanhãs que nunca chegam explodem Um verão de manias e lembranças intensas de nós dois se expande no ralo de Deus…. Esqueço tudo de profundo e alto E trago essas linhas de espumas flutuantes Para só lembrar de teus olhos de caramelo a me fitar em gelos tão calorosos Te amar é impossível E é isso que busquei a vida toda….
Nas vagas do silêncio, o abismal do ser...um precipício entre o que você gritou e o que nunca outro alguém, nem nada escutou...salvo as flores, os pássaros, as montanhas...essa incompletude de nós...