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Frases de Emily Brontë

75 frases

Demorei-me ao pé dos túmulos, sob o céu suave, fiquei a contemplar as mariposas que voejavam sobre a urze e as campainhas, a escutar o vento macio que soprava por entre a relva e a cismar se era possível a alguém imaginar um sono agitado sob aquela terra tranquila.
Alguns irão acusá-lo de orgulho desmedido, mas tenho um sexto sentido que me diz que não se trata disso - instintivamente, sei que a sua reserva provém de uma aversão inata à exteriorização de sentimentos e a troca de demonstrações de afeto. É capaz de amar e odiar com igual diss…
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Alguns irão acusá-lo de orgulho desmedido, mas tenho um sexto sentido que me diz que não se trata disso - instintivamente, sei que a sua reserva provém de uma aversão inata à exteriorização de sentimentos e a troca de demonstrações de afeto. É capaz de amar e odiar com igual dissimulação e de considerar impertinência a retribuição desse ódio ou desse amor.

(Catherine): Se tudo o mais perecesse e ele continuasse, eu ainda deveria continuar a existir; e, se tudo o mais continuasse e ele fosse aniquilado, o universo tornar-se-ia para mim completamente estranho; eu não pareceria fazer parte dele. Meu amor por Linton é semelhante à folh…
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(Catherine): Se tudo o mais perecesse e ele continuasse, eu ainda deveria continuar a existir; e, se tudo o mais continuasse e ele fosse aniquilado, o universo tornar-se-ia para mim completamente estranho; eu não pareceria fazer parte dele. Meu amor por Linton é semelhante à folhagem dos bosques: o tempo o mudará, sei bem disso, como o inverno muda as árvores. Meu amor por Heathcliff assemelha-se às rochas eternas de baixo: uma fonte de pouco regozijo visível, mas necessária. (...) Ele está sempre em meu espírito, não como um prazer, do mesmo modo que constituo sempre um prazer para mim, mas como meu próprio ser. Não fale, portanto, outra vez, em separação; ela é impensável e... (O Morro dos Ventos Uivantes - 1847)

Tu me revelaste agora quanto tens sido cruel… cruel e falsa. Por que me desprezaste? Por que traíste teu coração, Catarina? Não posso dirigir-te uma só palavra de consolo. Mereceste tua sorte. Tu mesma te mataste. Sim, podes beijar-me e chorar, arrancar-me beijos e prantos: eles…
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Tu me revelaste agora quanto tens sido cruel… cruel e falsa. Por que me desprezaste? Por que traíste teu coração, Catarina? Não posso dirigir-te uma só palavra de consolo. Mereceste tua sorte. Tu mesma te mataste. Sim, podes beijar-me e chorar, arrancar-me beijos e prantos: eles te queimarão… eles te danarão. Tu me amavas… que direito tinhas então de me deixar? Que direito… responde-me… por causa do miserável capricho que sentiste por Linton? E quando nem a miséria, nem a degradação, nem a morte, nem nada que Deus ou satanás pudesse infligir-nos poderia separar-nos, tu, por tua própria vontade, o fizeste. Eu não parti o teu coração… foste tu que o quebraste e, quebrando-o, quebraste também o meu. E tanto pior pra mim, que sou forte. Tenho eu necessidade de viver? Que vida será a minha quando… Oh! Deus! Terias tu vontade de viver com tua alma metida em um túmulo? - Deixa-me sozinha. Deixa-me sozinha – soluçava Catarina. – Se tenho a culpa, morrerei por causa dela. Basta! Tu também me abandonaste, mas não me queixarei! Eu te perdôo. Perdoa-me também! - É díficil perdoar olhando esses olhos, tocando essas mãos descarnadas – respondeu ele. – Beija-me de novo, mas não me deixes ver teus olhos! Eu perdôo o que me fizeste. Eu amo o meu assassino… Mas o teu! Como o poderia eu perdoar? (O Morro dos Ventos Uivantes)

