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Frases de Ezequiel Barros

39 frases

Nos teus olhos. 20/04/2019. Bem dentro dos teu olhos Onde a chuva molhou,
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Nos teus olhos. 20/04/2019. Bem dentro dos teu olhos Onde a chuva molhou, E do adeus também inondou Os meus dias solitários. Essas mesmas pálpebras Que limparam os teus olhos sofridos, Pestanejaram de dores lagrimantes Quando ao despedir, dissestes essas palavras. Como seta em direção ao sucesso Olhaste sobre os meus olhos a vida, Onde fizeste nascer em mim os teus heterónimos. E ando na direção por te dada Como o rio procurando o mar E como o tempo que nunca para. Feliz aniversário Martinho Pita, felicidades Pai.

Longe de casa. 26/03/2019 Meti os pés na estrada Pra bem longe de casa,
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Longe de casa. 26/03/2019 Meti os pés na estrada Pra bem longe de casa, Longe dos confortos da vida, E do teu colo matriarcal. E ainda estou indo Andando sobre o pensamento, Com a mala cheia de saudade, e Nos olhos, o teu retrato de sofrimento. Bendita és tu, que de te venho A Sorte, hó ventre que me carnificou, A te caiu a bênção que ele prometeu Estes meu pés cansados Passaram em terras destantes Onde ouvirei, bendita seja Ana Maria. Pra vcs amadas mães, com amor. Maria Pita & Ana costa Autor: Ezequiel Barros Estilo: Indo, vindo e vivendo.

DOUTOR Doutor, Tenho duas espinhas na alma
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DOUTOR Doutor, Tenho duas espinhas na alma Pois sou africano, Percorri o a escravidão Cheguei a independência E agora durmo ali no chão, Coberto por racismo E a minha vida com certeza Esta é amante do sofrimento. E olha pra estes meninos São meus por tristeza, Esta mais nova é São Tomé Não conseguiu andar E contenta-se no leve-leve Empurrada pelos irmãos e amigos Nem sei se um dia estará em pé, E a Nigéria, a justiceira Ela corta os seus dedos Por serem diferentes, a todos E diz ser Boko Haram, E ainda chora, A mais chorona é a Etiópia Depois Mali, Sudão e Quênia Dói-lhes o estômago por fome Sabes essa doença, o come-come? Os gritos recentes Foram de Moçambique O seu rosto imundou-se E ela chora amargas lágrimas Pois a chuva que lhe tocou Era de gotas ácidas e quentes. – Mas vocês ainda são sorridentes E andas, não te incomodas? A esperança me ajudou Me trouxe o poço da fé "Jesus" E nele eu bebo águas de alegrias. Doutor, sabias que pra estas doenças Tristeza e sofrimento Um dia acharemos curas?

Então Pai Pois bem que eu sei Tu tens os meu olhos
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Então Pai Pois bem que eu sei Tu tens os meu olhos Postos ao mundo, em sonhos, E sonhas ser eu, o rei. Num reino Onde o teu reinado É só isto, Seres imortal. Feliz dia dos pais, Martinho pita, Geneciano Filipe Batista. Autor: Ezequiel Barros Estilo: Ezbnadyideias.

Eu lamento Ter estragado todos encantos
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Eu lamento Ter estragado todos encantos dos meus sonhos sem antes ter acordado. Lamento, ter cido o que fui e por não ter a honrá de ser-te homem, e tanto, pois eu nunca á merece. Lamento ainda, olhar pra trás e ver que lutei, esforcei e mudei por um amor maior, e não soube onde procur-lo. Serei a te grato por ter mi dado este horizonte, sendo tu, o rio que atravrsa o ociano. Serei grato, porque em te encontrei a essiencia do amor, e nunca ter cido amante. Eu lamento em dor por aquilo que não fiz, e por tudo que fiz em prol do nosso amor, Hoje eu sei o que amor é o íman que me atrai, pra você. Me perdoi por te amar.

