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Frase de Ezequiel Barros

DOUTOR Doutor, Tenho duas espinhas na alma Pois sou africano, Percorri o a escravidão Cheguei a independência E agora durmo ali no chão, Coberto por racismo E a minha vida com certeza Esta é amante do sofrimento. E olha pra estes meninos São meus por tristeza, Esta mais nova é São Tomé Não conseguiu andar E contenta-se no leve-leve Empurrada pelos irmãos e amigos Nem sei se um dia estará em pé, E a Nigéria, a justiceira Ela corta os seus dedos Por serem diferentes, a todos E diz ser Boko Haram, E ainda chora, A mais chorona é a Etiópia Depois Mali, Sudão e Quênia Dói-lhes o estômago por fome Sabes essa doença, o come-come? Os gritos recentes Foram de Moçambique O seu rosto imundou-se E ela chora amargas lágrimas Pois a chuva que lhe tocou Era de gotas ácidas e quentes. – Mas vocês ainda são sorridentes E andas, não te incomodas? A esperança me ajudou Me trouxe o poço da fé "Jesus" E nele eu bebo águas de alegrias. Doutor, sabias que pra estas doenças Tristeza e sofrimento Um dia acharemos curas?

Ezequiel Barros

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Pensador.com

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Independência. 12/07/2018 Foi pela liberdade Que a rebeldia surgiu,
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Independência. 12/07/2018 Foi pela liberdade Que a rebeldia surgiu, Um selo marcado nesta cidade onde a escravidão sucumbiu. Uma história escrita com sangue A memória dos negros quilombolas. Um batalhão com Machim e cassetete De armadura negra, tatuada e reluzente. A independência se constrói Gritos de liberdade arrastados pelo vento, Das cinzas, nasce a esperança do povo Robusto, vitalício, uma nação de heróis. Com gritos e dor, se faz a história História de uma povo sofredor, Cada tiro, um machina sem dó Espalha sangue, deixa macha na mata. Ainda hoje ouvisse gritos lânguidos Gritos e gritas, gritos de liberdade. Autores: Ezequiel Barros / Lisinaite Vaz Estilo: Ezbnd/ideias.

Não sei se digo 24/06/2015 Não sei se digo Tudo quanto eu sinto,
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Não sei se digo 24/06/2015 Não sei se digo Tudo quanto eu sinto, Ou se simplesmente mendigo, Por dizer, tudo o quanto eu penso. “Novos tempos, novos ventos” Novas luzes, novas ideias, Quis a vida me encostar nos cantos Por isso sobrevivo-me das doces lágrimas. Não foi por ter me calado Ou por sentir o que eu não podia dizer, Foi por dizer o que sinto e ter guardado As minhas doces palavras nestes poemas. Haaa! Se eu pudesse revelar Se os centavos me bastassem para poder editar, A alma de Nelson Bandela, descansaria em paz E as palavras de Alda culminariam, eu sou capaz. “Há tempo para tudo. “ Sim! Só não há um tempo para o tempo, Por tanto esperar fiquei mudo Então, eu não posso dizer, eu vou escrever. Autor: Ezeqeuiel Barros Estilo: Indo, vindo e vivendo.

Dias apóis dias 03/08/2014 Dias apóis dias E noites claras em formas de ideias,
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Dias apóis dias 03/08/2014 Dias apóis dias E noites claras em formas de ideias, Trago a este mundo belos sonhos E uma vida vivida ao medonho. Tracei o meu futuro ao crescer E tive o medo de regar ao seco a minha existência Mas o destino no meu caminho avores fez crescer Que só dá frutos de trirar a paciencia. Lambosei-me em cada colheta amorosa E depois, mendiguei por longos messes sem colher Graças a bendita Dona Rosa Que tudo deita no lixo atá a filha Julieta. Hoje, sou policial desta realidade atual Trago-voz leis e ideias sobre o bem e o mal Sofrendo assim as inflações deste animais Que também tocaram nas peles dos imortais. Vagabundei neste mundo triste Rasgando cada canto com lei-ser, Deste olhar vazio e doente De quem vive o sonho e sonha na vida. Autor: Ezeqeuiel Barros Estilo: Indo, vindo e vivendo.

O meu lamento 27/09/2013 Lamento por ser o que sou E por tudo que a vida me roubou,
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O meu lamento 27/09/2013 Lamento por ser o que sou E por tudo que a vida me roubou, Por não ser o filho que ela sonhou, Sendo eu o motivo de tanta dor. A fúria do inimigo me debela De regresso estou na decepção, Trago a tristeza de sobra na mala Para essa guerra emocional sem razão. Lamento, tanto tempo nesta liça A procura da paz e de compaixão, Tenho furos na cabeça Resultantes da explosiva depressão. Eu quis ser um de vós Um idealista intelectual, Com ousadias e opiniões Foi o que me fez em um anormal. Hoje, me convem ser burro E saber o selo com perfeição, Do que ser um inteligente goleá Desconhecendo o uso da razão. Autor: Ezequiel Barros Estilo: Indo, vindo e vivendo.