"Não disse que não é amor, definitivamente é, mas eu sei que é efêmero e que o tempo há de mudá-lo como o inverno muda as árvores, e mesmo que eu te amasse com todas as forças do meu corpo nem em cem anos poderia te amar tanto quanto te amei em um único dia. Talvez daqui 100 anos…
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"Não disse que não é amor, definitivamente é, mas eu sei que é efêmero e que o tempo há de mudá-lo como o inverno muda as árvores, e mesmo que eu te amasse com todas as forças do meu corpo nem em cem anos poderia te amar tanto quanto te amei em um único dia. Talvez daqui 100 anos eu ame ainda mais, tanto, que tu já tenha se espalhado de tal forma, sendo impossível de tirar daqui do meu eu mais secreto e íntimo não como um prazer, porque eu não sou um para mim mesma, mas como o meu próprio ser existindo na sombra da tua existência, sendo apenas a metade e não meu todo. Onde não há você, não existe eu, só vazio."

"E eu rezo uma oração.. hei de repeti-la até que minha língua se entorpeça... Catarina Earnshaw, possas tu não encontrar sossêgo enquanto eu tiver vida! Dizes que te matei, persegue-me então! A vítima persegue seus matadores, creio eu. Sei que fantasmas têm vagado pela terra. Fic…
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"E eu rezo uma oração.. hei de repeti-la até que minha língua se entorpeça... Catarina Earnshaw, possas tu não encontrar sossêgo enquanto eu tiver vida! Dizes que te matei, persegue-me então! A vítima persegue seus matadores, creio eu. Sei que fantasmas têm vagado pela terra. Fica sempre comigo.. encarna-te em qualquer forma... torna-me louco! Só não quero que me deixes neste abismo, onde não posso te encontrar! Oh, Deus! é inexprimível! Não posso viver sem minha vida! Não posso viver sem minha alma!" (Heathcliff - O Morro dos Ventos Uivantes)

O velho estoico Eu desprezo o Amor e a quem me ama, Dos ricos, sei zombar;
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O velho estoico Eu desprezo o Amor e a quem me ama, Dos ricos, sei zombar; É sonho a luxúria da Fama, Que acaba ao despertar - E se oro, a única Oração Que a boca me devora É - "Larga este meu coração Deixa-me livre agora." Quais dias de missão cumprida, Estou eu a implorar - Alma livre na morte ou vida, Coragem pra aguentar.

Não é nada demais. Eu só ia dizer que o céu não parecia ser meu lar; e eu fiquei com o coração partido de tanto chorar para voltar para casa; e os anjos estavam tão revoltados que eles me jogaram bem no meio das urzes no alto do Morro dos Ventos Uivantes, onde eu acordei soluçand…
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Não é nada demais. Eu só ia dizer que o céu não parecia ser meu lar; e eu fiquei com o coração partido de tanto chorar para voltar para casa; e os anjos estavam tão revoltados que eles me jogaram bem no meio das urzes no alto do Morro dos Ventos Uivantes, onde eu acordei soluçando de alegria.

"Remembrance Cold in the earth—and the deep snow piled above thee, Far, far removed, cold in the dreary grave!
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"Remembrance Cold in the earth—and the deep snow piled above thee, Far, far removed, cold in the dreary grave! Have I forgot, my only Love, to love thee, Severed at last by Time's all-severing wave? Now, when alone, do my thoughts no longer hover Over the mountains, on that northern shore, Resting their wings where heath and fern-leaves cover Thy noble heart forever, ever more? Cold in the earth—and fifteen wild Decembers, From those brown hills, have melted into spring: Faithful, indeed, is the spirit that remembers After such years of change and suffering! Sweet Love of youth, forgive, if I forget thee, While the world's tide is bearing me along; Other desires and other hopes beset me, Hopes which obscure, but cannot do thee wrong! No later light has lightened up my heaven, No second morn has ever shone for me; All my life's bliss from thy dear life was given, All my life's bliss is in the grave with thee. But, when the days of golden dreams had perished, And even Despair was powerless to destroy, Then did I learn how existence could be cherished, Strengthened, and fed without the aid of joy. Then did I check the tears of useless passion— Weaned my young soul from yearning after thine; Sternly denied its burning wish to hasten Down to that tomb already more than mine. And, even yet, I dare not let it languish, Dare not indulge in memory's rapturous pain; Once drinking deep of that divinest anguish, How could I seek the empty world again?"