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Frase de Esdras Goulart Bueno

Foi no meio da dança, que a música parou. E havia uma dança acontecendo No compasso de música agitada Cada um em sua própria coreografia Arriscando nos passos uma empreitada. O salão perdia-se de vista A maioria dançando em companhia Seus pares eram eles mesmos Envoltos na liberdade e alegria. Em comum acordo de ritmo A batida foi a de individuação Embora a provocação ao olhar do outro Fosse rotineira diversão. Despertar esta atenção Tornava a festa especial Motivação coletiva garantida Para a música nunca ter seu final. Aqueles que tinham facilidade Para criar passos interessantes Ganharam respeito de admiradores Que passaram a imitá-los em todos os instantes. Os menos talentosos Buscavam na dança dos outros inspiração Faziam a releitura da coreografia Com a singularidade da emoção. Haviam também os oportunistas E os invejosos, Também os tímidos e os ricos Os pobres e os ambiciosos. Tinha de tudo um pouco Um público bem diversificado Comum mesmo era somente Não olhar o outro, mas querer ser notado. Foi assim nesse som envolvente Que algo então aconteceu A música abruptamente parou O salão se emudeceu. Salão, foi metáfora por mim usada A música e a dança também Nossa vida é coreografia arriscada Dela quem está livre? Ninguém. Como em filme de terror Somos personagens deste roteiro real Vítimas de um maldito vírus Que nos levou a questionar: Qual o novo normal? Do silêncio que se estendeu Por entre o rompimento da movimentação O mundo agitado e caótico Foi obrigado a parar, sem tempo para desaceleração. E quando se freia bruscamente A sorte está lançada O impacto arremessa e puxa Com uma força inesperada. Quando o repente nos surpreende Difícil é acreditar Precisamos de tempo para compreensão Nossa realidade só existe ao assimilar. Esta doença abalou o super ego humano Todos parecem agora perceber Que não importa posição de privilégio A morte não classifica o grau de poder Como em um jogo mortal Aleatória é a infecção O sorteio da mesma é imprevisível Resta os esforços de prevenção. Trata-se agora do prêmio da vida Quem tem mais chances de não perdê-la Um por todos e todos por um É o lema recente para contê-la. Tic-tac do relógio Não há mais tempo de diversão A pandemia uniu o coletivo Individualidade perdeu sua razão. Enriquecer porquê? Se não tem mais mercado Roubar também para quê? Se o dinheiro não poderá ser gastado. Brigar com quêm? Se raro são os quem vão responder Roubar milhões... pobre estelionatário Talvez antes disto, tua vida começou a escorrer. Não é a economia, Não é a educação Muito menos o dinheiro Tão pouco a civilização. Nâo tem guerra quando o inimigo É o próprio ar em movimento Não tem política e não tem estado Que posso revogar tal acontecimento. Temos um recado Em gritos e prantos a manifestar A vida é rara mais que o ouro Mais instável que um reator a funcionar. A humildade é a mais singela forma Do humano, perante a sua condição admitir Deus, misericórdia! Interceda por nós! No agora e no porvir!⁠

Esdras Goulart Bueno

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠- Pensamentos são vagalumes dançantes! Pego um vidro e os coloco dentro. A luz se apaga, sem resquícios deles... De novo eu tento.
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⁠- Pensamentos são vagalumes dançantes! Pego um vidro e os coloco dentro. A luz se apaga, sem resquícios deles... De novo eu tento. - Lamento! Não são vagalumes... São pensaventos!