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Frases de Enide Santos

342 frases

Olho e olho Eu olho lá fora E nada vejo
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Olho e olho Eu olho lá fora E nada vejo Meu corpo não para Quer brincar de qualquer jeito E o olha aqui dentro E de nada sei Tudo pergunto Inclusive, pra que serve o mundo? Eu olho e olho e nada vejo Também não quero ver Ainda sou criança Gosto mesmo e de: Acontecer. Enide Santos

Alva, alva com o vermelho a lhe escorre. Alva, alva com o vermelho a lhe escorre, Pede socorro,
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Alva, alva com o vermelho a lhe escorre. Alva, alva com o vermelho a lhe escorre, Pede socorro, Á aqueles que amam viver. E no bico carrega A fonte verde, o renascer. E em suas entranhas habitam O equilíbrio, o saber. Vem de seu coração Nobre som Valsa infinda Ritmo da vida Escore-lhes pelos pés A luz do alvorecer E de seus olhos emanam O sonho de cada ser. Alva, alva com o vermelho a lhe escorrer. Anseia por ajuda Para restaurar seu poder. Alva, alva é assim que tem que ser. Enide Santos 16/08/14

Fruto natural. Na gravidez da beleza, O tempo a mimou.
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Fruto natural. Na gravidez da beleza, O tempo a mimou. Deu-lhe contentamento, Confortando-a com o amor. E em sua parição, O mundo a exaltou. Sabendo que sua destreza, Por muito tem valor. Para nutrir sua obra Do homem se apoderou. Fez de sua alma morada E de êxtase a enredou. Enide Santos 10/08/14

Nada me apetece mais que morrer Nada me apetece mais que morrer. Morrer...
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Nada me apetece mais que morrer Nada me apetece mais que morrer. Morrer... Morrer de você. Não vejo a vida Não vejo flores Não sei da luz Não entendo o mar Não uso o ar Não vejo nada Apenas sinto e sinto... Sinto cor Cor de pele Cor de olhar Cor de cabelo Rubores de amar. Nada me apetece mais que morrer. Morrer de você. Ah, expirar instante por instante! Ah, perder-me tantas e tantas vezes, Sem querer me encontrar! Ah! Deixe-me morrer, Fenecer de tanto te amar. Enide Santos 07/08/14

Acuda-me Senhor Que tanto imploro Que tanto chamo
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Acuda-me Senhor Que tanto imploro Que tanto chamo Ajuda-me Senhor! Que tanto oro Que tanto rogo Proteja-me Senhor! Acalenta-me soberano Em nome do seu filho Apazigua esta dor. Há tremura no meu corpo Minhas mãos sem ação O peito em fogo Acuda-me Senhor. Minha fé me sustenta Minha oração me consola É a certeza de teu amor Que me apruma agora. Enide Santos 21/02/15

Alma amputada Está tão longe de eu poder ser o que você quer. Sendo assim vejo-te seguir teu caminho e deixando-me aqui.
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Alma amputada Está tão longe de eu poder ser o que você quer. Sendo assim vejo-te seguir teu caminho e deixando-me aqui. Já começo ao acordar pela manhã dando-me consciência de que você ainda está presente em meu coração e não mais diante de meus olhos. Antes mesmo que se vá, eu já me vou para a dor de estar sem você, já amputo a minha alma sem nada dizer. Antes mesmo que se vá de mim, já choro a dor de sua ausência, já lamento ser passado em sua existência. Eu também mato momentos bons, jogo fora partes de vida que normalmente não se desperdiça, pois sei o tamanho deste amor em mim, sei da dor que se o perder vou sentir. É, é mesmo assim, é por medo de não resistir tamanha dor morando em mim, que desde já Abasteço-me de tudo de você. Quando te beijo, te beijo mesmo com todo o meu ser. Quando te amo, te amo mesmo com toda minha alma antes de ela ser amputada. Enide Santos 16/02/15