Amor de graveta. 22/08/2019 Sempre esperei para te ter Como nunca havia tido,
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Amor de graveta. 22/08/2019 Sempre esperei para te ter Como nunca havia tido, Está outra parte do meu ser Que por muito, a Deus venho pedindo. Um amor, este sentimento maior Alguém, como só tu és capaz de imanar Deste meu peito toda angústia e dor. Quando eu penso em te Eu saio de mim mesmo, E nessa doçura de ser eu tu, Eu encho- me dê mim e sobejo, E te perco, no nevoeiro da paixão Desta loucura de querer e desejo. Numa linda noite tamarindo Quando o momento estava sorrindo, Foi pela boca do luar Que ouvi o teu sussurrar, este miar Dos teus sentimentos no obscuro, Dizes-te “Eu te amo”. Amor? Que amor? Com que amor mi amas? Aquele que guardas nas gravetas,? Este amor que dizes ter, ao perecer dos meus olhos? Um sentimento assombrado, Empoerado e enferrujado, Faustoso, este haver de não ter Querer de não poder Ser de não estar. Um amor que não ama Um amor que dá trauma, Um amor de graveta.

A dor de amor Pobre coração alvorecido O teu sono é vinilo
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A dor de amor Pobre coração alvorecido O teu sono é vinilo E o teu despertar ominoso, Choro, choro, de dor autousa Lágrimas, Que descem neste meu rosto greda, Choro! Choro! Pobre alma perdida Na conjuntura do vazio escuro Deste meu corpo morto por te herdado, Hoo! Que Sentimento nociceptivo tu és amor.

Pela África eu sou a Mudança Pelo cacau e pelo café Pela fruta pão, pelo coco e pelos búzios,
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Pela África eu sou a Mudança Pelo cacau e pelo café Pela fruta pão, pelo coco e pelos búzios, Pelos rituais, os gritos e os ritmos E pelas gingas das ilhas do Socoopé, Por São Tomé e Príncipe eu sou a mudança. Pelos minerais do solo do Huambo Pelo Palanca Negra, o nosso diamante Pelo funge e pela fome indecente, Pela imensidão do nosso solo de Cabinda a Cunene E pelo sangue que selou a paz, Por Angola eu sou a mudança. Pelo amendoim do nosso caldo de Mancara Pela Cabaceira, oh! meu gelado de Cabaceira Pelos Fulas, os Diulas e Mandingas, Pelas diversidades étnicas dos nossos povos, a nossa raça, E pelos assobios dos nossos meninos nas matas, Por Guiné Bissau eu sou a mudança. Pelas cores angelicais das acácias floridas Ao calor do sol de Abril Pela cachupa, pelo cuscuz, e pelas Camócas, Pelos braços movidos para a união das ilhas Eternizados no nome de Amilcar Cabral, E pelas lágrimas que cobriram a ilha do Fogo, Por Cabo Verde eu sou a mudança. Pelas cores lindas dos tecidos, a nossa Capulana Pelo sagrado barro que lavou a nossa pele Pelo dom dos dedos casmo de Malangatana, Revelando a sombra dorida dos nossos dias E pelo imortal sol que postou nos pés da baía da Beira, Por Moçambique eu sou a mudança Pela fome, pela miséria, e pelas epidemias Pela frustrante emigração sem opção Pelos tráficos, e pelos trabalhos infantis Pela corrupção fora da razão, a nova escravidão, Pela África eu sou a mudança, Por aqueles que para as suas raízes não voltaram Pelos que nos nossos países encontraram conforto, Pelos filhos que aos seus pais orgulharam E por aqueles por nos secaram suor e sangue, Pela África eu sou a mudança. Sim! É isto ou aquilo, mudança, mudança. E mudança. Pala África eu e tu, somos a África E esta nova África ela é a mudança. Ezequiel Barros Longe de casa