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Frases de Evelyn Faheina

12 frases

Escrita Ontem, escrevi um poema. Um poema cheio de palavras insignificantes que transbordavam pelas linhas de minha memória. No primeiro momento, entreguei-me à fantasia.
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Escrita Ontem, escrevi um poema. Um poema cheio de palavras insignificantes que transbordavam pelas linhas de minha memória. No primeiro momento, entreguei-me à fantasia. Depois, rememorei o que ainda não havia acontecido. Senti a emoção e o arrepio dos deuses com as palavras que não eram só minhas. Troquei o ponto final pela vírgula. E, apesar de inacabado, o publiquei.

Escute meus silêncios! No murmúrio dos pensamentos indizíveis. Na cabeça vaga, vazia, cheia de ideias borbulhantes.
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Escute meus silêncios! No murmúrio dos pensamentos indizíveis. Na cabeça vaga, vazia, cheia de ideias borbulhantes. Nos não ditos sarcásticos, risos soltos, disfarçados. Na experiência vivida, sentida na pele. Na doença repentina, dores de prazer que se repetem. Nas falas soltas, palavras jogadas ao vento. No choro intercalado, intenso e frio. Na fuga das relações, refúgio do medo, da raiva e do amor Escute seus silêncios!

Gira mundo Gira mundo, vai girando, gira, gira, sem fim. No desejo infinito que vai crescendo dentro de mim.
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Gira mundo Gira mundo, vai girando, gira, gira, sem fim. No desejo infinito que vai crescendo dentro de mim. Numa hora quero a ‘bola’, mas o que essa ‘bola’ é para mim? Não pergunto, não questiono, só a quero junto a mim. Quem não sabe o que quer, perde o caminho de si. Deseja o que é do outro, numa roda-viva sem fim Fica tonto, fica mudo, fica só, mas não pergunta: O que isto é para mim?

À espera O tempo passa devagar na longa espera de quem lança o impossível sobre o amanhã.
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À espera O tempo passa devagar na longa espera de quem lança o impossível sobre o amanhã. Já não se vê a vida acontecer, e os pássaros persistem no vento, indiferentes. De tanto esperar, o presente começa a rarear. O instante desfaz-se em promessas. E o futuro, tantas vezes sonhado, ocupa o lugar daquilo que ainda respira.

Cartografia do retorno O corpo reconhece o que a razão demora a admitir.
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Cartografia do retorno O corpo reconhece o que a razão demora a admitir. Há cenas que apenas mudam de pele: outro rosto, outro endereço, outro cheiro, e, ainda assim, preservam intactas a mesma arquitetura silenciosa. Há pessoas que retornam vestidas com outros nomes: novas feições, significações e maneiras distintas de habitar o mundo, mas algo nelas permanece preso à antiga fissura da memória. Tudo parece diferente e tudo obedece a mesma órbita invisível. A boca resseca diante de despedidas já conhecidas e as mãos retornam a abrir portas já abertas. Mas chega um instante em que o pássaro reaprende o seu voo, atravessado pelo vento, pela perda, pela memória.. Suas asas já não batem do mesmo jeito e a repetição cede, aos poucos, lugar à experiência à implicação na direção do seu voo. Então o corpo aprende a não se ajoelhar no mesmo lugar de sempre e o medo desaprende o endereço da antiga casa. O amor — já não mais confundido como espelho — abandona a velha rima e a lembrança perde, lentamente, o comando secreto dos repetidos gestos.