Recolhida no silêncio Esgarçadas já estão às horas Já ceou o tempo
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Recolhida no silêncio Esgarçadas já estão às horas Já ceou o tempo Já bebeu de meu pensamento Agora sou como raiz, sem flor. Já o cheiro do amor se foi As frescas horas não têm mais suas labaredas Não há mais manutenção para a ilusão Resta-me o ranho da alma O perene som de antigas gargalhadas Sou fragmento dos outros que fui Quanta vez o meus olhos sequei E impregnada de vida, lutei! Ai de mim... Que sou apenas volta antes de me ir Que já manca minha dor e cai ao chão E no seio da absoluta Já não mais há luta. Já me vou, mesmo sem saber ir. Enide Santos 14/02/15

Ah, Bragi tem piedade de mim! Ah, Bragi tem piedade de mim arranca-me estas palavras
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Ah, Bragi tem piedade de mim! Ah, Bragi tem piedade de mim arranca-me estas palavras que tanto me consomem e que não as consigo exprimir! Ah,estes ditos! Que não sei se são bem ou mal ditos. Sei que estando em mim são sofridos. Estes versos, verbos ou abscessos. que se constroem sem expressão desejando de mim total atenção. Esta necessidade de gratidão De ser um lema, um tema uma canção De entoar na boca as batidas do coração. Oh, deus da sabedoria! Pai do encantamento da poesia Invoca em mim a inspiração Alivia-me desta sofreguidão. Enide Santos 03/02/15

Pena de escrever Segura de estar contigo Forte, bem sucedida me sinto
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Pena de escrever Segura de estar contigo Forte, bem sucedida me sinto Entre o polegar e o indicador Esta é a minha sina Dar poder ao transcritor Minha silhueta põe-se a bailar Tendo seu pensar como imutável par Ao som que faz a vida Cravejo com meu sangue o ar Mesmo depois de tua partida Os teus ecos hã de durar. Enide Santos 08/02/15

Noite de solidão desejável Toma-me, ó noite de solidão desejável, Deita-me em teu solo sagrado
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Noite de solidão desejável Toma-me, ó noite de solidão desejável, Deita-me em teu solo sagrado Leva-me onde posso ouvir os teus passos Desaninhe de mim os meus ascos. Deixe os lamentos do dia passado Desprender-se do meu corpo cansado Ó noite de solidão desejável De suas horas sinto-me furtado Pois a claridade já rompe os prados. Há ainda na sarjeta sonhos empilhado E minhas dores ainda precisam de emplastro Ó noite de solidão desejável Dure mais um pouco Deixe-me recolher os meus cacos. Enide Santos 05/02/15

Até onde daria para ir? Até onde daria para ir Para arrancar de quem se ama
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Até onde daria para ir? Até onde daria para ir Para arrancar de quem se ama Um dor que tema em não sair? Até onde consigo deixar de mim Para envolver-me na dor De quem sozinho não consegue seguir? Até onde é capaz de chegar Este meu amar Que no fundo, quer o mundo abracar? A dor só doe até onde pode doer, Ah, quem me dera, Que meu amor a fizesse desvanecer! Enide Santos 05/002/15

Triste Todo o corpo frio Apenas na face
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Triste Todo o corpo frio Apenas na face O sol se poe Um pouco por vez Rouba o brilho do mar E nesta forma agora O vento pode levar Corpo agora vazio Vestido de tempo Enroupado de rio Segue seu curso Rompe seus muros Deságua seguro Enide Santos 05/02/15 Releitura: O corpo frio de tristeza e em sua face sente o calor como o do sol em forma de lágrima que por sua vez são gotas como as do mar leves para que o vento possa levar. Sentimento de perda ainda prossegue, mas agora assume uma postura como a do rio, apenas segue

E esta fome não sacia Sente não ter direito Ao menos a lagrimejar
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E esta fome não sacia Sente não ter direito Ao menos a lagrimejar Condenando-se pelos erros Que em sua vida ousa causar. Pobre desamparado Do amor de si mesmo Agora esmola a sorte De um instante de sossego Nas ruas vazias da noite Busca por sua solidão Pois em sua cabeça Sons, ruídos e confusão Pobre desesperado Que a muitos magoou Pelas drogas fora condenado A desistir de seu amor. Perdeu tudo que tinha Vendeu tudo que conquistou E esta fome não sacia Tem piedade, senhor! Enide Santos 04/02/15

