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Frase de Ezequiel Barros

Pela África eu sou a Mudança Pelo cacau e pelo café Pela fruta pão, pelo coco e pelos búzios, Pelos rituais, os gritos e os ritmos E pelas gingas das ilhas do Socoopé, Por São Tomé e Príncipe eu sou a mudança. Pelos minerais do solo do Huambo Pelo Palanca Negra, o nosso diamante Pelo funge e pela fome indecente, Pela imensidão do nosso solo de Cabinda a Cunene E pelo sangue que selou a paz, Por Angola eu sou a mudança. Pelo amendoim do nosso caldo de Mancara Pela Cabaceira, oh! meu gelado de Cabaceira Pelos Fulas, os Diulas e Mandingas, Pelas diversidades étnicas dos nossos povos, a nossa raça, E pelos assobios dos nossos meninos nas matas, Por Guiné Bissau eu sou a mudança. Pelas cores angelicais das acácias floridas Ao calor do sol de Abril Pela cachupa, pelo cuscuz, e pelas Camócas, Pelos braços movidos para a união das ilhas Eternizados no nome de Amilcar Cabral, E pelas lágrimas que cobriram a ilha do Fogo, Por Cabo Verde eu sou a mudança. Pelas cores lindas dos tecidos, a nossa Capulana Pelo sagrado barro que lavou a nossa pele Pelo dom dos dedos casmo de Malangatana, Revelando a sombra dorida dos nossos dias E pelo imortal sol que postou nos pés da baía da Beira, Por Moçambique eu sou a mudança Pela fome, pela miséria, e pelas epidemias Pela frustrante emigração sem opção Pelos tráficos, e pelos trabalhos infantis Pela corrupção fora da razão, a nova escravidão, Pela África eu sou a mudança, Por aqueles que para as suas raízes não voltaram Pelos que nos nossos países encontraram conforto, Pelos filhos que aos seus pais orgulharam E por aqueles por nos secaram suor e sangue, Pela África eu sou a mudança. Sim! É isto ou aquilo, mudança, mudança. E mudança. Pala África eu e tu, somos a África E esta nova África ela é a mudança. Ezequiel Barros Longe de casa

Ezequiel Barros

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Pensador.com

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Independência. 12/07/2018 Foi pela liberdade Que a rebeldia surgiu, Um selo marcado nesta cidade onde a escravidão sucumbiu. Uma história escrita com sangue A memória dos negros quilombolas. Um batalhão com Machim e cassetete De armadura negra, tatuada e reluzente. A independência se constrói Gritos de liberdade arrastados pelo vento, Das cinzas, nasce a esperança do povo Robusto, vitalício, uma nação de heróis. Com gritos e dor, se faz a história História de uma povo sofredor, Cada tiro, um machina sem dó Espalha sangue, deixa macha na mata. Ainda hoje ouvisse gritos lânguidos Gritos e gritas, gritos de liberdade. Autores: Ezequiel Barros / Lisinaite Vaz Estilo: Ezbnd/ideias.

Não sei se digo 24/06/2015 Não sei se digo Tudo quanto eu sinto,
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Não sei se digo 24/06/2015 Não sei se digo Tudo quanto eu sinto, Ou se simplesmente mendigo, Por dizer, tudo o quanto eu penso. “Novos tempos, novos ventos” Novas luzes, novas ideias, Quis a vida me encostar nos cantos Por isso sobrevivo-me das doces lágrimas. Não foi por ter me calado Ou por sentir o que eu não podia dizer, Foi por dizer o que sinto e ter guardado As minhas doces palavras nestes poemas. Haaa! Se eu pudesse revelar Se os centavos me bastassem para poder editar, A alma de Nelson Bandela, descansaria em paz E as palavras de Alda culminariam, eu sou capaz. “Há tempo para tudo. “ Sim! Só não há um tempo para o tempo, Por tanto esperar fiquei mudo Então, eu não posso dizer, eu vou escrever. Autor: Ezeqeuiel Barros Estilo: Indo, vindo e vivendo.

Dias apóis dias 03/08/2014 Dias apóis dias E noites claras em formas de ideias,
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Dias apóis dias 03/08/2014 Dias apóis dias E noites claras em formas de ideias, Trago a este mundo belos sonhos E uma vida vivida ao medonho. Tracei o meu futuro ao crescer E tive o medo de regar ao seco a minha existência Mas o destino no meu caminho avores fez crescer Que só dá frutos de trirar a paciencia. Lambosei-me em cada colheta amorosa E depois, mendiguei por longos messes sem colher Graças a bendita Dona Rosa Que tudo deita no lixo atá a filha Julieta. Hoje, sou policial desta realidade atual Trago-voz leis e ideias sobre o bem e o mal Sofrendo assim as inflações deste animais Que também tocaram nas peles dos imortais. Vagabundei neste mundo triste Rasgando cada canto com lei-ser, Deste olhar vazio e doente De quem vive o sonho e sonha na vida. Autor: Ezeqeuiel Barros Estilo: Indo, vindo e vivendo.

O meu lamento 27/09/2013 Lamento por ser o que sou E por tudo que a vida me roubou,
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O meu lamento 27/09/2013 Lamento por ser o que sou E por tudo que a vida me roubou, Por não ser o filho que ela sonhou, Sendo eu o motivo de tanta dor. A fúria do inimigo me debela De regresso estou na decepção, Trago a tristeza de sobra na mala Para essa guerra emocional sem razão. Lamento, tanto tempo nesta liça A procura da paz e de compaixão, Tenho furos na cabeça Resultantes da explosiva depressão. Eu quis ser um de vós Um idealista intelectual, Com ousadias e opiniões Foi o que me fez em um anormal. Hoje, me convem ser burro E saber o selo com perfeição, Do que ser um inteligente goleá Desconhecendo o uso da razão. Autor: Ezequiel Barros Estilo: Indo, vindo e vivendo.