Fascinação Me apaixonei por você... Quando sua boca me chamou pela primeira vez
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Fascinação Me apaixonei por você... Quando sua boca me chamou pela primeira vez Te olhei e meus olhos sorriram Sorriram porque percorreram sua imensidão em instantes Já te desejamos. Não por mim que sou forte! Mas meus olhos Minha boca Minhas mãos não se contentam Não se controlam. Armam motim, Induzem o resto de mim. Não, não sou eu! Eu apenas me apaixonei, Com delicadeza te desejei. De primeira mão... Apenas quis te dar carinho O resto de mim Quem montou este burburinho. Agora rola de tudo Libido e amor Travessuras sem pudor Tacos de sentimentos Toras de emoção Mas no fundo no fundo É tudo fascinação Pobrezinho do meu coração. Enide Santos 03/02/15

Não me impeças de chorar Não me impeças de chora Chorar não é sinônimo de fraqueza
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Não me impeças de chorar Não me impeças de chora Chorar não é sinônimo de fraqueza Sinônimo de fraqueza é covardia. E nesta guerra diária que luto dentro de mim Apenas o choro é meu refúgio Não me impeças de chorar Porque tenho a coragem de saber de minhas fraquezas E que na busca para vencê-las Danifico parte de minha alma E só com lágrimas posso purifica-la Nem se atreva a tentar me impedir de chorar Porque és tu que não suportas Ser a fonte de este meu prantear. Não me iniba... Não me detenhas... Apenas observe e absorva. Como uma faz uma fera para se recuperar. Enide Santos 24/01/15

Epístola – 20 São Paulo, 11 de janeiro de 2015. Fragmentos de mim
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Epístola – 20 São Paulo, 11 de janeiro de 2015. Fragmentos de mim A primeira vez que nos possuímos, foi uma experiência incrível. Incrível mesmo, pois você não sabia, mas estava realizando alguns dos sonhos a muito desejados por mim, é por isso que faço questão que saiba o quanto fora importante. Desde que nos conhecemos eu percebi que poderia mesmo realizar sonhos. Poder amar você já era a realização de um sonho. Descobri que você possui a mesma estatura que o homem dos meus sonhos. Que os encaixes de seus braços moldam meu corpo com perfeição, idêntica aos dele. Você exibe o mesmo tom de voz, a mesma textura na pele, o mesmo fascínio em locomover-se, a mesma forma de me olhar, banha meu corpo fitando-me. O meu lugar preferido de todo o mundo, pertence ao homem dos meus sonhos. É um lugar aconchegante onde me sinto protegida tanto o corpo como a alma, e você é portador de algo semelhante. Ao tocar-te, beijar-te, olhar-te a mesma sensação me toma o ar, igualzinho, igualzinho ao homem do meu sonhar. Há um oásis em minha realidade que difere o meu desejo de sonhar. Como pode na realidade não me amar, se em meus sonhos sou eu quem lhe toma o ar. Enide Santos 11/01/15

É preciso aprender ser só É preciso aprender Ser só
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É preciso aprender ser só É preciso aprender Ser só Estar só Não é o que queremos Não é o que sonhamos Mas se temos que passar por isso Então façamos ser da melhor forma possível. Em meus dias de ilha Em tempos repletos de abismos Visto a minha fragilidade do avesso Para que a vida retorne aos meus olhos Isso com muita sutileza Para não ferir meu silêncio. Careço também dele Mas demarco fronteiras Enclausuro a dor em lembranças. E na brusquidão destes dias Dou-me o direito de ser imensidão Dou-me o direito der ser fenda Para que escoe de mim A aversão que sinto pela solidão. Enide Santos 01/01/15

Vaso oco do tempo Vaso oco do tempo Dono de todas as cores
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Vaso oco do tempo Vaso oco do tempo Dono de todas as cores Morto de sentimento Abarrotado do nada Enferruja caminhos Desmorona estrada Vaso fundo do tempo Mestre da lembrança Aprendiz na distância Rígido com as horas Rico de histórias Rouco de memória Vaso fino do tempo Intransferível Insubstituível Indefinível. Enide Santos 06/01/15

Do coração da poesia É do coração da poesia Que ouço os mais belos gritos.
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Do coração da poesia É do coração da poesia Que ouço os mais belos gritos. E dos seus segredos Colho pequenos viscos. Há um oásis no tempo Em que o verso se cria E desta fonte de redenção Despe-se o sentir da emoção Toma-me, ó dor de poesia, Inflama-me o corpo Revista-o, Soterra-o de amor. Debulha este meu sofrer Deixe-me em teus braços enternecer. Doa-me seus rios Infeste em mim seus brios Empresta-me a tua cor O teu semblante O teu olor. Resgata-me desta ilha Regozija o meu falar Apure o meu paladar. Deixe o teu coração, ó poesia! Com o meu orar. Enide Santos 04/01/15

Ano de 2014 Ao ano que se foi dedico-lhe o meu amor Ao ano que tanto e tanto me ensinou
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Ano de 2014 Ao ano que se foi dedico-lhe o meu amor Ao ano que tanto e tanto me ensinou Agradeço tudo tudo que em mim deixou. Agora dorme complacente a tudo que me diz. Agora dorme com a certeza de que se fez, de que me fez. Ainda ouço o seu ressonar tinindo no dia de ontem. mesclando de lutas as paisagens dos meus dias vai tempo, vai... leva-me contigo pois é ai o meu lugar!!!

A última poesia A última poesia Dos olhos a correr
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A última poesia A última poesia Dos olhos a correr Dolorosas lágrimas Sem nada dizer Camuflados pensamentos Largados na algibeira do tempo Debruçados a sós Vagam os sentidos No profundo de nós Ainda havia tanta coisa a dizer Tanta poesia à fazer Ainda havia um mundo inteiro Dentro do meu ser. O fim do laço a sua perfeição O fim dos aplausos a sua entoação O fim do grito de som aturdido O final do capitulo do meu destino. Enide Santos 28/12/14

Foi só o sentimento que vazou Desculpe-me... Por este meu suspiro forte...
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Foi só o sentimento que vazou Desculpe-me... Por este meu suspiro forte... Por minha voz embargar... Por meu corpo tremer... Minha mão transpirar. Perdoe esta minha saudade, Que tanta força faz pra te chamar. Banha-me de silêncio Para apenas o pensamento exaltar. Absolva este meu desejo veemente Que por vezes, é vil e imprudente. Que rasga as paredes de o meu ser E o teu corpo, o tempo todo quer ter. Atenue, alivie, amenize Não foi por querer Foi o sentimento que vazou Procurando por você. Enide Santos 2712/14

Minha Paixão O alimento da felicidade, Iguaria que mantém a sobriedade.
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Minha Paixão O alimento da felicidade, Iguaria que mantém a sobriedade. Manjar da sorte da necessidade. O sustento da minha imensidade. Enche-me de melodia Satura-me de sabedoria Satisfaz minha alegria. Me farta de poesia. Abranda meu enleio Adormece meu receio Modera-me o floreio Sossegando meu anseio. Minha doce inspiração Meu amor Minha paixão Enide Santos 01/05/15

Ambos somos felizes quando nos amamos Ambos somos felizes quando nos amamos Ah, meu amor!
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Ambos somos felizes quando nos amamos Ambos somos felizes quando nos amamos Ah, meu amor! Ah, meu amado! E assim: Enxugo os olhos do riso que te dei Toldo de horas Com os momentos que cavei Banho-me na sensação do teu olhar Dou-me de presente o teu respirar Ambos somos felizes quando nos amamos Com o liquido da noite Com o qual se banham as florestas Eu me exibo Eu me testo O cio lentamente passa Não para Atravessa Exala. E assim: Somos igualmente amados Saciados um do outro Nesta noite Neste esboço. Enide Santos 29/03/15